terça-feira, 17 de agosto de 2010

DESTAS COISAS!?...



TER CONSCIÊNCIA


" Com Victor Hugo julgo que é preciso ter consciência que vale a pena gritar contra o cinzento das vidas e dos dias que poderiam ser mais coloridos".




Ter consciência de que se não há os amanhãs que cantam, pode haver as manhãs de todos nós.


Ter consciência de que no Cosmos há estrelas, luas e sóis que cintilam, iluminam, e, ainda humanos e bondade.


Ter consciência de que, no Mundo, nascem milhares de crianças que esperam por nós.


Ter consciência de que há sonhos que podem ser realidades, se alguns, muitos, derem as mãos.


Ter consciência da dor de milhões, mas também da alegria de viver e do hino ao belo, ao nu, à natureza.


Ter consciência de que o mundo pode ser outro, melhor, se 90% dos homens derrotarem os 10% que nos escravizam: banqueiros e seus capatazes.


Ter consciência de que se olharmos o outro, como nosso irmão, podemos fazer das Pátrias, Mátrias e Frátrias.


Ter consciência de que como tu, eu e outrem que amamos, há milhões de amantes.


Ter consciência que a vida é finita, e somente vale o amor e a obra feita, o resto...


Ter consciência de que o futuro, que nunca será derrotado, é a construção dos que ousam, amam e são livres.


Ter a consciência, última, de que a paralisia, a alienação, o deixa andar são a nebulosa de cinzas que tudo encobre e deixa o Mundo na injustiça e na escuridão.


27 Maio 2010


andrade da silva


PS: Choro e doem-me estes discursos de total insensibilidade perante tanto desastre ecológico, até a minha querida Madeira arde. Tudo o fogo queima, perante tanta incúria, crime e desmazelo e o Ministro canta vitória. My God!


Assim para o ano ainda haverá mais, como há 30 anos acontece. Deste desastre do abandono da natureza falei em 2005, numa altura que o Ministro do CDS Nobre Guedes andava distraído. Tinha lido em Agosto de 2004 o livro " O Deus de Amanhã" de Neale Donald Walsch, da Sinais fogo, ed 2004. Se puderem....
Um abraço ao nosso novo amigo Arferlandia. Obrigado!
E ainda mais um abraço para mais um novo amigo desta ousada viagem António Sousa Pereira. Obrigado!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

VIM DO SUL, A CAMINHO DO NORTE.







Há um país que arde e sofre. São milhares de ha de floresta a arderem, e para os culpados tudo se deve a um exército de milhares de incendiários. Só pode ser, para poderem atear 400 incêndios/ dia. E com tanto criminoso à solta só 78 estão detidos ou internados. Credo cruzes canhotos! Só monos podem acreditar nisto.


Há um outro país que enche o Algarve, alegre, feliz, gastador. São milhares e milhares, com centenas de viaturas audi, mercedes, toyotas, opel, rover etc etc. A marca não interessa, o que mais importa é serem topo de gama, altas cilindradas, faustosos, na ordem dos 30 mil euros e acima.



Toda esta gente é uma expressão clara de que o capitalismo está perdoado. Corrupção, ou quer quer que seja, nada interessam, quando a solidariedade vale zero, e, daqui, resulta a heroicidade dos que desejariam mudar este mundo, para acudir aos 20 a 30% que são sobreexplorados, de acordo com a lei imoral basilar do capitalismo, em prol de 1% dos capitalistas e 9% dos seus testas de ferro, e que são apoiados por uma grande multidão de outros 50% de cidadãos, e, assim, o Mundo vai continuar a rodar, segundo a mesma regularidade. Mas apesar de toda inércia um dia terá de ser diferente.

Amanhã parto para o norte. Verei com olhos de ver, parte do norte -Porto e Peso da Régua.

andrade da silva


PS: Pelo Algarve também encontrei um amigo de Aljustrel, de outras andanças e amigo de um amigo comum o Chico Patrício. Também para o Algarve se vai de comboio e em automóveis modestos para casa de familiares. Um abraço para Aljustrel.

Ainda encontrei um meu camarada, com quem durante anos e anos sucessivos, fiz selecções na Escola de Sargentos o Exército ( ESE). E a propósito de camaradas de armas é com alegria que vejo o regresso da Cláudia à lista dos que acompanham este blogue, o que, o seu administrador cibernético parece que não gostava...coisas da cibernética.

