quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ATT URGENTE



DIRIGENTES ASSOCIATIVOS VOLUNTÁRIOS E BENÉVOLOS

EM GREVE DE FOME JUNTO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

APELO À SOLIDARIEDADE ASSOCIATIVA


Caros colegas

Dirigentes, Activistas e Associados

das Colectividades e Associações

No passado dia 5 de Janeiro de 2010, pelas 18,00 horas, estes nossos colegas iniciaram uma GREVE DE FOME junto da Assembleia da República para exigirem a definição da Lei 34/2003 de 22 de Agosto, bem como um largo conjunto de outras reivindicações que há vários anos vimos reclamando e que são o desejo e a necessidade de todos nós.

Os nossos colegas estão determinados em levar esta luta até às últimas consequências pelo que precisam de todo o nosso apoio activo. Nesse sentido apelamos a que manifestem a vossa solidariedade activa, através de participação na vigília durante o dia das 8 às 24 horas, transportem os vossos estandartes e bandeiras, mobilizem atletas, músicos, actores, dançarinos, bem como outros activistas, utentes e associados e enviem fax, e-mail ou cartas ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República, exigindo uma resposta rápida. No local, existe um livro para registar as presenças e recolher opiniões.

A luta dos nossos colegas não pode ser em vão. Temos todos que lutar pelos nossos direitos e exigir dos poderes políticos instituídos que passem a olhar para nós de forma diferente. Os serviços e dirigentes da Confederação estão disponíveis para qualquer informação complementar.

Vamos todos participar nesta jornada histórica do nosso Associativismo Popular!

Viva o Associativismo Popular!

Lisboa, 7 de Janeiro de 2010

A Direcção da Confederação das Colectividades


http://www.confederacaodascolectividades.com/

http://www.museudascolectividades.com/

Com as nossas saudações associativas.

O Secretariado da CPCCRD

Helena Isabel Galhoz

R. da Palma, 248-1100-394 Lisboa – Tel. 218882619 Fax. 218882866

cpccrd@confederacaodascolectividades.com



BILHETE DA MADEIRA



FACE A FACE COM O PROFETA E O CASO IRÃO – ISRAEL.

Com todo a amor do mundo, infinito, sem reversas, por todos aqueles que têm visões a quem os duplos, dos que têm pesadelos, chamam de loucos, mas também e de igual modo e intensidade pelos simples, os descamisados, os sábios e os generosos


Caras amigas e amigos, antes de abandonar a Ilha da Madeira, quero, relatar –vos o meu face a face com o profeta.

Acabou o fogo de artificio, é a primeira hora do dia 1 de Janeiro de 2010, e, durante muito tempo, ouvi respeitosamente o profeta. Oiço sempre com respeito as ideias generosas religiosas, politicas, sociais, culturais ou outras mesmo quando não concordo, o que é o caso, de que vou dar noticia, facto que, reconhecidamente, o profeta, na despedida, muito agradeceu, porque outros o chamam de louco, mas sobre diagnósticos nada sei.

O profeta apresentou-se, dizendo que há 40 anos, quando tinha vinte e três, a Mãe Criadora se revelou. Um anjo com as suas asas abriu o céu e ele viu com todo o seu esplendor não o Deus criador, mas a Deusa única e criadora, e, esta, é a primeira revelação que vem pôr em causa a história da criação. Segundo a revelação é Eva que descende de uma costela de Adão, mas na realidade, é este que descende de Eva. Tudo quanto existe foi gerado pela mulher, o homem é carne da carne da mulher e não ao contrário.

Aplaudo esta visão que é a minha concepção sobre o que existe, existiu e vai ainda existir, e mais, penso que como as mulheres são cada vez mais bonitas, o Mundo futuro sê-lo-à, se mais não for, será no plano estético e no verão nas praias, sobretudo as do futuro, que, por força da sua natureza ecológica, serão todas de nudismo.

