sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JOGO DE ESPELHOS!









Se um ladrão de galinhas se olhasse a um espelho, veria um ladrão de galinhas, mas se um ladrão de casaca se olhar a um espelho, vê-se como um dignitário de Portugal, um alguém a quem emprestam carros de 280 mil euros por amizade, e, se por acaso têm o azar de irem a tribunal, saem de lá canonizados.


 Enriqueceram, porque ganharam centenas de milhares de euros ano, mas não tinham cêntimos para emprestarem aos filhos.


Tudo isto é um jogo de espelhos. Portugal morre. Estamos de luto pesado. Não se iludam. Só as pessoas livres podem salvar Portugal. Vamos a caminho da Idade Média.

andrade da silva

PS: código da cor, vermelho = superior indignação, raiva

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PORTUGAL MINHA DOR, MEU GRITO FERIDO, FERIDAMENTE GRITADO



Portugal dor imensa, porque te vejo doente, na valeta, quase canceroso e pobre, sem moralidade, sem orgulho, olho-te, como se tivéssemos nos tempos dos Filipes. Sou louco, narcisista, mas vejo, por toda a parte coiotes, andeiros e abutres prontos a caírem sobre o teu cadáver.

Vejo-te Portugal ser defendido por gente palavrosa,  mas sem ética, gente que nem te conhece, quer é tempo de antena, e   papalvos  que os acompanhem, mas tu querido Portugal morres devagar, ou depressa,  mas morres.

Portugal morres, quando aquela idosa, de um modo ignorante a que as TV dão ampla cobertura, diz que só nos resta as vitórias do futebol e as telenovelas, absolutamente mentecaptas, com alguns afloramentos de problemas reais, bem tratados como: tráfego de droga, a homossexualidade, a doença de Alzheimer.

Portugal morres, quando os teus policias e os teus militares vivem em casamatas indignas, e têm de comprar os meios necessários para exercerem a sua profissão, como algemas para deterem eventuais criminosos. 

Morres Portugal, quando os teus policias ao saírem dos albergues  são atingidos por sacos de farinha ou embalagens de lixívia.

 Morres Portugal quando os militares têm de vir para as ruas protestarem contra o estado de que são um pilar.

Portugal morres, quando aqueles tristes senhores da "estranja" entram por aqui dentro para dizerem  aos governos de Portugal o que devem fazer,  e os governos de Portugal riem-se com satisfação, porque à ordem daqueles senhores, em nome da Alemanha, dos banqueiros estão-nos a "esmifrar", pelas bugigangas que nos mandaram comprar, depois de nos terem incitado e pago para destruirmos a agricultura, as pescas e a indústria.

Portugal morres, porque cada vez mais concidadãos passam a escravos sem trabalho, sem escola, sem protecção na saúde etc.

Portugal morres, porque os portugueses voltaram-te as costas, e somente 500 mil estão mobilizados nos seus partidos, não para que Portugal ganhe, mas para que os seus partidos ganhem, na defesa ou dos seus interesses ideológicos e, ou, através do poder e do esbanjamento dos bens públicos,  para enriquecerem os mais ricos portugueses e estrangeiros.

Portugal Morres, porque infelizmente os que não têm voz, nunca serão ouvidos. Os cidadãos livres serão esmagados pelos que não querem salvar Portugal.  Mas infelizmente o mais grave de tudo  é a que a  vitória de qualquer  partido, que não tenha por objectivo a DEMOCRACIA, A DIGNIDADE e o DESENVOLVIMENTO,  não será a de Portugal, e sem uma vitória colectiva de Portugal e dos portugueses, 66,66% de nós vamos parar ao inferno totalitário do subdesenvolvimento.

Portugal morres, porque se teima em  não percorrer outro caminho alternativo, de que os países nórdicos, como a Noruega, nos podiam inspirar.

 Os países nórdicos  inspiraram-me no 25 de Abril 74, e essa inspiração não perdi, nem me desilude. Desilude-me, sim,  a miopia, as cataratas, a falta de ética, a intolerância de tantos portugueses que se dizem alternativa, enquanto outros saqueiam os bens públicos para os seus primos, nacionais e internacionais.