Boas férias para os que as gozam e um grande abraço de solidariedade para os trabalham, sofrem e lutam em Portugal e no Mundo. AMO-VOS.






sábado, 7 de agosto de 2010

AO Capitão Andrade Silva

Por Mérito

Estavas vestido de Portugal
essa estranha gargalhada
que tem perfume de sal
e arde azul e doirada.

Marília Gonçalves

HÁ 35 ANOS - AGOSTO ERA QUENTE




Há 35 anos, o MFA, em Agosto, não estava de férias. O país não sei, nem dava para ver. Sei também que no Alentejo não era tempo de férias, nunca foi, nem a 1ª República lá chegou - mas sim de grandes convulsões - no Couço e em outras terras. Por toda esta memória é difícil de resistir à tentação, ou talvez mesmo ao dever, de falar destes tempos, durante este mês de Agosto


Mas como em 2010, apesar das dificuldades que atingem 20 a 25% da população, o resto ou está de férias ou a gozar nos intervalos do trabalho este tempo abrasador, e também como não fujo a esta matemática, e vou andar, por aí, de Sul a Norte por estes dias, adio falar sobre o que sei da reunião de Tancos e do inicio do processo do 25 de Novembro 75.


O texto já está manuscrito - mau hábito, mas que tem a vantagem que posso escrever em qualquer sitio e hora e com computador não - mas, logo, em Setembro contarei a parte mais importante do que sei.


andrade da silva

nem a sombra me segura




Afastei-me da muralha

onde a pedra cicatriza

a minha memória ausente

sei de árvores que partilham

o meu esquecimento verde

a afundar o azul, do oceano que as perde.



Mas sei o hoje preciso!

como laço, como elo

atravessa tempo, espaço

na solidão do apelo

ainda por desvendar.

A clareira aberta a custo

na intempérie dos dias

entre plátanos aéreos

e a sombra da maresia,

vem tornar a trepadeira

inútil na aparência

quando o horizonte alinha

o nosso olhar em paciência.



Fui andando no caminho

na ardência dos meus passos

sem saber até que dia

de encontros, futuros laços

teria que prosseguir.



Caiu-me o dia nos braços

com o sol a querer surgir.



Nenhuma pedra me prende

nem a sombra me segura

enquanto houver tanto verde

no fundo da água escura.



Marília Gonçalves

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CONTRA-CONTRAREVOLUÇÃO ALERTA N+13 ( PRÉ-FINAIS)



O MECANISMO E O(S) RELOJOEIRO(S)
" Não haverá desistência, conquanto alguns abandonem o barco ... os ratos ... e os dogmáticos, os dos breviários, não suportem dadas verdades, mas que fazer?...

Por muito que se berre contra os queridos lideres dos outros, o mecanismo de relojoeiro, made in salazarismo e na inquisição, como no absolutismo medieval, continuam vivos em Portugal e recomendam-se.

Atingida a liderança, o líder, das várias organizações, neste Portugal, que esqueceu Abril, procura, desde logo, cilindrar, através das várias metodologias disponíveis, a massa critica, e à sua volta medram as ervas daninhas dos eunucos e corifeus , mas isto , não é Portugal, é um meu pesadelo que me leva a sonhar que o país é um pântano, no que na Europa, não estará só, terá a muito boa companhia de Itália. Itália que prova a saciedade que a instabilidade governativa: se não provoca desenvolvimento, também não produz nenhuma catástrofe.

Assim, no Universo, parece haver um país excepcional, mesmo maravilhoso, em que se nomeiam os afilhados e outros incompetentes para os principais cargos da governação da coisa pública, desde que estejam disponíveis para seguirem o chefe nos seus caprichos, não levantarem ondas, e nunca dizerem que não têm meios para cumprirem a missão.

Os que se sujeitarem a este protocolo, terão a cobertura dos escalões hierárquicos superiores que os louvarão, e os manterão no cargo até que os zombies, que são a maioria dos cidadãos, se aborreçam, ou a cordata e servil Comunicação social comece a querer novos protagonistas. Até que tudo isto aconteça os países desaparecem, e os oportunistas, a piolheira, sobrevive a todas as crises e aos fins anunciados.