A deusa deu-lhe alguns poderes especiais, um, o de dominar os temporais. Onde, haja um, faz o sinal da cruz para as nuvens, olha os céus e ordena que as nuvens se dissipem, garante que assim acontece, e evoca testemunhas. Garante também que onde estiver os elementos da natureza nada podem contra ele.

Há quarenta e muitos anos, o profeta estando longe da Terra, esta querida ilha, teve uma visão, quanto ao fim trágico da guerra colonial – também sem nenhuma visão, em carta que em 72 escrevi da Damba, dizia que o fim seria trágico, por razões mais pragmáticas, como a de não ter os meios para fazer qualquer guerra. Tal era o caso de Lumbala Velha, zona de acção que sem haver mortes aos molhos, os comandantes de companhia não aguentavam muito, por lá – todavia o profeta quis comunicar a sua visão, ou propor que ele próprio poderia substituir todos os batalhões e ganharia a guerra ( vi ontem num filme de judo e outras artes marciais como é possível um homem dominar um regimento de clones), mas não lhe quiseram pagar o deslocamento. Como diz nada pedia em troca, contudo, como é habitual, quando o preço é baixo, ninguém quis ouvi-lo, e foi o que se viu – e todos vimos - conclui.

O profeta não se casou, porque entende que os filhos dos pobres, pobres serão, e que todos os pobres deviam fazer uma greve geral e universal à procriação, único meio, segundo a sua visão, de acabar com a escravatura e mudar o Mundo. Só com esta greve os filhos dos ricos seriam obrigados a trabalhar, aqui, talvez a tese falhe, porque só trabalhariam os menos ricos, e, logo, se restabeleceria a desigualdade, e voltariam os pobres. Os pobres são um praga, enquanto, os ricos que são tão indispensáveis, como os descamisados, são, naturalmente, um bênção. A Deusa criadora é grande e irresponsável quanto a tudo isto, meros erros humanos, sentencia o profeta.

O profeta sabe de fonte segura, a revelada, que a Deusa- Criadora ama os homens e que nunca os julga, somente condena os seus comportamentos inadequados. Referi-lhe que esse também era um principio da psicologia, o que, para o profeta revela a inspiração que essa psicologia encontrou na revelação. Também lhe foi revelada a origem das espécies com base nas pequenas partículas, o que confirma a tese de Charles Darwin, o que também lhe foi dado a conhecer pela revelação, então e, hoje, conhece a teoria de Darwin sem ler uma linha. Conhece tudo pela revelação.

Finalmente a convulsão fatal para o Mundo não será nenhum dilúvio em 2012, como pensavam os Maias, não haverá novas e grandes arcas de Noé para os poderosos se safarem, porque a grande convulsão virá através do lançamento pelo Irão de uma bomba atómica sobre Israel ( ???... ) e contra isto os EUA nada poderão, porque estão atados de pernas, e mãos e sem qualquer estratégia. Não podem abrir mais nenhuma frente de guerra, e como vão perder nas outras duas: Iraque, Afeganistão, ficam sem nenhum capital psicológico ou moral para levantar o país para mais uma trágica aventura, por mais necessária que seja. O presidente do Irão é um fascista tenebroso. Mas tudo assim fica depositado nas mãos do povo do Irão, que é esquecido pelos sossegados e instalados governos e povos do Ocidente.

Como apontamento biográfico direi que o profeta tem 63 anos, é simpático, não pode ser contrariado na exposição das suas profecias, é inteligente, agradecido a quem o ouve durante todo o tempo, e fez uma boa poncha que não bebeu, porque estava a tomar antibiótico contra um abcesso. Andando ocupado com as grandes questões esqueceu-se, mesmo nestes dias de comeres e beberes, da sua dentição. Não é matéria digna para visões, obviamente.

Agradeço ao Profeta e à sua Deusa- Criadora este tão estranho e felicíssimo modo de entrar em 2010. Diz o profeta que o chamam de louco, não o chamo de nada, para além de meu concidadão amigável. Talvez, como ele seja, um bicho estranho. Talvez nem lembre ao diabo entrar deste modo num chamado novo ano. Talvez também seja louco, mas como serão os outros, todos os outros?

