quinta-feira, 3 de maio de 2012

DESPERTAR URGENTE

O Capitalismo Mata

A Força de Avançar no que Herdámos de Abril, e que Prosseguirá Sempre

UNIDADE  POVO / MFA

A Recomeçar Urgente



A todos os Resistentes e Militantes Antifascistas
a Todos os Sindicalistas
aos que Amam a Liberdade Honesta
e acima de tudo
aos Homens tão jovens, então, que nos devolveram o legítimo orgulho num Portugal sem donos, que o entregaram na mão do Povo de Portugal e que Hoje, de novo é urgente, reconquistar!
Apelo à generosidade a ao Amor Pátrio de quantos Militares Jovens, podem transformar de novo, o pesadelo que o Povo que trabalha e sofre, vive cada dia. Apelo a todos os que honestos e com memória sabem a realidade de Abertura à Vida, e ao Pensar, que foi o 25 de Abril de 1974, Apelo a todas as mães, para que se batam, para nunca mais se ver, o que viveram e viram as mães dos jovens soldados de Portugal, enviados para as eis colónias, matar e morrer, ou regressar tão outros, do que tinham partido, Apelo a todas as pessoas de brio e honra, capazes de sentimentos intensos, profundos, pelo País que embora maltratado, é a vossa História, o Solo que vos viu nascer e vos viu aprender os primeiros passos, que foi a primeira Luz que viram, essa Luz ímpar dos céus de Portugal e por fim Apelo a todas as Mulheres, minhas irmãs, que ao longo de décadas vêm conquistando o seu Lugar Humano, Para que se  preparem para o dia em que de Pé, todos formos chamados e reerguer Portugal deste negrume em que os mandantes o vão lançando sem vergonha nem remorso. Lançando o Povo na fome e no desespero do Desemprego, com todas as carências que isso acarreta.
Estou em França e estou à espera! façam sinal e acorro!
que Vida isto não é!
Quem não for apto e corajoso, para defender a voz do seu próprio sangue, quebre todos os espelhos, e nunca mais olhe seu rosto, porque então sim em certo momento morrerá de vergonha de si mesmo!
De Pé todos no momento preciso!
Unidade Urgente
Acordai
e mais uma vez o meu Abraço infinito, ao Capitães de Abril, os Homens sem Sono, Capitães da Liberdade

Marília Gonçalves

DO AUTISMO E DO TOTALITRISMO DOS COLECTIVOS/DIRECTÓRIOS DIRIGENTES: Uma reflexão ética imperativa.




Nas ditaduras puras e duras há um ditador que submete todos e os colectivos  que o apoiam a uma ideia, um verbo e um pensamento únicos que são o seu. Noutras ditaduras, aparentemente menos soezes, o ditador é substituído por colectivos  ditatoriais que prosseguem os mesmos objectivos.

Nestes colectivos escolhe-se quem o personifica, e este símbolo da identidade  do grupo aceita o pepel de mero representante, ou papagaio  daquele, e ponto, ou, de entre ele nasce um ditador que instrumentaliza o colectivo.

 Existem ambas as modalidades, e seria fastidioso e inútil separá-las, têm o mesmo DNA: o fanatismo, a intolerância e muitas vezes a imbecilidade idiota, que ou se vai impondo entre gente relativamente idiota, isto é, com um padrão de inteligência deficitário, ou  entre gente a  viver uma  situação de necessidade que toma a nuvem por Juno, como um  Deus  da salvação. Um  mero disparate.

Deste mal em Portugal,  por uma diminuição intelectual  e défice moral endémicos,   quase todos os que, por processos, mais ou menos democráticos (e digo mais ou menos democráticos, por muito pouco participados e, por vezes, baseados em listas únicas,  que não resultam de consenso nenhum , mas de complôs)  tomam ou assaltam o poder, em qualquer micro organismo, tendem a agir, segundo o que mais apreenderam no espaço público e privado em Portugal:  o autoritarismo, o narcisismo e o servir-se  de tudo, sobretudo de eunucos para efectivarem uma estratégia de poder  pessoal a que, por vezes,  associam alguns interesses de grupo.