Portugal está doente há tantos anos. Gritei-o, feridamente, em 1972, entretanto, houve o 25 de Abril 74, depois levantei várias vezes o meu grito ferido nu e livre, anunciando o desastre, fi-lo: em 1990, 2008 e 2010, pedindo, nesta data,  aos que queriam mandar Sócrates embora, o plano B, face à previsível vitória de Passos Coelho, que nos traria inevitavelmente a esta situação. 

Todavia, onde está o plano B: Otelo  fala de Golpe de Estado Militar, o   que,  na sua forma  é uma tonteira, mas o seu substrato releva da podridão a que chegamos, e se há Instituição, enquanto tal, como a Assembleia da República e o Tribunal Constitucional que tem de dar uma cuidada atenção à constitucionalidade  moralidade dos procedimentos  é a Militar, faz parte dos seu juramento de fidelidade e as outras referidas, e  ainda os tribunais, mas estes estão completa e totalmente bloqueados.

Infelizmente se formos ao fundo todos, menos 33, 33% , alguém dos outros 66, 66% é capaz de vitoriar esse trágico momento.Todavia   se esta tragédia vier a acontecer, se deverá à completa ausência do PS na luta pela democracia e a sua incapacidade de gerar uma alternativa a este fim de época civilizacional europeia e mundial.

Que dor por saber que ninguém quer alterar nada, e será o FIM.

MAS É URGENTE SALVAR PORTUGAL E OS PORTUGUESES, E,  NINGUÉM VAI SOZINHO OU COM MAIS UMAS CENTENAS DE MILHAR DE CONCIDADÃOS REALIZAR TÃO GRANDE TAREFA: REFUNDAR PORTUGAL, A REPÚBLICA, A DEMOCRACIA, COM DEMOCRACIA.

andrade da silva

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VERGONHA E ESCÂNDALO! INTOLERÁVEL.



ESCLARECIMENTO

Retirei o texto deste post, em que referia que de acordo com uma petição que corre, os deputados não seriam sujeitos aos cortes do 14ª mês.

 Todavia o deputado Bernardino Soares diz , na sua página do facebook que não é assim  e ainda bem:


É falso que vão ser pagos os subsídios de natal aos funcionários parlamentares e aos deputados em 2012. Se for aprovado o Orçamento para 2012, já apresentado pelo Governo na Assembleia, eles serão cortados tal como para todos os restantes trabalhadores da administração pública e reformados quer do sector público quer do privado. O que acontece é que o Orçamento da Assembleia foi aprovado antes do anúncio dessas medidas. Essas verbas vão ser devolvidas às finanças. Trata-se de mais uma manobra de diversão para que os portugueses, que cada vez mais percebem que o seu dinheiro e a riqueza do país vai para a banca e para os grandes grupos económicos, desviem as atenções para os 'políticos', que ainda por cima seriam todos iguais. Que ninguém se deixe enganar!"


 Mas foi pena a Assembleia da República não ter esclarecido isto na Comunicação social, pois que nem todos o cidadãos dialogam com os deputados pelo facebook, e desde há muito que correm esses rumores. 

Obrigado a Anália Gomes pelo esclarecimento, mas que perante os rumores, o desmentido deveria ter sido feito há muito pela própria Assembleia da Republica, e quero julgar que o deputado Bernardo Soares deve ter feito alguma diligência nesse sentido, porque como se sabe há autarquias que dizem que vão cobrir com as suas verbas esses cortes, logo a AR poderia seguir o mesmo caminho, e, isto, deveria ter sido esclarecido.

 Pessoalmente desde há muito que recebo e-mail´s com esta denúncia ou pseudo denúncia, a que não dei muita atenção até ao aparecimento da petição pública que até hoje não foram enganosas, consequentemente foi um comportamento muito negativo não se ter cortado o passo ao boato.

Todavia mantenho do texto inicial o seguinte trecho:

 Pessoalmente até acho que o 14º mês ( o 13º é para cumprir um direito, o de férias/descanso, que os baixos vencimentos escandalosamente não permitem. Para muitas famílias uma ida à Nazaré já está fora das suas possibilidades económicas ) é um subsidio e não um vencimento, que  em muitos casos, é  totalmente destinado a um consumo patológico e cheio de   gorduras, pelo que, fora de um contexto de cortes para pagar erros e crimes de gestão odiosa – corrupção – e danosa – gestão incompetente e, ou negligente – concordaria ( desde há muitos, mesmo muitos, anos ) com o seu congelamento  acima dos 1500€, sendo a parte restante considerada, por exemplo, um imposto extraordinário para o SNS, ou para  um fundo de solidariedade social etc.




andrade da silva 

domingo, 13 de novembro de 2011

A MEMÓRIA EXISTE? LEMBRETE

                       






















Sem mais delongas o  texto publicado  neste blogue, em 2008:

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2008

ESCURIDÃO E LUMINOSIDADE DA HISTÓRIA


O Mundo, a Europa, Portugal estão pela hora da morte, submersos pela escuridão da História, como José Matoso a define. Dominam o mundo os banqueiros e o modelo Social Chinês. É a “chinesização” do mundo e da Europa que estão em curso.