Será que daqui a muitos anos poderei dizer que estive em contacto com uma grande revelação, ou sei lá eu, o que poderei, ou outros dizerem.

A vós, os que lerdes este escrito, espero que gozem da plenitude que senti ao fazer este relato e ao ouvir, como se ouve fado, durante mais de uma hora, estas profecias.

UM GRANDE ABRAÇO À MADEIRA, A VÉNUS e À ILHA ENCANTADA DOS AMORES, IMORTALIZADA POR CAMÕES.

Funchal 7 Janeiro 2010

andrade da silva

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIA DE REIS: UMA LÁGRIMA CHORADA PELOS IDOSOS.


Mas será preciso que morra mais de uma dezena de idosos para que caem lágrimas de crocodilo?

Porque não se ama quem é frágil? Porque se não permite que neste dia de Reis – dia de festa - aconteça a festa para todos, nomeadamente os jovens e os idosos, porquê?

Como já deu para entender, sendo filho de uma madeirense e de um minhoto, amante de África, Brasis e América Latina sou um fervoroso militante, militante dos 7 costados, das festas do Povo.

Mas a realidade é que 27% da população portuguesa tem mais de 65 anos, e a maioria é miserável socioeconómica, psicologicamente e muitos deles são doentes com doenças crónicas, como as de Alzheimer, ( gente sem autonomia, sem saber onde está e quem são, sem que haja qualquer resposta minimamente eficaz ao nível médico, a não ser o preço dos remédios, em que um frasco médio de axura custa 95 €) AVC, etc. e estão completamente abandonados, e porquê?

Pura e simplesmente porque desde há décadas muitos não lhes dão a devida atenção, nomeada e particularmente os poderes públicos, e os partidos políticos, mesmo os emergentes que com grande dificuldade introduzem nos seus programas a questão dos idosos. Para os partidos, hipocritamente, os idosos só são visitados e lembrados nas vésperas de eleições, depois tornam-se invisíveis.

Os idosos mereceriam, a todos os níveis outra consideração, desde logo, no seio das famílias, mas também da sociedade em geral que os ignora, e até muitos bem pensantes se revoltam, quando lhes são apresentadas propostas, referindo que o Estado tem de assumir a grande parte da responsabilidade de apoiar as famílias que ficam com os seus idosos, multiplicar os centros de dia e lares, o turismo sénior e motivar os jovens e as pessoas de meia idade a investirem e a tornarem-se empresários ou técnicos nesta área, para que os idosos não morram tão sós e com tanto sofrimento.

Porquê tanto alarme social acerca da noticia da morte de 12 idosos em 12 Horas?

A comunicação social cumpre a sua função, mas fica aquém do que devia fazer. Pode e deve cumprir mais e melhor a sua missão, basta que acompanhe as equipas de enfermagem de apoio ambulatório aos idosos, por exemplo com base nos Centros de Saúde, um deles está à mão, o de Benfica, que apoia centenas de idosos, ou mesmo da Santa Casa da Misericórdia em que o apoio é dado, mas a relação inter-pessoal não faz parte dos protocolos de apoio, pelo contrário, parece que a afectividade está excluída daqueles.

Mais que as noticias espectaculares seria ética e moralmente imperativo e pertinente a nível de imprensa a tematização desta questão, e a nível dos cidadãos e dos poderes a REFORMA SOCIAL E CIVILIZACIONAL COM A ASSUMPÇÃO DA RESPONSABILIDADE PELO ESTADO E A SOCIEDADE DE GARANTIREM A TODOS UMA VIDA DIGNA DO NASCIMENTO ATÉ À MORTE, programa politico e social que apresentei ao Movimento Nova Esquerda que, em parte, o acolheu na sua Carta de Princípios, e falei a outros cidadãos. Queria publicar em 1 Novembro num Jornal Algarvio, o Sambrense, mas os novos proprietários, exactamente naquela data, sanearam a direcção e, agora, espero a retoma do dia a dia das pessoas, para postar neste blogue e noutros.

