quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

À MULHER À MULHERRRRRRRRRRRRRRRRR! HEROÍNA DO UNIVERSO!





À MULHER À MULHEEEEEEEEEEERRRR! HEROÍNAAAAAAAAAAA DO UNIVERSO!


Uma viagem virtual à Madeira, sobretudo àquelas que como a E.G., vivendo em Santa Justa,/Couço/ Coruche, crianças, ainda, viram os pides entrar pelas suas casas, prenderem os pais e os humilharem.

Aconteceu, e eles e o regime fascista foi perdoado no 25 de Novembro 75 , com todos os "patrióticos" cúmplices,

À mulher heróica a natureza bela,como a da minha Madeira, tanto gostaria de vos ofertar

MULHER contempla o Belo, extasia-te, e constrói o Maravilhoso -TU PODES!

A Madeira a asa de Portugal, a PÉROLA, É LINDA- IDE E VEDE!

Amo-vos! AMO-VOSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

Bjnhos
joao

domingo, 11 de fevereiro de 2018

DIÁLOGOS DE ABRIL,VENCENDO AS SOMBRAS II

                             Agostinho Costa

Agostinho Costa,  jurista, antigo oficial miliciano, no 25 de Abril 74, na Escola Prática de Artilharia(EPA)/Vendas Novas(a), disse:

Esta coisa de burgueses compinchas no ataque à manjedoura pública começou com o documento dos nove. Aí deu-se a inversão do rumo da revolução. Quem saíra para o terreno percebeu que se caminhava para um lodaçal sem destino à vista. De popular a revolução passou a burguesa, e era uma questão de tempo a perseguição dos revolucionários. Houve quem mandasse a família para a fronteira. Por tudo e por nada os quartéis entravam em prevenção à espera da guerra civil, que não veio. O que veio foi a montagem do 25 de Novembro. E para a encenação ser mais convincente meteram uma bandeira de vitória nas mãos de Eanes,  sempre venerador, atento e obrigado! 

Os oficiais que fizeram a revolução no terreno, abandonaram a luta militar. Essa luta era feita pelos soldados. Eles, com meia dúzia de subalternos e capitães a reboque, é que tentaram continuar a luta nos quartéis. Eles é que faziam as reuniões para sanear os oficiais afectos ao regime anterior - que eram mudados de quartel até melhores dias -, eles é que se reuniam e queriam fazer coisas - estava eu de oficial de dia e vieram dar-me conhecimento que tinham cinco pelotões metidos em Berliers para ir cercar o quartel general de Évora, armados com simples G3 e sem oficiais ou sargentos a enquadrá-los. Chamei-lhes à atenção do que lhes ia acontecer mal saíssem do quartel e desmobilizaram.

 E os oficiais que referistes? O Amílcar andava a ler Lenine e responder às chamadas dos  sindicatos para garantir a ocupação das herdades que eles tinham determinado. Os Sales Grade agarrava-se à esperança de que os "nove" salvassem a coisa, ao Ferreira de Sousa tinham-no posto a comandar a bateria de referenciação que estava desarmada há "n" tempo, e só servia para enquadrar os "doutores" do quartel: impedidos, telegrafistas, condutores, escriturários, etc. e também ele estava desmotivado. 

Entretanto, as campanhas de alfabetização tinham terminado - o que não impedia que aos fins de semana não se  fosse aqui e ali para uns copos, uns petiscos e uns bitaites pretensamente de esclarecimento. 

Restou-nos a liberdade, os sindicatos, os variados grupos de pressão, mas quem venceu foi «Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira, a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.» de que falava Guerra Junqueiro. Sem serviço militar obrigatório, com os mercenários que agora fazem de soldados, não terias agora quem te seguisse até ao Cristo-Rei, nem que te devolvessem os teus 28 anos. Por mim desisto; como dizia o D. Sebastião de Fernando Pessoa, «Minha loucura, outros que me a tomem, com o que nela ia.» 

Abraço, meu General

.............................

                  Idos de Abril Cruzamento de Pegões -Vendas Novas



A minha Resposta: 

Caro camarada Agostinho Costa Bem-hajas!

