quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PASSOS ERRADOS ATÉ WATERLOO: A GUERRA NO ENSINO.




“ Bem! Depois de se chegar ao campo de batalha, parece que de lá, só se sai, quando a derrota de um dos lados é evidente, como, por agora, ambos os contendores acham que estão a ganhar, só com mais luta e derrotas esta luta autista se resolverá, face ao que pode parecer uma acto gratuito, um cidadão querer trazer a bandeira da negociação e da ciência a uma luta que muitos querem que seja meramente política. Mas não deverá um cidadão que vê esta gente com o passo errado gritar?”

Caras Amigas e Amigos


Como pessoa preocupada com a avaliação desde há muitos anos, e por a ter estudado, como psicólogo, desde 1993, considero válidos muitos dos itens da proposta de avaliação dos professores do Governo. Considero-os correctos e apropriados. A estrutura parece-me defensável.

Quanto ao número de itens que os professores têm de responder é preciso conhecer os seus conteúdos, e o que é que procuram estimar e como o vão fazer. Se não estiverem relacionados com a definição do que é a Escola, seus objectivos e que tarefas cabem aos professores realizarem no contexto dessa escola, bem como, com a definição precisa e operacional das competências para as executar, e se não houver o catálogo dos cargos, então, se tudo isto falhar, os itens de avaliação valem zero.


Que os professores têm de intervir para diminuírem o insucesso escolar é evidente, todavia tem de se fazer o estudo adequado das turmas e do número de alunos distribuídos por professor. Se tiverem cem casos problema pouco poderão fazer, se tiverem 20 muito poderão fazer.


Obviamente que têm de preparar as aulas, mas tem de lhes ser dado tempos escolares para isso.


NÃO PODEM HAVER COTAS, É ÓBVIO. E A PROMOÇÃO NÃO SE PODE BASEAR SÓ NA AVALIAÇÂO, ESTA TEM DE SER UM ELEMENTO IMPORTANTE, MAS DEVERÁ HAVER COMPLEMENTARMENTE MAIS FORMAS DE AVALIAÇÂO DAS COMPETÊNCIAS PARA AS PROMOÇÕES E DESEMPATE NO CASO DE IGUALDADE NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO.


Quanto às consequências, professores titulares ou não, não sendo professor não sei avaliá-las, mas que conjuntamente com outras provas a avaliação deve provocar uma melhoria na velocidade de progressão, é óbvio.


Parece, naturalmente, evidente que com uma boa operacionalizção dos instrumentos de avaliação, das questões a responder e dos objectivos a alcançar e como, com a retirada, porque não tem base cientifica, das cotas, com a junção de provas ou cursos para a promoção aos graus superiores e a devida formação dos avaliadores, o modelo proposto cumpre as regras essenciais da avaliação, contrariamente ao falado pela Fenprof, que, do ponto de vista, da avaliação é uma mera falácia, é mesmo uma conversa entre pares, e, por isso, em termos epistemológicos e metodológicos é redondamente incompetente, ou visa outros objectivos no contexto das lutas politicas de 2009.

Como a Fenprof devia saber há uma verdade universal em todos os modelos de avaliação credíveis. É aceite que a auto-avaliação só pode ser uma parte da avaliação e não a sua totalidade, e que os professores têm de ser avaliados em sala é um imperativo, por ser exactamente ali que exercem o seu trabalho, e dão prova insofismável da sua mestria, ponto.

Quem já desempenhou funções de docência e foi aluno sabe que há professores que não sabem dar aulas em todos os níveis do ensino, e que o que escrevem nos sumários não corresponde à matéria dada, com gravíssimo prejuízo para os alunos. Tudo isto é válido para as escolas do ensino oficial, como para as de formação profissional e o ensino recorrente. Tudo isto é uma vergonha.