Basta de lágrimas de crocodilo e de ódio e desprezo ao outro, mesmo por gente que põe os olhos de pessoas sensíveis, algumas queridas amigas, com lágrimas através de belas palavras, mas têm no lugar do coração uma pedra e na mente uma máquina de dever e haver. Mas o que importa é mudar esta sociedade, esta Democracia moribunda. Revolucionar o Mundo com acções e não manter e alimentar este cinismo cobarde que serve de verniz a almas viúvas-negras que, tal como a aranha, são letais.

Cai uma lágrima chorada que seja semente em terreno fértil, e faça nascer tempestades de amor, alegria e bem-estar para todos, sobretudo para os mais sós e abandonados da polis e da alma e corações de quase todos.



Funchal, 6 Janeiro 2010

andrade da silva

PS: Sinais dos tempos:
Uma mini-convulsão na Caparica dos donos de carrosséis.

Artur Martins, depositante do BPP, denunciou num programa da TVI o tratamento discriminado para os clientes deste, em relação aos clientes com peso politico do BPN, mesmo para produtos idênticos. Todavia Artur disse que tinha sido conduzido para aquele banco, através da publicidade feita na revista Única do Expresso, com textos muito bem escritos e com elevada técnica e altas personalidades.

Pela riqueza do estilo coleccionei alguns destes textos, um deles com particular atenção, o do Sr. General Rocha Vieira, por causa da massiva utilização de parêntesis, mas há artistas, como a Medeiros, escritores etc.. Todavia depois de conhecida a aldrabice de todo esta banco, tenho-me questionado sobre a responsabilidade moral destas personalidades, e o que os fez assinar aqueles textos, será, porque, como dizem, rendem em média 2 mil euros?



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

NATAL dos SIMPLES ZECA AFONSO

domingo, 3 de janeiro de 2010

PRESIDENTE DA REPÚBLICA: O NIM E A REELEIÇÃO

O Sr. Presidente da República traçou a bissectriz do ângulo zero, nulo, vazio, deu negativa ao governo e à oposição, mas disse que o governo tinha de governar. Apesar de estar a governar mal, vai governar, porque tem legitimidade para isso, mas terá de fazer alianças com as oposições e estas com o governo. Não se vê bem como, mas lá terá de ser, segundo julga o Sr. Presidente

O governo aceita fazer alianças para cumprir o seu – muito seu e exclusivamente seu programa – e as oposições só aceitam negociar para que o governo cumpra outro programa, que não seja o seu que acabou por ser sufragado somente por uns 15% dos 10 milhões que somos, o que, também não importa nada.

Também é verdade que o que o Sr. Presidente disse foram meros lugares comuns, e o que disse de substantivo são as ideias, uma a uma, das oposições.

Obviamente que um governo minoritário tem de negociar, isto é, num contexto de negociação, o governo e as oposições têm de criar compromissos, ou dito de outro modo, o programa de governo efectivo não poderá ser bem o do PS, nem o das oposições, terá de ser um mais democrático, negociado. Qualquer democrata compreende isto, mas a condição indispensável é ser intrinsecamente democrata.

Mas o Sr. Presidente fez uma afirmação gravíssima - caminhamos para uma situação de explosão social - resta saber quando e como a mesma vai eclodir. É certo que as desigualdades e a corrupção se não forem estancadas tanto em Portugal, como na China, romperão o equilíbrio social, e o seu restabelecimento poderá ser feito pela direita e a extrema-direita. Para desgraça de todos nós pode ser esta a solução suicidária na Europa e em Portugal. Mas o Sr. Presidente da República pode forçar a aliança ao nível do centrão, o que, adiará a explosão, podendo, assim, garantir a sua reeleição.

Todo o discurso do Sr. Presidente da Republica é o de cônsul do Regime, entra em competição nesse papel com o de outros candidatos à presidência da República, mas parece-me com vantagens para a sua candidatura.