Concordo com o teu epitáfio para a Revolução, mas os meus tempos da Escola Pratica de Artilharia (tinha 25/26 anos e não os tais 28 que referes, aos 28 prenderam-me na Trafaria) são outros e gloriosos, e, embora, considere louco, absolutamente louco e desvalido falar para tanto chiqueiro, cheio de vendidos e cobardes, das verdades de Abril ainda não me suicidei ,logo...
..
Caro Camarada até ao dia 7 Julho 75 nunca a Escola Prática de Artilharia foi, ou comigo o MFA , atrás de qualquer grupo de soldados, sargentos ou oficiais do SMO ou do QP.

No MFA cumpria a parte militar sujeita ao comandante e a do MFA, propriamente dito, sujeito à comissão coordenadoras do MFA, via Major Sousa e Castro e do general Fabião, via Grupo Dinamização do Exército (GDE), e depois no terreno era a manobra, onde, interagiam os meus conhecimentos e auto-consciência, perante os problemas AGUDOS E ESTRUTURAIS que afectavam o povo alentejano localmente.

Só intervim localmente,era tenente tinha 26 anos,logo, era um operacional, e se me permitem um sonhador, como tantos outros soldados,sargentos e oficiais que me acompanharam: furriel Pássaro, Sequeira, Nogueira etc. Alferes Guerra, Alferes Cravo, Alferes Sousa, 1º sargento Guerra (Alentejano da antiga Aldeia da Luz), Capitão Castro Pires, ou em termos de antiguidade militar acompanhei Major Comando Gil- um grande homem, militar e concidadão etc etc.

Fui eleito delegado do MFA por todos os oficiais e tinha a confiança manifesta e maioritária dos militares do SMO, o que, Pezarat Correia conhecia, e me quis expulsar de Évora, dizendo-me que havia duas regiões militares a dele e a minha - a dos soldados e graduados do SMO - uma realidade de facto. ( foto do meu compromisso)


Até ao dia 7 de Julho 1975 não houve SUV activos na EPA. Até ao dia 7 Julho 75 nunca ninguém referenciou: quer a minha equipa do MFA, quer a secção de informações - e eu que sempre andei misturado com soldados, cabos milicianos, e oficiais milicianos, também não, qualquer estrutura paralela ao MFA eleito, que nunca foi a reboque de NINGUÉM.

Comigo isso seria impossível, porque tinha como dado total que a legitimidade Revolucionária estava a nível do Quartel TOTALMENTE NO MFA ,onde, todos Oficiais Sargentos e Soldados do SMO e Quadro Permanente teriam lugar.

Por vezes,antes e depois do 25 de Abril , alguns dos que comandei cumpriram ordens a CHORAREM e a dizerem que só as cumpriam por ser eu a dá- las, como o cabo miliciano L. de Castelo Branco, monitor num dos meus pelotões, Furriel S. no GDU, por causa das pressões do Amilcar Rodrigues. Nunca nenhum soldado oficial ou sargento miliciano ou do QP teve qualquer ascendente sobre mim para além da formal determinada pelo posto militar, à excepção do tenente-.coronel Nascimento um militar enorme que tivemos de deter no 25 de Abril , do coronel Torres de Magalhães pela seu porte de agricultor, um típico pai de família muito preocupado com a alimentação dos tropas,via agro-pecuária,era uma sua grande paixão antes do 25 de Abril, depois dei-lhe algumas dores de cabeça ao cumprir ordens secretas de Sousa e Castro ( meu coronel e depois general, já no cosmos, em sentido e continência!,- "gramei-o" muito, como aos demais que refiro) o general Pacheco Rodrigues pelo seu Humanismo, o general Fabião por tudo e o general Vasco Gonçalves pelo seu sonho e generosidade; com muitos outros partilho os ideias militares e patrióticos em igualdade de níveis e circunstâncias.Desde há alguns anos com um especial afecto, atenção e consideração pelo meu Camarada Comandante Serafim Pinheiro - é sábio e corajoso,combinação excepcional - , e quanto aos soldados,sargentos e oficiais do SMO, RC ou QP na instrução ou nas guerras andei sempre, ombro com ombro, com eles, e nunca me viram mais borrado que o mais destemido e corajoso deles... logo..