Nesta terra situada algures no cosmos de marcianos, piig's e coisas afins, nunca ninguém entendeu que a Invernos chuvosos seguem-se Verões intensos, e que nas florestas e terras abandonadas, estas, aos montes, em muitas zonas, um mato forte e exuberante vinga, e que é combustível de alta qualidade para dar cabo de todas as árvores, plantas e animais selvagens que teimam a viver, mas morrerão.

Esta terra desaparece e tarde demais alguns barafustam atribuindo culpas próxima a legislação cuja marca de água é a regressão, aos tempos da ignomínia. Só que nesta terra maravilhosa, situada num lugar improvável, com gente improvável, o País, não arde por causa de um factor desencadeante próximo, embora este exista, mas sim e, fundamentalmente, por uma incúria e incompetência de décadas e décadas que têm sido generosamente premiadas.

Neste panorama de um país a arder, inferno feito, os poderes locais e centrais são responsáveis e culpados, como o são os que devendo atempadamente denunciar a incúria que anunciava a tragédia, só aparecem muito encolerizados, quando nada mais resta que não seja esperar que o inverno chegue, para acabarem os incêndios, e surgirem as calamidades das tempestades.

Felizmente nada disto acontece em Portugal, o que, deve ser um milagre. Os deuses devem de estar loucos, para nos pouparem ao jugo de governos incompetentes e partidos parasitas e oportunistas.

Em Portugal, sim, logo em Março vigorosamente os Partidos alertaram para as medidas preventivas, o que, o governo depois de contar milhares de bombeiros, descansada e tranquilamente enfrenta entre elogios, risos e cumprimentos um verão calmo, sereno, com milhares de bombeiros a apagarem umas fogueiras.

Como podemos ser tão admiravelmente felizes? Que eu saiba só pode ser, por termos os frigoríficos cheios, muitos trapos chineses e os melhores governantes do Mundo, com uma oposição de esquerda esclarecida, oportuna que conhecendo os portugueses fala e age para uns largos milhões e não somente para os crentes, os já conquistados, e, por assim ser, a esquerda cresce vertiginosamente, enquanto o bloco central de interesses mingua a olhos vistos.

My god !- Como é bom imaginar e ver tudo pelo lado da antinomia.

No meu pesadelo, visionariamente, antevejo que, por este caminho o certo, certo, é que nos próximos 10, 20, 100 um milhão de anos continuaremos onde estamos, andando à roda, sempre à roda, dos mesmos dogmas.

É preciso cultivar a humildade para compreender que o outro pode ter razão e que um projecto alternativo não se faz pela critica casuística a opções que uma dada governação toma, mas sim, por um projecto global que quantifique e qualifique: qual a economia, a fiscalidade, o emprego, a saúde, a segurança, a educação, o consumo , o lazer, o tipo de propriedade, o desenvolvimento, a liberdade, a centralidade do individuo e sua compatibilização com o colectivo, qual a história que se defende e quais as referencias simbólicas e politicas Nacionais e Internacionais que se prosseguem, isto é, qual é o PROJECTO DE SOCIEDADE E DESENVOLVIMNTO.

Enfim... coisas!....


andrade da silva

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CONTRA-CONTRAREVOLUÇÃO ALERTA N+12 ( PRÉ-FINAIS)


JOVENS E IDOSOS, COMO OS TRATAMOS?


" aos jovens e idosos com muita amizade, dor, carinho, solidariedade e revolta"




Em Portugal a desumanidade contra os jovens e os idosos está a atingir limites indescritíveis e insuportáveis.


A propaganda da RTP1, apoiada no programa de prós e contras e numa jornalista de completa parcialidade, face aos poderes constituídos, mente e traça uma realidade artificial do que é a vida dos jovens licenciados. Naquele programa promovem-se meia dúzia de licenciados de sucesso, e são mesmo só meia dúzia, e o seu sucesso está de facto no seu mérito, no seu pouco número e em outros factores conjunturais , onde, a sorte e o azar desempenham um papel não negligenciável.


A realidade nacional é que não há mercado de emprego em quantidade e qualidade suficientes para a totalidade dos cursos que os jovens escolhem por opção, ou por imposição do sistema, e, seja qual for o curso, as vagas no mercado são menores que a procura.