Sendo este factor uma doença endémica e uma epidemia  social em Portugal, exigiria a todos os membros, pessoas de bem,  das mais variadas organizações uma verdadeira  observação e análise dos associados  às práticas  dos dirigentes, o que, perante o quadro acima descrito é  quase uma impossibilidade, pela circunstância destes nichos de poder autocrático só se formarem  pela muito baixa participação dos cidadãos na vida das organizações politicas e profissionais.

Todavia, sendo assim, caberia aos  colectivos democráticos, ou a alguém que lá esteja e seja uma pessoa intrinsecamente de bem, lutarem contra este comportamento endémico, patológico e letal, circunstância que, na maior parte dos casos, exigiria uma grande  capacidade de auto analise critica,  de assumir graves riscos e perigos, na exacta proporção , em  que  estes comportamentos internalizaram-se nos ditos dirigentes,  e em cada um de nós, através de um processo inconsciente e subtil de modelagem  e aprendizagem em casa, com pais autoritários,  ou ausentes; na escola; no partido ou no quartel.

De todo este quadro resultam, em Portugal,  os comportamentos  social e profissionalmente anómicos das organizações, desde as governamentais até às de solidariedade, recreativas e profissionais.

Entre nós,   a miséria cultural e moral,  foram e são um terreno propício para que as inquisições, o autoritarismo, a confusão alienante singrem, e alimentem processos pessoais  do exercício dos poderes, para qualquer coisa mais do foro íntimo do que dos representados, realidade que sendo um verdadeira cadeia de  cavalos de troia exige um esforço de exposição na denúncia deste estado de coisas, aos muito poucos que têm autoconsciência da verdadeira situação calamitosa que se vive entre nós, portugueses,   quanto à moralidade e à independência de critério nas organizações cientificas, profissionais e outras, face a partidos ou outros sistemas de pressão etc.  Mas valerá a pena este arriscado esforço?

De um ponto de vista quantitativo não, muito claramente. Numa sociedade  predominantemente de eunucos e de concidadãos sempre à espera de um D. Sebastião de modo nenhum, é, até um acto quase tresloucado, e, sobretudo, muito incómodo para quem o fizer.

 Todavia  e, embora, o dever ético a todos obrigue, poucos farão o que devem, e não o farão:  muitos por desconhecimento, outros por desistência e a parte restante, porque vivem  deste e para este sistema podre. Mas, se é assim, porque falar destas anomias?

Em primeiro lugar pelo imperativo ético fundamental, se  detectei, ou julgo que detectei este tumor cancerígeno, logo  dele devo falar, mas também para ajudar a outro tipo de análise e autoanalise a quem sendo inteligente, ( a inteligência cognitiva é sempre muito importante) tendo  espirito critico e um elevado estado de desenvolvimento moral, e estando dentro desses colectivos/directórios possa, como deve,  pugnar pela abertura conceptual, a discussão democrática, a valorização dos contributos pessoais, a recolha de informação no sentido ascendente, porque no descendente na modalidade de mentalismo e propaganda qualquer ditador iluminado o fará.

Concluindo, na minha perspectiva, os colectivos/directórios num sociedade do século XXI  não deviam ter um perfil autista, restritivo de cariz totalitário, mas deveriam ser abertos aos contributos divergentes, e não os recusar só porque o colectivo/directório  tem outra visão das coisas, ou até porque muitos o recusam.

Sobretudo compete aos lideres ver se nas ideias divergentes  não há átomos de mudança que nas convergentes podem não existir. Mais frequentemente a convergência assenta na rotina burocrática e no passado, enquanto, a divergência  tem mais por base a ruptura necessária.