Mas ainda poderemos evitar e travar a onda AMARELA-CINZA da MORTE?



Sei que me chamam idealista, quiçá com um défice ao nível da inteligência, o que me levaria à presunção bacoca, enfim…mas, enquanto os ricos, os poderosos, os impunes, os inatingíveis escravizam Nações, Povos e o Mundo; os doutos proclamam palavras, palavrosas, e piedosas para dizerem - oh plebeus RENDEI-VOS!



Os poderosos, bárbaros, senhores de todos os saberes, correntes, grilhões e armas fazem diagnósticos correctos sobre a fome, mas, como bárbaros, empanturram-se em pratos exóticos e vinhos divinais, gastam milhões e cospem na cara do Mundo dos miseráveis, proclamam tretas, gastam milhões e não tiram ninguém da miséria.



Mas, o que proclamam os piedosos que gozam bem a vida? Parece que os pobres e todos os sem poder estão encurralados, estão num beco, para a frente e para trás só há Inferno, para a esquerda a morte, matada, da esperança; para a direita, para alguns, o engodo da salvação, mas no real concreto, ainda morte mais morte, então, que fazer?



O caminho, na minha opinião, é estreito, mas ficar onde se está é morte certa, rebelar-se em desespero de causa, será atrair mais metralha sobre corpos famélicos e nobres, com mais mortes e desgraça, pelo que, a Hora é a da CONSCIÊNCIA MORAL E CIVILIZACIONAL dos mais nobres, cultos, e honrados cidadãos de Portugal.



Não é mais, moralmente, tolerável que os homens bons fiquem a ver o PAÍS a DESMORONAR-SE e as GENTES a MORREREM nos seus remansos e habitats de segurança e conforto, como se tudo isto fosse a representação de uma trágico-comédia. Não o é. Há gente a sofrer e a morrer.



Não! Não! Não! Compete à ELITE MORAL INTELECTUAL, CULTURAL, SOCIAL de PORTUGAL alterar este estado de coisas, ocupar os espaços da cidadania: o da opinião pública e o da Governança, intervindo nos partidos e outros órgãos do Estado de Direito e Constitucional, para mudar este ambiente de desânimo, criando MOTIVAÇÃO AO POVO PORTUGUÊS E EUROPEU PARA LUTAREM PELA EUROPA DA PAZ, DO PROGRESSO E DO HUMANISMO.



Vós, oh nobre POVO, Oh mui nobre elite não estais a coberto desta tragédia, se ela acontecer além de ficardes cobertos pela ignomínia de serdes comodistas, terdes capitulado, também sereis incomodados com todos os estilhaços sociais que toda a “chinesização” do país e da Europa provocará. Quem viveu na luminosidade, recusa a escuridão, se a ela for sujeito antes de ser escravo ou “cangado”.



Nestas horas difíceis do País e do Mundo ser só crítico de café, quando se pode e deve fazer muito mais, é um dislate:

VÓS OS QUE TENDES CAPACIDADES E PODEIS DAR UM CONTRIBUTO DECISIVO PARA AS MUDANÇAS NÃO VOS FIQUEIS PELAS PALAVRAS PIEDOSAS, MAS POR TODO O LADO É TEMPO DE SER FEITO O QUE DEVE SER FEITO, PARA LIBERTAR PORTUGAL E A EUROPA, DO CAPITALISMO SELVAGEM QUE O NEOLIBERALISMO TRANSPORTA.


PORTUGAL!....



Andrade da silva

14 junho

PS: Mas será que todos chegamos às mesmas conclusões ao mesmo tempo? Já antes por Março de 2008 tinha falado destes temas em memes dirigidos a Manuel Alegre, Mário Soares e em post's do blogue avenida da liberdade, da associação 25 de Abril.

sábado, 12 de novembro de 2011

MANIFESTAÇÃO DOS MILITARES: ESPLENDOROSA E VENCEDORA - UM SINAL GRAVE E IMPORTANTE.