Quanto ao Sales Grade é um grande camarada, mas um pacifista global. O Ferreira de Sousa foi muito importante no processo do 25 de Abril .Do Amílcar Rodrigues de quem discordava profundamente, por ora, não faço nenhum comentário,por ser despropositado neste contexto.

Tenho pelos soldados,como pelo Povo Alentejano, com quem aprendi muito,uma elevada consideração e amizade, mas NUNCA DEFENDI QUE OS SOLDADOS, OU OS TRABALHADORES TIVESSEM, OU TÊM SEMPRE RAZÃO,esta, resulta de muitas razões e negociações, com autoridade e verdade. Mantenho por completo o que pensava quanto a LIBERDADE; DIGNIDADE; DESENVOLVIMENTO E JUSTIÇA, disse em Montemor que, da minha parte, não lutava contra Mulheres ou Homens,mas contra estruturas económicas e politicas de poder injustas, e que a minha adesão era dentro do projecto aliança POVO-MFA e não A NENHUM PARTIDO, embora, até Agosto 75 no MFA Alentejo convergiam o apoio implícito do PCP e do PS, facto que não teve qualquer influência no desempenho do delegado do MFA que fui, o que, Álvaro Cunhal, numa entrevista em 75 explica de um modo inteligente e que ao nível do MFA de base foi verdade,ou seja, dizia:- estando o PCP de acordo com o que o MFA ia realizando não procurou influenciar ou determinar o seu comportamento e actos... apoiava o que considerava justo...e, assim, foi no Alentejo.

Comigo,como delegado do MFA, nunca nenhum dirigente do PCP ou PS, directa ou por via de outrem, interagiu. à excepção de Dinis Miranda no Verão quente para me comunicar o nível de ansiedade/receio dos militantes comunistas, e solicitar um aumento de auto-.protecção ilegítimo e ilegal, o que, recusei, garantindo,e, nesta matéria,em nome do comandante da Região,General Pezarat Correia, toda a protecção militar a todos os cidadãos. Compromisso que honramos até ao 25 de Novembro 75 SEMPRE, quanto aos aspectos da violência física, na defesa dos direitos houve falhas que já referia em 1975.

Caro Camarada Bem-Hajas pelo teu depoimento- a história assim se vai fazendo.No dia 25 de Novembro 75 fiquei sozinho com a minha secção no Quartel general de Évora, a 27 Novembro fui corrido a toque de caixa pelo sr.General Pezarat -tive o tempo de agarrar as minhas coisas que estivessem à mão e vir para Lisboa de boleia numa viatura que transportava o tenente -coronel Ramos,madeirense e amigo do meu pai, então, já falecido, e meu conhecido, porém já me detestava, porque Eanes e Pezarat Correia e outros bons camaradas deram aval à acusação que eu andava a reboque não dos soldados,mas do PCP.- coisa bem pior, porque, como diz o sr. General Eanes, foi a "perda da relação de lealdade com as Forças Armadas"- um crime quiçá de traição, punido com fuzilamento na guerra... logo ??????

general eu!!!!!... pudera!!!!!!!!! but... se houvera Revolução estaria nas linhas de combate,o posto ......

Pezarat Correia perguntou-me se queria as estrelas dele, disse-lhe que os meus galões de capitão eram suficientes, não tivessem matado a Revolução, ou se tonado tanto revolucionário em burocratas, pragmáticos e coisas e tais, mas, sobretudo, falsários e covardes.....

Um dia ???????? a sabedoria, a coragem, a dignidade ,o humanismo, a justiça esclarecida terão de regressar a Portugal e, daqui, se em mais nenhum outro lugar houver HUMANIDADE, dimanarem para o mundo.

Podemos fazer melhor - o 25 de Abril teorizado, feito doutrina, poderia dar um contributo, se universalizado, como uma nova práxis de fazer a Revolução, para terminar com a maioria das ditaduras no Mundo, deixando um pouco de fora deste radar de Abril as ditaduras teológicas.

