quinta-feira, 14 de junho de 2012

João, Poema não tem dono...

Como Vento, o poema é de quem o sente ao passar
Marília

à Nádia para que não esqueças. Origem, Raízes, Cultura. Portugal.

  

à Nádia      para que não esqueças. Origem, raízes, cultura. Portugal.



Nasceste aqui longe em França
morena de Portugal.
Mas teu olhar de Criança
olhar que não tem igual,

Poisou na cinza dos dias
no verde que não tem fim
paisagem que até parecia
não teres vindo donde vim.


Mas amor não tem distância
a terra que nós deu voz
foi a luz da nossa infância
modelou o que há em nós.

Foi na Língua de Camões
que te cresceu o pensar!
Essa Língua onde as canções
São feitas da voz do mar.

Por lá ondulam searas
ou se canta o milho verde
quando as belezas mais raras
nos acentuam a sede.

Onde o povo que trabalha
ri e chora! Cai, levanta
no pais que canta ou ralha
mas que é nosso e nos encanta!

O país que é nosso pai
e nos fala de saudade
ou do irmão que nos vai
dar a mão da igualdade.

Terra mãe que em si concentre
um amor puro imortal
tu nasceste no meu ventre
e no meu corpo é Portugal.

BILHETE PARA A MARILIA E A DIÁSPORA .







MARÍLIA

Quer em França, quer na Bélgica, entre portugueses, numa das vezes ,num 10 de Junho, senti e vivi a intensidade e a totalidade dos  sentimentos, como os seus,  expressos no seu  lindo poema, aqui, publicado,  que prendem  os portugueses a este Portugal.

 Por isto, para além de dizer que tão belo é o seu poema, digo, vivo e sinto esse grande amor dos portugueses a Portugal, mas, infelizmente, o Governo de Portugal não sabe o que isso é, e, ainda,quer pôr  mais centenas de milhares de portugueses fora daqui, o que, tem conseguido numa proporção nunca antes vista, desde os anos 60.

 São milhares os que deixam Portugal, e não sei se manterão a sua alma e coração ligados a esta Terra de Santa Maria, muito muda no sentir das pessoas, sobretudo dos jovens de hoje. Temo que percam muito desta paixão por esta tão áspera Mátria que, por vezes, parece a má madrasta.

O governo, a UE, os comissários europeus, a Alemanha, a troika , os banqueiros não entendem este sentimento, para eles não existe este amor à terra que nos viu nascer, eles não entendem o amor que tantos portugueses têm a Portugal, e  que por nada deste Mundo querem emigrar. Muitos emigram, porque são forçados, para não morrerem de fome ou vergonha.

Sinto e vivo a dor dos que partem, pois também seria um emigrante muito sofrido, em dor, muita dor.

A minha palavra gritada e sem medo ou tibieza, o meu amor aos portugueses distantes, também sou um quase emigrante na nossa Pátria: sou madeirense, não entendo este governo, nem entendo muito dos outros que se dizem oposição e revolucionários . Amo Portugal e muito os portugueses, mas esta terra e o comportamento das elites, porque elitistas e snobes, mesmo com um cheiro de desumanidade, repugnância pelos pobres e arrogância  cultural fazem de mim um  emigrante, um estranho, salva-me, haver sol, claridade e algum povo livre, e, tudo isto, tanto me aproxima de todos portugueses distantes.

  Infelizmente pressinto que este governo e muitos outros não trabalham, nunca fizeram nenhuma aposta ou desafio para que os portugueses regressassem ,mas eles sempre regressam, e, desgraçadamente é politica da moda e da máxima desumanidade querer mais portugueses longe desta terra.

 Emigrar não é o m esmo que ter uma profissão com sede em Portugal, e fazer parte da carreira no estrangeiro, como desenvolvimento pessoal e profissional, este comportamento é uma mais valia a integrar num projecto profissional, outra coisa é -  dizer façam-se aos mares e aos ventos, e partam.

No limite da contenção verbal e da completa indignação só posso dizer isto é INTOLERÁVEL. É DESALMADO face à  Alma Lusa.

Não digo choro, mas proclamo que me alevanto, ergo a minha voz, braços e peito para rogar  a maldição a maior e mais pesada de todas que  o AMOR FERIDO POR PORTUGAL E OS PORTUGUESES consente e imaginar pode., a quem tão mal conhece o Amor dos portugueses a este rectângulo.

Abraço- lhe e todos vós, meus queridos irmãos, que tão longe fisicamente estais, mas sempre próximo no amor: para todos uma sardinha bem portuguesa de Peniche ou do Algarve e um grande abraço português e de Abril.

andrade da silva

Gostaria de transportar este poema para a pagina do facebook.

foto: exposição de pintura sobre a sardinha  portuguesa do Banco BCP.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Portugal vem-me buscar


 Portugal vem-me buscar

Portugal vem-me buscar
Meu país meu bem, meu deus
Estende teus braços de mar
Leva-me a navegar
De volta aos caminhos teus.

Portugal vem à procura
De tua filha distante
Vê que me afundo em ternura
E de toda esta lonjura
Não há quem me desencante.

Portugal olha por mim
Estou pr’além dos Pirinéus
Minha dor não chega ao fim
E se pra tão longe vim
Foi por desdita dos meus.

Portugal, vem-me buscar
Meu país e meu amor
Olha meus braços abertos
onde só cabem desertos
Cheinhos da minha dor

Marília Gonçalves

terça-feira, 12 de junho de 2012

POR PORTUGAL, COM PORTUGAL EM PORTUGUÊS.


POR PORTUGAL, EM PORTUGUÊS, COM PORTUGAL E EM PORTUGAL: VIVA PORTUGAL E OS PORTUGUESES, A SUA CULTURA, A SUA HISTÓRIA, A SUA IDENTIDADE E A SUA ALMA UNIVERSAL. VIVA PORTUGAL LIVRE , DEMOCRÁTICO, ETERNO.

Temos de defender Portugal dos andeiros e dos troikianos. sem  perdermos a dimensão de cidadãos do Mundo: dos 4 cantos.
PARTILHEM  POR TODAS AS TERRAS, MARES E ARES. POR TODAS AS PARTILHAS DOS MUNDOS.


Foto: Fernando Barbosa

BOM SANTO ANTÓNIO!



BOM TINTO E SARDINHAS. 

AMIGAS, EM CADA CORPO NU VIVO, HABITA A ALMA DO COSMOS, DA LIBIDO, DO AMOR, NUMA PALAVRA - A VIDA!

VIVAM AS FESTAS POPULARES: SANTO ANTÓNIO, S. JOÃO , S. PEDRO E S. MARTINHO, ESTE, O PREDILECTO NA CASA DA NOSSA MÃE, COMEMORADO COM BACALHAU DO FINO COM MUITO AZEITE E ALHO - DIVINAL! 

QUE SAUDADES MÃE, MANAS E MADEIRA - TEMPOS....

AMIGAS E AMIGOS DO CORAÇÃO E DA ALMA: BOA REINAÇÃO!

BEIJOS DE MAR E ABRAÇOS LONGOS, SEGUNDO OS COSTUMES E CORAÇÕES.

COM TODO O AMOR E AMIZADE.

ATÉ BREVE.

Coro da Primavera



Belo,simplesmente.