PORÉM ENQUANTO SE FALAR DE COTAS ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO, DE UM PONTO DE VISTA CIÊNTIFICO, VALE ZERO, E NA PERSPECTIVA HUMANA E PROFISSIONAL É UMA ABERRAÇÃO, o que justifica o protesto dos professores, como justificaria o de todos os funcionários públicos sujeitos a esse travão economicista das cotas.


É preciso avaliar professores e escolas, porque a sua não avaliação tem consequências graves nos défices de formação dos alunos, o que todos os pais conhecem e os que exercem funções de selecção que se deparam com centenas de jovens com o 12º ano que escrevem como verdadeiros e absolutos analfabetos. Esta situação põe em causa aquela habilitação, como até Dezembro de 2006, de um modo claro, chamei a atenção dos responsáveis das escolas de formação militar, para os analfabetos que estavam a admitir. A prova destes factos está patente nos processos de candidatura daqueles jovens que no seu conjunto constituem um escândalo e o completo fracasso da escola quanto à aprendizagem mais elementar da língua portuguesa.

Também, como muitos outros pais, constatei durante todo o tempo de escolaridade do meu filho no ensino público a falta de assiduidade dolosa de alguns professores, a exigir procedimentos mesmo a nível dos tribunais por danos, a falta de disciplina nas aulas foi outro cancro e ainda a incompetência de outros professores foi algo de inaceitável, factos que indiciam que a avaliação à altura existente, porque não sancionava os comportamentos negativos e não premiava os positivos era inválida. Acrescento que este perfil comportamental dos professores é muito comum nas universidades, onde, fiz dois cursos e os reconheci, e se mantém ainda hoje, do que já reclamei junto do gabinete do Sr. ministro sem nenhuma resposta.


Ainda sei, como psicólogo, que já desempenhou funções em meio escolar, que os professores, de um modo geral, consideram-se com uma autoridade total dentro da sala de aulas, não admitindo sequer o concurso de outros técnicos, tanto pior será o admitirem uma avaliação.


Em toda esta batalha que já parece o Waterloo, não entendo porque não se faz intervir a ciência, para se resolver um braço de ferro que é de uma gravidade extrema para o país.


Mas será que estamos a sofrer de autismo? Ou a ciência não conta nada nesta terra, em pleno século 21?


Infelizmente até este momento o GOVERNO REVELOU-SE INCOMPETENTE E, OU MALDOSO EM TODOS OS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO QUE CONCEPTUALIZOU, COMO O DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, DOS MILITARES E DAS FORÇAS DE SEGURANÇA, LOGO QUEM É INCOMPETENTE PRIMEIRO TEM DE APRENDER, E NÃO SE ENTENDE PORQUE NINGUÉM QUER APRENDER, E TODOS PARECEM PREFERIR O AFRONTAMENTO E AS GUERRAS DE RUA.


O QUE PRETENDERÃO OS CONTENDORES, FACE AOS RISCOS QUE HÁ PARA A DEMOCRACIA, COMO É ÓBVIO E EVIDENTE QUE OS HÁ?


ESTARÁ A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SUFICIENTEMENTE ATENTA ÀS CONSEQUÊNCIAS DESTES PROCESSOS QUE PODERÃO NO SEU DESENVOLVIMENTO AFECTAR O NORMAL FUNCIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES, COMO SEJA IMPEDIR O EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE GOVERNATIVA, A MEMBROS DO GOVERNO, COMO JÁ ACONTEEU COM A MINISTRA DA EDUCAÇÃO, O QUE NÃO PODE ACONTECER?


Com preocupação, lanço do deserto mais um grito. O país estará bem quanto à sua saúde mental? Que perigos encerra esta deriva autista?

Em qualquer caso o Governo é o mais responsável por todo este estado de coisas, por ser incompetente no essencial quanto à avaliação, ou seja, nas suas consequências que também devem ser formativas, e quanto às positivas não se sabe onde foi o governo buscar a cota de 5% de excelentes, quando no sector privado o valor empírico encontrado ronda os 10%. Mas seja como fôr, de um modo válido, é o processo de avaliação que deve determinar quem são os excelentes e, estes, se não podem ser todos, também serão mais que os tais 5%.