Para além do que  vierem a dizer os escribas e os descontrutores da verdade e da realidade,  os factos estão aí:

1- A manifestação dos militares  nunca poderá ser instrumentalizada por qualquer partido, personalidade ou organismo, face à grande qualidade de cidadania dos nossos concidadãos e meus camaradas que estiveram  no terreno, nas ruas.   As acções dos militares são feitas sempre, também, por motivos patrióticos e com  os olhos, a alma e o coração postos na Pátria e na Constituição da República;

2- Eram imensos militares à civil, mas militares  e antigos combatentes dos três ramos, de todos os postos e de todas as situações: activo, reserva e reforma, sem nenhum sofisma;

3 -Foi uma manifestação esplendorosa e forte, com muitos jovens, mas mesmo que só estivesse um militar, nenhum mentiroso , ou escriba poderia iludir a questão que crassa, desde há muitos anos, um grave descontentamento dentro das Forças Armadas, pela grave  falta  de respeito pelos  militares  e a Instituição, desde a falta de uma reestruturação inteligente, eficiente e eficaz, ao"modus operendi", às remunerações e à a assistência na saúde etc.

4- Os militares, como cidadãos e  as Forças Armadas, como Instituição com responsabilidades bem definidas na constituição e na alma dos militares não os deixa indeferentes às graves falhas do estado de direito no combate  à corrupação, a evasão fiscal, ao enriquecimento ilícito  e à falta de justiça fiscal, factos que penalizam a grande a maioria  do povo, prejudicando e eficácia geral do país e do bem-estar das pessoas.

Esta manifestação é um evidente sintoma de uma grave anomalia no Estado, na sua relação com as Forças Armadas, mas também um sinal importante que a Forças Armadas não se alheiam dos problemas do país e das   soluções para os mesmos, que têm de respeitar parâmetros muito importantes para os militares:  o  respeito pela Constituição e a Independência Nacional.

Como apontamento do esplendor e luminosidade da democracia, está o facto que a esta mesmo hora havia outras manifestações e túnicas a cantarem belas canções no Chiado. 

Todavia a democracia plena exige mais participação do povo nas decisões; mais informação,menos manipulação; justiça igual para todos.

 Todavia, seria bom  não iludir a realidade em nenhum sentido, nem dos golpe militares, nem de que vivemos numa democracia adulta e robustecida, são ilusões perigosas. Como parece claro, no actual estado a democracia está reduzida as dimensões importantes, mas limitadas: direito mais a votar, ou seja, em boa verdade, a REFERENDAR  as listas dos seguidistas dos partidos, escolhidas por 0,000000...% dos cidadãos - uma ignomínia, do que a ser eleito; direito a manifestar-se, mas a não ser ouvido, como  revela a evidente  (in)compreensão do Sr. 1º Ministro, quando afirma que compreende que se manifestem que se indignem PELO ESTADO A QUE CHEGÁMOS ( responsabilidade de outrem, um ser mítico, qualquer), mas se mobilizem, para executarem as  medidas de salvação, estas, sim da sua responsabilidade, e logo sapientes, justas, óptimas. 

Só que se nesta indignação está inscrito o mal-estar pelos buracos, está também o grito   contra  a injustiça da receita, para resolver o tumor. Receita  que é protototalitária e pró subdesenvolvimento. Subdesenvolvimento em  que caímos e nos afogamos, e se nada se fizer, 6.666.666 portugueses morrerão, como cidadãos, e muitos mesmo fisicamente de fome, desespero, doença e suicídio.

Enfim, que mais  posso dizer que seja justo e libertador!?...

andrade da silva

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

AMAR, AMAR, AMAR SEMPRE.






Amigas e Amigos

Os meus mortos, que trago comigo: os meus pais, alguns amigos, ensinaram-me algo de extraordinário, que, apesar da sua evidência e simplicidade, nos passam, tantas vezes, ao lado - somos muito finitos, e, quando, alguém que amamos parte,  descobrimos que nos faltou tempo para fazer, o que necessitava de tão pouco tempo, que era viver mais e melhor com os nossos pais, os nossos  filhos e amigos; vivermos com e por eles,  de um modo mais liberto, deixando o nosso coração e alma dizerem todas as palavras do nosso léxico de amor.