De qualquer modo com estes cônsules tudo se vai manter na mesma, é um mero adiamento, porque em Portugal e na Europa, primordialmente tem é de se fazer um novo contrato social e civilizacional. Sem este, de facto, a médio prazo a situação vai tornar-se explosiva. As velhas mezinhas adiam, camuflam, mas não curam. (Em breve abordarei este novo contrato civilizacional, de que já falei a alguns, sendo por uns apedrejado selvaticamente e por outros aplaudido, e nestes estiveram em lugar de destaque as mulheres, por isto a minha Pátria, chama-se Mátria).

Mas o que disse realmente o Sr. Presidente da República?

Julgo que a melhor pista de leitura é dada pelo arguto Filipe Menezes, o Presidente da República, de um modo muito claro, disse que o governo vai mal e a oposição também, pelo que o pais está numa encruzilhada, e ele não fará nada até à sua pretendida reeleição, então, com renovada legitimidade democrática unipesssoal, mandará de férias o mau governo e o Sr. Eng. Sócrates a quem, por razões intrínsecas, extrínsecas e transcendentes não suporta, e, isso, nem a trilateral é capaz de alterar. Mas para que tudo isto aconteça serão precisas várias coisas, a saber:

Como diz Filipe Menezes, se o país está mal, o PSD está pior, portanto, os trunfos do Sr. Presidente da República para a sua reeleição serão:

1 – O concerto do PSD e a sua aliança com o CDS para converterem a maioria sociológica de direita em maioria politica;

2- É um Cônsul, mais bem colocado que outros que chamam a si esse papel, porque no actual quadro parlamentar tem a capacidade de fazer pontes preferencialmente à direita PS -PSD ou PSD-CDS, o que agradaria mais à Europa e também como se tem visto pontes à esquerda com o apoio do Bloco de Esquerda, e ninguém o pode acusar de anti-comunista feroz, como Reagan denominou Mário Soares, o que é uma longa e vasta escola e prática no PS que vai muito para além dos ditos Soaristas que também são furiosos anti-esquerda socialista;

3- No caso do mau governo do PS levar à sua inevitável demissão lá para os meados de 2011 pretende o actual PR que o PSD sozinho ou coligado com o CDS obtenha a maioria absoluta, e, assim, ele, é o melhor candidato do Portugal real – não insistam que sociologicamente somos uma maioria de esquerda, leiam com atenção o caso de Beja, até porque o PS se cinde entre esquerda e direita, sociais-democratas e liberais, neste último caso por causa da inexistência do partido liberal, mal que também afecta o PSD e toda política nacional – para realizar o grande sonho da direita, uma maioria parlamentar, um governo e um presidente, sonho de Sá Carneiro que até o tentou efectivar, com recurso a um militar muito de direita e tão apagado como Américo Tomás.


Seria importante saber que atoardas e patetices as pitonisas do regime e do radicalismo pequeno-burguês têm para esta situação dilemática ou outra qualquer equação problemática, sendo certo que a análise que aqui se faz e outras pela sua grande crueza probabilística serão esquecidas, põem a nu o que se quer escondido, e não interessa a nenhuma oligarquia partidária, o proclamar-se, como emerge da realidade, que uma verdadeira alternativa exige novos sujeitos políticos.

Neste quadro que pode tornar-se trágico a não ser que muitos desejem, sem o confessar, o regresso a um regime criminoso de extrema-direita proto- fascista, adaptado aos tempos de hoje, é preciso fazer emergir novos lideres e nova força politica que revolucione no sentido da dignidade e do fim da actuação oligárquica, o modo de ser e fazer politica.

Nesta estrumeira o que mais aparecem são lideres que submergem e não líderes impolutos, corajosos, dignos, independentes que emirjam deste contexto, e que com criatividade, inquestionável espírito democrático criem um novo ambiente em que seja possível desenvolver a plena capacidade dos portugueses na construção do seu futuro, que começa por um presente digno, com trabalho para todos os jovens, protecção para todos os indigentes e para os milhões de idosos que já hoje constituem a nossa população.