De que este sistema é absurdo, está o facto que, por exemplo, estas cotas podem conduzir ao cúmulo do risível de se determinar que um dado serviço só possa ter um excelente de três em três anos. Parece anedótico, mas é um facto que teve como palco um órgão de elevada hierarquia.


Andrade da Silva

PS:


No esquema de avaliação do governo sinalizei os itens que, na minha opinião, considero certos e errados, não sei se valeria a pena aqui publicar, mas como isso ocupa muito espaço deixo a decisão para o nosso companheiro Jerónimo.


Enviarei este texto para o Presidência da República, Gabinete do Sr. Primeiro Ministro, Ministra da Educação e para a Fenprof se chegar ao seu e-mail.

Porque hoje é 4 de Dezembro recordo a morte trágica e dolorosa de Sá Carneiro. Sinto a dor dos seus. Um dos seus filhos fez comigo, por duas vezes cadete de dia na EPST, vivi a dor daquele filho, e estimei-o muito.

Porém não reconheço que após 25 de Abril Portugal tenha tido qualquer estadista à altura das esperanças de Abril. Todos, sem excepção, com mais ou menos retórica foram uns medianos estadistas aplicando a velhas receitas da gestão capitalista, ou seja, grandes lucros para os donos do dinheiro e os amigalhaços e migalhas para os demais. Nenhum fez mais que isto.

Valeu bastante a entrada na União Europeia, porque creio que se não estivéssemos na UE seriam os fascistas a governar Portugal em ditadura fascista

13 - REFLEXÕES DE G.F. * Os arrependidos

É frequente termos notícia de arrependidos. Tão frequente, que nos faz sorrir. Agora, é este que fez o que não devia e se confessa arrependido do seu malfazer. Há pouco, era aquele que reconheceu ter malapoiado isto ou aquilo.
Esta vaga, faz-me lembrar o «perdoa-me», o tal malamanhado programa televiso que andou por aí...
Não contesto o arrependimento, mas fico perplexo com tão elevado número de pessoas fazendo o que não deve.
Na «res publica», então, é demais! E pergunto-me da possibilidade tão frequente de se agir indevidamente, sabendo nós que a tal arte de governar a «res publica» implica decisões e que essas decisões têm custos. E pergunto-me, porque sustento que a responsabilidade não é uma palavra vã. E que quem assume uma responsabilidade tem o dever de responsavelmente agir, devendo sofrer as consequências no Direito aplicáveis se frustrar as expectativas sem uma justificação plausível.
Os destinos da vida colectiva não são um balão de ensaio onde uns quantos aprendizes de feiticeiro se comprazem em experiências e aprendem com os erros que cometem e os outros sofrem, às vezes irremediavelmente.
Sustento que, tal como na Medicina, os candidatos à governação --- seja qual seja o patamar da dita --- deverão ser obrigados a um juramento com a extensão e a responsabilidade-dever do Juramento de Hipócrates. E que do Direito terão de constar, sem ambiguidades, as penas aplicáveis aos infractores.
Se vivemos em Democracia, é indispensável que esta mesma Democracia se defenda de quem a maltrata. E isto porque significando Democracia o Poder do Povo, logo o Povo no Poder, através dos seus representantes eleitos, será impensável que o Povo se autoflagele.
Disse.

Gabriel de Fochem

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

05 - POEMÁRIO * A visita


Sagres: Navegar é preciso...


Naquele dia, fui saudar o promontório.
Um dia que tardou na minha sede antiga.
Levei-lhe, no ondular dolente duma espiga,
anseios deste pão salgado e merencório.

No longe que entrevi, sem barcos e vazio,
numa apagada e vil tristeza que Camões
fixou num estertor de angústia, morte e frio,
apenas um sem fim rendido de aflições.

Do mar chegavam sons vestidos de gemidos.
Trazia a maresia um cheiro a náusea e morte.
Distante e todo azul, um céu de indiferença.