Aquele abraço camarada

andrade da silva

PS:
(a) A EPA foi uma das mais vultosas unidades militares em todo o processo do 25 de Abril. O seu comandante foi detidos às 22h55 do dia 24 de Abril por uma equipa armada de espingardas G3, constituída pelos tenentes Henrique Pedro e Sales Grade,sendo eu o Chefe da equipa em que tive tomar uma decisão crucial, porque à hora exacta faltava um camarada muito operacional, e tive de o substituir por um camarada, o Sales Grade, um pacifista global. Conseguimos. Saímos ás 3 h 00´00´´ para o Pragal ,onde chegamos às 7h, com 6 obuses/canhões) e uma companhia de 150 militares armados com bala real até aos dentes, granadas e lança granadas - uma guerra a sério que não descurei o armamento, como um dos planeadores, No Cristo Rei éramos/fomos determinantes como força dissuasora para proteger a força de Salgueiro Maia na Praça do Povo (antes do comercio) de qualquer ataque de qualquer navio,como veio a acontecer com o caso da Fragata Gago Coutinho problema grave resolvido internamente pela acção do seu imediato Caldeira Santos.(Pergunto- me sempre, porque só gostam os historiadores de investigarem os passados, será para parecerem eruditos,mas não terão o estrito dever de compilarem estes elementos dispersos e quiçá a perderem-se, e, naturalmente, necessários a uma história global destes factos? but... coisas...)


sábado, 10 de fevereiro de 2018

DIÁLOGOS DE ABRIL VENCENDO AS SOMBRAS


 EANES:SEMPRE A MESMA FALSA HISTÓRIA SOBRE MILITARES DE ABRIL.

Tiveram de ser saneados, presos, julgados e jogados para o suicídio porque TRAÍRAM AS FORÇAS ARMADAS diz :" aqueles homens deixaram de ter uma relação de LEALDADE com as Forças Armadas( logo TRAIDORES) e criaram Uma relação de afectividade com as forças partidárias", entenda-se o patriótico PCP, como o designa, e a UDP etc.. 

Todavia, Almeida Bruno disse numa TV ,quando falou sobre o 25 de Novembro 75 que ele,,o Major Monge e o Major Casanova Ferreira eram oficiais de Ligação com o PSD,PS e CDS, claro muito lealmente ao serviço das Forças Armadas que são NACIONAIS e não do PS, PSD e CDS .but...


Serafim Silveira Pinheiro disse:


Caro João,"meu Coronel"


Estou contigo!

Cada vez mais se justifica um Livro Branco sobre o processo que levou os militares de Portugal a actuar desde a primeira reunião de capitães na qual tu estiveste até à extinção do Conselho da Revolução.
É um período longo e importante cuja registo histórico não pode ficar à mercê de uma parte dos protagonistas multiplicando efeitos nefastos de falhas na memória e oportunismo político.

A História só honra o passado e serve o futuro quando toda a Verdade fica registada.

Abraço

10 de Fevereiro de 2018  

Blogger andrade da silva disse..


.                                                  1985 -caricatura feita Major Carita
Caro Camarada e Comandante Serafim
Todavia, o tempo urge, e como diz Ricardo Araújo Pereira em Portugal x pessoas lêem o 1º texto mesmo que seja apócrifo; x-y lêem as ratificações e x-y-n lêem o seguimento e depois x-x lêem a reposição das verdades. 
Este Portugal de Novembro, Salazarista e inquisitorial no seu melhor, igual a si mesmo, como sempre.
Aquele abraço
andrade da silva


            


Para: Expresso Curto

Assunto: Re: Revolta militar. Ramalho Eanes. Justiça. Google. E o burlão de Belém (os meus destaques do Expresso)


Só por desconhecimento absoluto ou idiotia extrema se pode dar o tipo de importância que se deu à entrevista de Ramalho Eanes. Nela se reconhece implicitamente que aquele oficial não participou no 25 de Abril e explicitamente que encarregou Edmundo Pedro de receber armas para distribuição a civis.

Porquê então terem acusado camaradas, politicamente seus adversário, de "terem tido conhecimento directo ou indirecto" de tal distribuição e por essa razão levados a Conselho Superior de Disciplina e assim afastados das Forças Armadas?

E isto é uma mera brincadeira comparada com os massacres de Wiryamu, Chaola, Jau, Mucumbura, etc,etc,...

Em relação aos quais muitos responsáveis continuam a "assobiar para o ar", não é?

Há tanto para desmascarar a este respeito...
Tanto, tanto...
Tanto...