Não posso deixar de manifestar a minha angústia e revolta pela silêncio cúmplice e mesmo apoio a este estado de coisas daqueles, a quem o povo chamou de CAPITÃES DE ABRIL. Para além dos que se alimentam das benesses do poder, onde estão estes heróis da Pátria? Para além destes que são iludidos com migalhas do poder, será que muitos outros não vegetarão nos becos da imbecilidade da cidade, restando muito poucos para ladrarem? Mas isto será moral ou patrioticamente, mas sobretudo, matrioticamente aceitável?

Que diria a Natália Correia aos gloriosos e vetustos capitães do 25 de Novembro que iam ao Botequim receber a força da Alma da Diva? Será que estão a honrar a sua amizade? Será que ela com a sua verve não lhes faria, agora, um terrível e nefando poema – um libelo fulminante?


Bem, do deserto falei, e deixo aqui um testemunho pungente – mais pungente, porque também me queria calado, só as gritantes injustiças e um imperativo ético, moral e nacional e a amizade sincera e companheira de alguns me alentam neste louco e ridículo persistir contra os castelos da ignomínia, da intolerância e da manipulação - que os donos da cidade e das almas atirarão à fogueira, mas seria bom que todos pensassem que quem alguma vez por pensamentos, desejos, omissões ou actos tenha atentado contra a liberdade de expressão é uma alma gémea de D. Alberto João e, por isso, não está em condições morais, democráticas e civilizacionais para liderar Portugal e os Portugueses no Futuro, para que este seja realmente FUTURO.

Funchal Madeira 3 Jan. 10

Andrade da silva

PS: o Diário de Noticias da Madeira e outros revelam que em Portugal vive-se num regime com dois sistemas um no Continente e outro na Madeira, onde, a Constituição da República não vigora, o mesmo diz o sindicato da PSP, e talvez o mesmo confirme o silêncio do cónego Manuel Martins, transferido a seu pedido (?) da paróquia da Sé, para a de Machico, depois de ter falado da pobreza na cidade, e ter distribuído culpas aos governos da República e Regional. Coisas parecidas com outras que muitos calam e consentem, feitas por falsos democratas que também existem aos montes no Continente, e pior são multicores, mas no fundo veneram os REIS BOKASSAS, são seus discípulos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FUNCHAL PASSAGEM DO ANO 2009-2010 - O ESPLENDOR DO OLIMPO DO POVO.




“ Com toda amizade às minhas amigas e amigos e aos que me lêem”

Povo nas ruas que ficam todas cheias de gentes. Povo no cais da cidade. Povo em festa. Povo com alegria. Povo que canta baila e bebe poncha - que saborosíssima poncha, com mel e limão e com o principio activo, a aguardente de cana, maravilha! – Povo que ocupa todos os espaços da cidade, a cidade é do Povo, são assim, as noites de passagem de ano e dos anos, na Pérola do Atlântico - a Madeira.

A minha Mátria – Oh grande Natália Correia – é a festa, o mar, o Sol, a alegria de ser povo. Esta festa, é a nossa festa, se tivermos de morrer para a pagar, depois de a vivermos, agradecemos a dádiva de a termos vivido – simplesmente. Para um madeirense é assim.

A festa da passagem do ano, na minha terra, nesta querida Madeira, é também um programa político, social, cultural e humano único, excepcional que os aristocratas não percebem, falta-lhes os genes do plebeu.

Para o Madeirense Plebeu, para nós gente da terrinha, o natal e a passagem do ano fazem parte do nosso DNA, como o gene que pré-determina aos gatos que após evacuarem esgravatem , mesmo que o chão seja de plástico, porque estão pré-programados fá-lo-ão, através dos tempos vindouros, connosco como estamos pré-programados para a festa, vamos glorificá-la até ao fim dos tempos.