Ora se olharmos para os últimos vinte anos de vida do País e da Instituição Militar convergimos e muito bem, maravilhosamente, para a tragédia que é o ponto, onde, estamos, e sem ruptura epistemológica, metodológica, moral e ética nos procedimentos,  e de completa independência face a interesses pessoais ou político-partidários na definição de objetivos e análise da realidade, soçobraremos de um modo estrondoso e inglório.

Fica aqui esta  reflexão critica que a aproveite, se possível, algum espirito livre, atento, de elevada moralidade,  sábio e  com a  vivência democrática tão internalizada em si,  como o seu sangue.

Andrade da Silva

Publicado na página do Facebook  da Associação de Oficiais das Forças Armadas ( AOFA)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Papoilas no Caminho- Oh Pastor que Choras

Oh pastor que choras

Oh pastor que choras
o teu rebanho onde está?
Deita as mágoas fora,
carneiros é o que mais há
uns de finos modos
outros vis por desprazer...
Mas carneiros todos
com carne de obedecer.
Quem te pôs na orelha
essas cerejas, pastor?
São de cor vermelha,
vai pintá-las de outra cor.
Vai pintar os frutos,
as amoras, os rosais...
Vai pintar de luto,
as papoilas dos trigais.


A Força de Sermos Gente


 A Vida é uma Formidável Lição

terça-feira, 1 de maio de 2012

ABRIL E MAIO - A LIBERDADE E A CONSTRUÇÃO.



Como militar do 25 de Abril 74, como um dos que se ergueu contra o fascismo, a corrupção, as secretas,  a falta de liberdade de expressão, a ignorância, a escravização, o obscurantismo, a total falta de direitos,  e foi o que com o António Pedro e o Sales Grade, às 22 e 55 minutos de 24 de Abril 74,  com armas na mão,  tomamos a 1ª unidade de Abril - a Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas,um quartel heróico e poderoso - digo, como testemunho e compromisso de honra, aos meus concidadãos que desde há décadas não revejo esta sociedade,  como um fruto saudável e esperado daquela gesta, pelo contrário, vejo uma SOCIEDADE PODRE:

POLÍTICA DA MENTIRA- políticos mentirosos e medíocres:

ESQUECIMENTO O POVO-  um cada vez maior esquecimento do povo concreto e dos seus problemas;

PARTIDARISMO ANTI PATRIÓTICO - Politicas partidárias que fazem de Portugal um lodaçal;

FALTA DE MÉRITO  e competência  em muitos patrões e gestores:;

IMORALIDADE nos vencimentos dos gestores a ganharem centenas a milhares de vezes mais que os salários médios;

ARROGÂNCIA BURGUESA E DESPREZO PELO POVO de burgueses que se dizem republicanos, socialistas e laicos e são uns meros elitistas, querem somente o voto do povo, cujo cheiro detestam;

ACTO LEGISLATIVOS INCONSTITUCIONAIS aos montes, desde a próprio eleição do actual Presidente da República, que só um candidato à presidência combateu - 

DESTRUIÇÃO quase completa do estado de Direito com uma justiça que permite a destruição do país, como ilustra o caso o BPN, com milhares de milhões de euros roubados ao Povo;

INJUSTIÇA FISCAL quem trabalha ou é honesto paga impostos , os outros fogem e os impostos pela sua monta são um garrote;

COLAPSO DA ECONOMIA por politicas erradas e comportamentos criminosos que nunca são  julgados;

PROPAGANDA GOVERNAMENTAL vergonhosa com completa manipulação dos significados à miséria, à tripa vazia se chama poupança, de tanto poupar alguns idosos e outros morrem não de frio, mas também  por falta das calorias que deviam ter ingerido e não ingeriram, mas para António Barreto e o governo, isso foi mudança de estilo de vida, ou seja, os pobres escolheram a miséria letal para se  suicidarem em dor e sofrimento - MALDITOS SEJAIS, para todo o sempre;