Ali, pregado ao chão, vergados os sentidos,
olhando já sem ver, o nítido recorte
da pátria por haver, das nossas mãos suspensa...




José-Augusto de Carvalho

3 de Dezembro de 2008.
Viana * Évora * Portugal
Memória da ida a Sagres, em 1964.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

10 - JORNAL DE PAREDE * «O REI VAI NU»

Vagueando pelos blogs desta região, encontrei, casualmente, no ALCÁÇOVAS, o texto abaixo, retirado do jornal PÚBLICO.

Será insólito que um ex-ministro do Partido Socialista manifeste tal dúvida sobre o actual primeiro-ministro, que é simultaneamente o secretário-geral do mesmo Partido Socialista, ou insólito será eu ficar pasmado?



Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008.


O REI VAI NU!...

«NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…»



António Barreto \ PÚBLICO
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 20:59

ERA UMA VEZ.......


ERA UMA VEZ

Contemos a história, a Ana e o Nelson falavam de coisas belas, o diálogo chegou-me por e-mail, trazia um conto que logo pedi para partilhar com os leitores do blogue liberdade e cidadania. Sobre o resto oiçam a Ana, o seu falar é bem mais formoso que o deste seu ouvinte.
Obrigado Ana, mil beijos.

“É um conto, e se calhar é melhor explicar:
Eu "conto histórias", é o que faço por paixão, a forma que encontrei de comunicar. Como nesta tertúlia não usamos a voz, resolvi escrever.

Este é portanto um dos contos que ao ler um dia algures, falou comigo, entrou em mim e ficou comigo um tempo. O tempo de acrescentar a si o meu ponto, para depois continuar a sua viagem.

Sabem? Um conto tem vida própria e a missão de viajar pelo tempo e pelo mundo, espalhando a maior riqueza que existe. Fica com o contador que o soube amar, porque os contadores sabem um segredo:
Dividindo com os outros a riqueza que trazes no peito (não junto a ele) ela multiplica-se!

Portanto editem, por favor, que ele quer crescer.
Não é meu no entanto, e não me lembro de quem o terá parido, eu sou apenas sua ama.”

Bj

Ana Machado



Era uma vez um homem que tinha uma doutrina.

Era uma boa doutrina !!!
Tinha uma doutrina que guardava num bolso do casaco junto ao
peito.
Guardava a doutrina junto ao peito não dentro dele

A doutrina cresceu e já não cabia no bolso do casaco,
então, fez-se uma arca de madeira de cedro para guardar a doutrina.

A doutrina e arca continuaram a crescer,
então, construiu-se uma casa grande para guardar a doutrina

Era um templo .....
e o templo comeu a arca, o bolso, o casaco, o homem e a doutrina.

Depois veio outro homem que disse:
Quem tiver uma doutrina.... coma-a
faça dela parte da sua carne,
dissolva-a no seu sangue,
antes de ser devorado por ela


autor desconhecido

domingo, 30 de novembro de 2008

25 NOV.75 vs. 25 NOV.2008 - Uma resposta, 1ª. parte



Uma resposta (devida) ao meu querido amigo Andrade da Silva, ao seu artigo extraordinário, ao seu sentir patriótico e ao seu amor e dedicação sem limites pelo Povo Português.

Tem razão na sua desilusão e caberá aqui, com justiça, pela enésima vez: "não foi para isto que se fez o 25 de Abril de 1974"!

No meu conceito e em face das provas, irredutíveis, melhor fez a ditadura. Pelo menos não permitiu o "fartar vilanagem" desbragado dos dias de hoje. AOS AMIGOS E COMPADRES. SEMPRE!!!



AS VERDADES OCULTAS EM PORTUGAL

LISBOA, 21 sep (IPS)


- Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.

Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.

La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30países industriales.

A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.

En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE.

Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.'

La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización.

En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.'

La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.

Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.

Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.

Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.

En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria.

Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.

Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país.

La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.

Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.

También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos.

El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría.

'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.

En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho.

Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.

La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.

Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.

El último es el de la crisis del sector automotriz.

Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000dólares.

Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda.

Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.

Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.

Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados enla imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjetade crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones.

Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.

La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de lacrisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.

Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral.

En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.

'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.

La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la faltade honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales liberales.

Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas, los arquitectos declararon dingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares) 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).

Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.

Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.

Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.


Relatório colhido de entidade oficial fidedigna.


Jerónimo Sardinha

30Nov.08

sábado, 29 de novembro de 2008

A CONVERGÊNCIA DE ESQUERDA É UM IMPERATIVO DE ABRIL E DA DEMOCRACIA



Nenhum partido à esquerda do PS é, por si só, uma alternativa eleitoral à Governança de direita. Como em 2009, o que vai haver são eleições, para se sair da actual situação de grave injustiça, que é diferente da superação do capitalismo, que obviamente não está no seu leito de morte, é preciso uma ampla convergência de pensamento e acções entre os verdadeiros democratas , os que prosseguem os ideias de Abril, e que nunca traíram o POVO, falando verdade e defendendo a liberdade, a igualdade de direitos, a fraternidade entre as pessoas e os povos, a cultura do mérito, o humanismo e o amor.

Consequentemente, como creio que sempre estive em todos os combates pela vida do 25 de Abril e pela superação das graves injustiças entre os cidadãos portugueses, mas também entre os do mundo e entre as nações do Norte e do Sul, sou um defensor de uma nova e global solução para Portugal e para o Mundo, assente numa nova liderança baseada nos valores de sempre, na inteligência e no aprofundamento da democracia.

A democracia é actualmente uma mera palavra decorativa, poucos têm um comportamento democrático internalizado, a maioria dos líderes partidários consideram-se donos das pessoas e dos pensamentos dos militantes, e esmagam toda o pensamento divergente, honesto, criativo e democrático.

Salazar deixou a semente totalitária no pensamento e na acção dos portugueses. É uma terrível herança perpetuada de um modo quase universal por todas as organizações: partidárias, sindicais, profissionais, culturais e até filantrópicas. Portugal é um ventre sempre prenhe, para dar à luz a ditadorezecos.

Não havendo, de momento, uma alternativa global que carece de um novo pensamento e uma diferente avaliação da história na perspectiva da igualdade, da liberdade, da fraternidade e da justiça social, compete, na minha opinião, aos que defendem Abril, a Democracia e o desenvolvimento saudar os movimentos dentro do PS que O procuram libertar do capitalismo selvagem, do neo-liberalismo em que caiu, e exigir à esquerda do PS que se pronuncie com toda a clareza sobre o que pretende e que ideologia a anima.

Não fará qualquer sentido dizer-se protagonista de uma mudança de esquerda e socialista dentro do PS, e não se demarcar de malformações sociais, como é o património do Spinolismo, porque nunca foi uma corrente de pensamento ou de acção democrática, sempre foi uma corrente antidemocrática com um forte pendor arbitrário e totalitário. Obviamente que uma esquerda do PS que não se afaste de uma certa e pesada herança do PS neo-liberal, não é alternativa, nem alternância a coisa nenhuma. É um embuste, uma mentira.

Todavia se os movimentos da esquerda do PS forem sinceros na sua opção de esquerda, e promoverem a convergência de Esquera, devem ser saudados e não combatidos. De igual modo os sociais-democratas do PSD devem ser encorajados a alterarem a relação de poderes dentro do PSD, de modo a que os neo-liberais formem com Santana Lopes e outros o partido liberal, limpando a social-democracia do vírus do capitalismo selvagem que nos tem conduzido ao fascismo social, conforme Boaventura Santos tem referido.

Numa palavra: VIVA A JUSTA LUTA DOS COMUNISTAS, DA ESQUERDA DO PS E DE TODOS OS DEMOCRATAS no que têm de humanista, de liberdade, de justiça social, no sentido de porem cobro à ganância e ao capitalismo selvagem.



andrade da silva 28 Novembro 08