A Madeira é uma lapinha, um sonho bordado de renda e cambraia, com as suas árvores iluminadas com luzes verdadeiras e não com gambiarras “made in China”, como acontece nas muito tristes iluminações de Lisboa –uma triste tristeza que nem a monstra árvore de Natal do cimo do Parque Eduardo Sétimo, esconde, embora, esta árvore possa servir de pretexto para descobrir um simpático e romântico espaço para sonhar com a lua e amá-la.

(Mas ainda, porque sou ridículo, me pergunto, será que o dinheiro que Lisboa poupou servirá para acrescentar mais treze camas no Hospital Santa Maria, ou amanhã ainda haverá mais camas nos corredores e menos nas enfermarias? Dúvida ridícula, de um homem ridículo. Pudera!)

Depois é o fogo de artifício multicolor e com múltiplas formas, mas para além disto tudo, e sempre fica a marca-de-água do bater do coração e da alma madeirenses.

Tudo funcionou muito bem, esplendorosamente bem. S. Pedro foi companheiro, houve bom tempo. D. Alberto João Jardim fez o que devia.
Parabéns D. Alberto João, é um bom mordomo de festas, e, nisto, Alberto João é um madeirense genuíno, que genuinamente conhece as partículas elementares do pulsar deste povo, o que, justifica muito do seu sucesso político.

O Povo mesmo quando sofre não gosta de aves de mau agoiro e de carpideiras, nem de líderes deprimidos. É mais agradável morrer com mesa pouca, mas com muita cor, luz e música, do que viver com mesa, sabe-se lá como, sob a batuta de gente com cara de agência funerária. Que de tal peste nos livre um absolutista alegre, que nos corta a carne, mas também dá o bálsamo festivaleiro que ultrapassa o limite da dor!

Acresce ainda, a toda esta beleza o facto de que estas festas continuam a ser celebradas pelas famílias nucleares avós, pais, filhos e netos, e, por isto, a tradição passa de geração em geração – facto que também no caso da minha família foi gratificante. Já há muito que não nos reuníamos, pese, embora, a ausência do neto e a doença de Alzheimer da minha mãe que revela a decadência irreversível de uma mulher valorosa, sem que a ciência e os poderes se preocupem o bastante com estas pessoas. Mas quem proclama esta demissão ainda é apedrejado por uns que são candidatos a estas tragédias, embora arrogantemente pensem que não.

Como seria bom que as aristocracias e as oligarquias partidárias entendessem estas e outras realidades muito simples, do povo simples, e, só assim, teriam a dignidade, os saberes e os sentimentos para nos liderarem, a nós povo, a nós, plebeus.

1 Janeiro 2010

andrade da silva

PS: Conselho aos meus amigos

Julgo que toda a gente e, sobretudo as minhas amigas e amigos, por tanto lhes querer bem - deviam vir pelo menos duas vezes à Madeira: uma no verão, para verem, como aqui, as montanhas e o mar fazem amor todos os dias à luz do sol ou da lua. Vénus é uma Deusa Madeirense e a outra na passagem do ano, para verem as portas do Olimpo entreabertas e contemplarem a face da mãe Deusa- Criadora, como diz o profeta madeirense.

Julgo mesmo que os meus amigos que neste natal e passagem do ano vivenciaram experiências dolorosas deviam, como imperativo e desígnio, no próximo ano, oferecerem a si mesmos e aos seus um Natal no Olimpo. Mereceis.
Abraço-vos

2010 – ANO DE RESISTIR


2010 – ANO DE RESISTIR






Sou um náufrago do ano que passou
e se desfez em crispação sangrenta.
Esbracejei envolto na tormenta
que os meus e os vossos sonhos sufocou.

Junto convosco, ombro com ombro, eu vou
resistir e lutar contra a cinzenta
moldura da paisagem e a violenta
agressão que no pó nos enterrou.

Tremendo de ansiedade, sem cansaço
(pois lutar contra o ódio nunca cansa),
vamos fazer do novo Ano um espaço

onde nos bateremos com pujança.
Cimentemos com raiva o nosso abraço
no desespero em que germina a esperança.



(31 de Dezembro de 2009)

Carlos Domingos