EGOÍSMO; DESINTERESSE E LETARGIA, os que têm emprego ou pensão esquecem MISERAVELMENTE os que dormem ao relento;

DIVISÃO DO POVO E DOS TRABALHADORES quando devia haver unidade. Sem unidade TODOS vão parar ao INFERNO;

TRABALHO PRECÁRIO E SEM DIREITOS cada vez se aposta mais na desqualificação dos trabalhadores e se retiram direitos, transformando esta sociedade numa comunidade de parias, na Europa do Sul: Portugal, Espanha Grécia, somos uma comunidade regional de desempregados;

DESMANTELAMENTO DA DIGNIDADE HUMANA de que o Estado tem de ser o principal garante ao nível da saúde, da educação e da segurança;

A MORTE D LIBERDADE DE EXPRESSÃO,através de mecanismos vários, mas sobretudo do isolamento das vozes claras e límpidas do compromisso com o Amor a Portugal e os Portugueses, que é a força transformadora real e concreta que falta.

De ABRIL RESTA A LIBERDADE FORMAL DE VOTAR, MAS É UMA LIBERDADE QUE MORRE, POR  FALTA DE CONVERGÊNCIA EM NOME DO POVO E DE PORTUGAL ENTRE O PS E O PCP, A INTER E A UGT; PELO FACTO DO PS NÃO CONSEGUIR SE REFUNDAR NO TERRENO DA SOCIAL DEMOCRACIA, COMO O DEFENDE PEDRO NUNO SANTOS, E,SOBRETUDO PELOS PORTUGUESES NÃO TOMAREM O FUTURO NAS SUAS MÃOS E EXIGIREM E RESPONSABILIZAREM OS MILITANTES DOS PARTIDOS POR NÃO LUTAREM PELA DEMOCRACIA INTERNA NAQUELES, E POR NÃO EXIGIREM QUE O POVO INTERVENHA MAIS NA FORMAÇÃO DAS LISTAS DE DEPUTADOS, QUE, ACTUALMENTE, SÃO UM  MERO ARRANJO DOS ESTADOS MAIORES DOS PARTIDOS, APOIADAS CEGAMENTE PELOS MILITANTES INCONDICIONAIS; SECTÁRIOS E SEGUIDISTAS - ESTES SÃO OS PRIMEIROS RESPONSÁVEIS PELO ACTUAL ESTADO DA  NAÇÃO - NÓS, OS RESTANTES, SÓ O SOMOS POR NÃO VOTAR EM BRANCO NESTA COMPLETA INDECÊNCIA TOTALITÁRIA.

Ainda como Português e militar de Abril peço a todo o POVO que lute pela DEMOCRACIA; A DIGNIDADE  E O DESENVOLVIMENTO  sustentado, contra o actual estado de coisas e desta governação, mas também contra toda e qualquer tentativa de sectários GOLPISTAS e TOTALITÁRIOS.

Temos direito a uma sociedade melhor, mais justa e digna em DEMOCRACIA E LIBERDADE. 

A todos os ditadores individuais ou partidários deve ser tolhido o passo.

É URGENTE,é uma emergência NACIONAL que a gente JUSTA, SÁBIA E DEMOCRATA COM O POVO ERGA A ALTERNAVA A ESTA PODRIDÃO E SE  RETOME OS CAMINHOS DE ABRIL, sonhados pela parte mais sã e bela do MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS  - os seus JOVENS.

Hoje, como ontem, os arautos dos poderes totalitários apontam-me  o risco do isolamento, mas que fazer se  PORTUGAL se afunda e a Ética,  a Moral,  o Amor a PORTUGAL E AOS PORTUGUESES e sempre obrigam a este grito.

1 de Maio de 2012

andrade da silva

VIVA O 1° DE MAIO - O DIA DOS CONSTRUTORES DO MUNDO