Eduardo Diniz Almeida
Militar, Psicólogo e Médico
Acima de tudo e sempre Militar

E EIA

Corrigindo comparações corrompidas:

DIFERENÇA ENTRE O 11 de MARÇO 75 e 25 Novembro 75

 Há uma diferença TOTAL  com o 11 de Março 1975 , neste, os ditos revoltoso  vieram com tropas para a rua.

No 25 de Novembro nem sabia que estava a acontecer, como os meus camaradas da Escola Pratica de Artilharia Capitão Ferreira de Sousa, Amílcar Rodrigues e Sales Grade que contactei para saber se sabiam algo -não SABIAM NADA .
Não estivemos nas mesmas circunstâncias que os do 11 de Março. Estive tão ligado ao 25 de Novembro 75 como os soldados o tempo de D. Afonso Henriques, aliás, o Sr general Eanes disse-me que tinha de ser afastado por causa da minha intervenção na Reforma Agrária , que foi uma Revolução Social,onde, estive ao serviço do Povo -de todo o povo e cidadãos ,defendi latifundiários -Vacas Nunes etc. e do MFA, ponto





                                                        LIBERDADE!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

EANES:SEMPRE A MESMA FALSA HISTÓRIA SOBRE MILITARES DE ABRIL.


NÃO ME CALO. NÃO ME RENDO PORQUE NÃO VIVO DE E PARA TACHOS E PADRINHOS - SEMPRE SERVI AS FORÇAS ARMADAS COM LEALDADE PELA PÁTRIA E O POVO PORTUGUÊS, LOGO DIGO - NÃO À BATOTA DO SILÊNCIO:"


Tiveram de ser saneados,presos, julgados e jogados para o suicídio porque TRAÍRAM AS FORÇAS ARMADAS diz :" aqueles homens deixaram de ter uma relação de LEALDADE com as Forças Armadas( logo TRAIDORES) e criaram Uma relação de afectividade com as forças partidárias", entenda-se o patriótico PCP, como o designa, e a UDP etc.. Todavia Almeida Bruno disse numa TV ,quando falou sobre o 25 de Novembro 75 que ele,,o Major Monge e o Major Casanova Ferreira eram oficiais de Ligação com o PSD,PS e CDS, claro muito lealmente ao serviço das Forças Armadas que são NACIONAIS e não do PS,PSD e CDS .but...

Também fui mandado ser submetido ao Concelho Superior do Exercito.e não me acusaram de ter uma relação afectiva com o PCP, mas sim , como consta da minha nota de culpa de ter saneado o Eng Rapazote da Associação de Regantes sob indicações de elementos do PCP de Coruche. Duas mentiras numa acusação,. O filho do sr. Rapazote é que se auto.suspendeu,e nunca nenhum militante de qualquer partido ME DEU OU SE ATREVEU a me dar instruções -fica aqui escarrapachado com todas as letras, aqui,e onde me derem oportunidade de o dizer,o que me não dão.

A VERDADE É OUTRA: EIA!

. Criamos/ criei sim uma relação de grande afectividade e luta com o povo, que, aliás, já tinha nos quartéis com os soldados,o que, apesar de ser imperativo num capitão é do regulamento -o capitão tinha de conhecer PESSOALMENTE todos os seus militares,não era, por certo, a característica do sr. Capitão Eanes que conheci na Academia Militar , até não dava a conhecer os seus olhos postados atrás daqueles ÓCULOS DE SOL DE VIDROS ESCUROS

O sr.General quando fala do Futuro fala do Povo e das revoltas do Povo, mas o que diz o seu passado sobre o patriótico PCP... enfim enfim ... poderiam morrer quantos PCP - aquela campanha eleitoral em Évora - e nenhum protofascista, parece que as contas não seriam 0-0,ou seriam??????

Que o sr.General diga o que diz é natural,os jornalistas são novos sabem pouco sobre Abril, logo não fazem perguntas a talhe de FOICE,tudo FOICE. O espanto são as palmas e os silêncios, Afinal o sr.General , terá razão quanto a facilidade da quebra das lealdades,neste caso à história e á dignidade de quem é patriota e militar. Da minha parte reajo porque SEMPRE FUI LEAL ÁS FORÇAS ARMADAS À MINHA PÁTRIA E AO MEU POVO.