Quando partem sentimos  que nos faltou tempo, para os amar mais e mais proximamente, e, ainda  mais   com as mãos, os corações e as almas entrelaçadas,  contrariamente, vivemos, tantas e tantas vezes, ao lado ou contra, porque a ideologia, a religião, a ocupação e o que julgamos mais importante que o amor e amizade nos desviam do amor: dos seus céus e abismos.

Quando assim fazemos, fazemos tudo errado, e morremos. Depois,  quando queremos viver com quem amamos, ou recuperar a vida, já nada mais nos resta que a morte.

Amanhã, pode ser demasiado tarde, para vivermos com os nossos pais, filhos e amigos, logo: Amemo-nos sobre todos os penhascos.

Estou certo que se fizermos isto, seremos felizes, aconteça o que acontecer, e o caminho certo, luminoso, esplendoroso,  amigas e amigos, é tão simples: AMAR, AMAR, AMAR SEMPRE.

A ti que és meu amigo, mas também  a ti que me acusas, sem nunca de ter ofendido, deixo  o que me parece luminosidade do fundo dos tempos e da Eternidade, e deixo-vos com e  por amor -  Só a beleza e o amor podem salvar a humanidade e o homem concreto, individual e  também colectivo.

andrade da silva

PS: Foto - composição de Mariana Carvão. Obrigado.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

LODO NA JUSTIÇA, INSTABILIDADE SOCIAL, AUSÊNCIA DO PARTIDO SOCIALISTA E FORÇAS ARMADAS.






A mancha de lodo,  que cobre a justiça com  casos como os do: Sr. Isaltino, BPN, face oculta etc., aumenta, agora, com o caso de Duarte Lima, em que a defesa quer retirar do processo as guias de transferência da estranha quantia de 5 milhões de euros da conta da vitima, para a conta bancária daquele.

Também o silêncio em que caiu a questão da Madeira é revelador desta situação

Todavia este putrefacto  lodo que passa ao lado de tanta gente que esquece ( porquê?, pergunta misteriosa)  que é por aqui que a democracia poderá perder-se, porque  esta  doente justiça apunhala a democracia, e cria uma pocilga muito pouco suportável e aceitável pela Instituição militar.

Quando há gente a despropósito a falar de golpes militares, o país e os governantes deviam ter em conta três factores:

1 – A Instituição militar convive mal com o caos, e muitos têm  dificuldades em  entenderem   greves por melhores salários com grandes repercussões na vida dos  cidadãos, por  trabalhadores que, supostamente, ganham 3000€/mês, ou seja, mais do que qualquer militar, seja qual for o seu posto ou função no território Nacional;

2 – Convive muito mal, sobretudo os oficiais mais jovens do posto de coronel para baixo, com a impunidade dos crimes de corrupção;

3 – Convive excepcionalmente  mal com o facto de, contra o que é a norma nos países da NATO, as forças Armadas não serem devidamente valorizadas pelos governos em Portugal.

Na minha opinião, que saí das Forças Armadas em 2008,  dizer frases bombásticas que vão para além dos parâmetros de análise deste tipo são pura palhaçada e tonteira narcisista.

Mas é  também  importante  referir que  neste quadro de degradação social é muito grave que o PS não exerça uma acção firme  e esclarecedora de oposição. Esta ausência, associada à recuperação do discurso ruralista pelo Sr. Presidente da República, pode ter efeitos no  aumento de nervosismo das Forças Armadas, em relação às manifestações de rua e greves, pela leitura quase automática que essas acções são dirigidas pelo PCP e seus aliados, para destabilizar a situação politica, o que, na ausência do PS  é quase uma leitura fatal.

De qualquer modo, as Forças Armadas, ao que me parece, estão muito distantes das frases que alguns andam por aí a dizer. Todavia é bom saber-se que desde 1989 os sucessivos governos têm penalizado, de um modo muito grave, os militares, sobretudo ao nível das remunerações.

 Naquela data  os vencimentos dos coronéis  estavam alinhados com os dos juízes e professores universitários, e em 2008,  os ordenados daqueles  estavam a meio da tabela dos grupos de referência, o que, sendo grave, agrava-se  ainda mais com os cortes de 2012, isto, para além das limitações operacionais que naturalmente provocam frustrações.

andrade da silva