Nada sei de obediências ou afectividades a partidos, como é facilmente demonstrável,aliás, até Agosto 75 o PS,O PCP etc reviam-se e apoiavam o MFA que representava, e o disseram publicamente numa sessão de Homenagem ao MFA em Mora,logo, no meu caso e de outros em que esquina deixamos de ser leias às Forças Armadas, cujo comandante não era o sr general Eanes mas o General Carlos Fabião que no meu caso pessoal sempre me apoiou, antes e depois do 25 de Novembro 75.


COMO MILITAR LEAL ÀS FORÇAS ARMADAS ;AO POVO PORTUGUÊS E A PORTUGAL não aceito tão PERVERSA ACUSAÇÃO

Os factos históricos têm de ser conhecidos que militares,quando e como deixaram a sua relação de lealdade para com as Forças Armadas e a substituíram por uma relação de afectividade politica-partidária, e esta foi só com o PCP, e a UDP, ou também com o PS,PSD,CDS?,,,, Coisas...

E os mortos : os soldados da Policia Militar e o Caravela e Casquinha foram mortos em nome de quê e porquê? Nem uma palavra de dor,não são povo?



Casquinha, alentejano de 17 anos jaz matado, um comunista, um traidor, ou simplesmente um puto com 17 anos português?

PS:

O VEGETAL, VEGETA ESMAGADO É PELA PATA DA BESTA.

 O VEGETAL HUMANO É UM COBARDE IMUNDO

UM VOO DE ABRIL AOS QUE AINDA  RESTAM DE PÉ!



andrade da silva

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PÁGINAS DO MEU DIÁRIO - CONVERSA COM O SR. GENERAL EANES.

                                                       página do meu diário- são milhares,but...




13 de Março de 1976

O sr. general Eanes  diz-me que os trabalhadores do Alentejo estavam alienados e submetidos a uma nova forma de opressão. Não concordei com esta forma radical de ver as coisas, todavia, achei,como já tinha dito, em Julho/Agosto 75, em Cabeção, que havia muita coisa para corrigir.

PORÉM  registo 

"Fiquei terrivelmente preocupado com o futuro que está reservado a Portugal . Não me restam dúvidas que tudo será feito mesmo com recurso á violência para pôr Portugal na esteira dos países seus patrões.

 Verifiquei também que as informações que por alguém são transmitidas ao CEME descem à mais profunda baixeza moral e vilania cívica" .. 

Assim, previa em Março 76 (tinha 27 anos, em 18 Abril 76 ia sendo  morto pelo Gang os Diabos à solta ,defendi-me, fui preso, numa saga fascista, por 2 anos) .Em 1979 o Alentejo foi submetido a ocupação militar da GNR que provocou  feridos e 2 mortos: Caravela Casquinha,este, com 17 anos...

Coisas de gente amante da Liberdade e da Juventude.

Mas, o que conta são os humores e os dizeres: ora uma coisa,ora outra. Os factos , são,só podem ser , um grande  aborrecimento...



A verdades são uma coisa horrível..... mas.... são o que aconteceu... chatice!..
Pedi no 30ª aniversário de Abril ao Sr. General que se fizesse um movimento para pedir desculpas às famílias das vitimas de Abril e  de Novembro, não o quis fazer, porque ainda era cedo,será que ainda o é? Porém, a mãe do Casquinha já morreu e o mesmo com a mulher e filho de Caravela,assassinados, em 1979, no Escoural,logo é mais que tempo...


Todavia, 75/76 foram ontem mesmo ,como 2020/ 2021 etc  são já amanhã... coisas...

andrade da silva

domingo, 4 de fevereiro de 2018

HORROR NAZISTA!







Perante a inércia e indiferença de muitos está pronto um texto para pedir a Solidariedade e a Condenação  de Todos os Povos do Mundo da UE,ONU e  Autoridades Religiosas Contra esta barbárie nazista em pleno século XXI. Facto que muitos consentem ou fazem de conta QUE NÃO EXISTE...

foto de João Baptista


PORÉM:

" TER AMOR À VIRTUDE ,ÓDIO AO DELITO
" DAS ALMAS GRANDES,A NOBREZA É ESTA"
BOCAGE

andrade da silva




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

My GOD 2