Claro que neste quadro negro, o sistema, os donos das empresas, para não serem designados como os responsáveis, por este estado de coisas, por não criarem empregos, lançam contra os jovens as empresas de recursos humanos, para fazerem selecções que em muitos casos são verdadeiras jogos de sorte e azar, para eliminarem jovens talentosos do mercado de trabalho, responsabilizando-os por não conseguirem o acesso ao emprego.


É de salientar que muito dos técnicos de selecção são seres humanos e técnicos bem formados que compreendem que as sessões de selecção são também momentos privilegiados de crescimento pessoal e ajuda. Sei-o porque o fiz, e conheço outros que o fazem. Só que paralelamente a estes grandes profissionais há gente de má índole, pessoas imorais que desrespeitam os outros, e fazem selecções tecnicamente erradas, incompetentes. O sobredotado Alain de Botton ( filosofo, ensaísta, novelista e critico literário e de arte) num desses processos de selecção foi reconhecido, como pessoa mediana.


Conheço por experiência própria a desumanidade e mesmo atitude imoral de alguns psicólogos, e outros técnicos, senhores todo poderosos, de vários serviços, até de um que chefiei, em que eliminavam pessoas, com o fundamento de que por terem sido tratadores de cães tinham mais a mentalidade dos bichos que das pessoas. Decisão imoral, ofensiva e ilegal. O que será a mentalidade dos bichos, quem a conhece, ou alguma vez a definiu cientificamente?


Ao nível dos jovens é preciso sem nenhuma tibieza designar os culpados pelo seu infortúnio, desde logo: o estado por não promover um desenvolvimento estratégico e por não ter nenhum planeamento adequado das formações técnicas e superiores às necessidades do país, depois todos os empresários e,ainda, cumulativamente o estado, porque não geram nenhum mercado de trabalho.


Nesta grave e desumana situação, como podem esses senhores, responsáveis por este estado de coisas, como o são os srs Belmiros de Azevedo, banqueiros, Ernanis Lopes e outros, muitos outros, barafustarem contra o estado empregador. Mas se o estado não empregar tanta gente excelente, o que propõem esses senhores, donos de Portugal e, ou bem instalados na vida?


Obviamente, que são este modelo económico e a generalizada incompetência destes senhores, os responsáveis por este desgraçado estado de coisas e não os jovens.


Ainda recordo a minha juventude dos 25 anos, aquando do 25 de Abril, em que por ser jovem e pelos jovens, e pela dignidade ao longo de toda a vida lutei, e, agora, com nojo e revolta vejo toda esta gentalha a fazer o contrário do que devia, e, ainda, por cima a a mandarem máximas de um moralismo hipócrita, afirmando que todo o trabalho é digno, como sejam os pagos a 450 €/ mês, muito bem inferior aos aperitivos que esses senhores consomem nos seus faustosos jantares, e a anos- luz do prémio desse grande profissional Carlos Queiroz que, apesar de não cumprir os objectivos e mandar para a c. da mãe funcionários do estado, recebe um bónus de 700 mil euros. Bónus que representa no meu caso, com três licenciaturas de 5 anos cada, todas com a classificação de Bom e uma série de outros cursos profissionais, 350 meses de vencimento, ou 21 anos de trabalho. Boa!


Só me admira que esta cifra de jovens não entre na de risco da miséria, será por vergonha desta ignomínia, ou porque o INE e o governo contam com a almofada dos pais para segurarem e susterem os efeitos desta terrível, medonha, imoral, inaceitável situação?


Tudo isto está claramente dito com uma linguagem académica, que não pode ser direta, e não chega à conclusão politica, por Magda Nico, no Monde diplomátique de Julho 2010 ( recomendo vivamente que se tornem assinantes deste jornal por 40€ ano. Vale a pena. Considero um acto de cidadania essencial, para quem puder disponibilizar esta verba), sob o título: A massificação da precariedade juvenil".


Quanto aos idosos são as pensões de miséria e a cada vez maior falta de cuidados de saúde, o que, torna as suas vidas num tormento sem fim. É injusto, vil para quem deu o melhor que sabia e podia durante a sua vida para os outros e sobretudo para o estado e os capitalistas que os esquecem.


O capitalismo será sempre imoral, porque defende o interesse de poucos e explora quase todos, todavia dentro da sua intrínseca imoralidade, não pode ser criminoso, nem pode converter os seres humanos em coisas . Os capitalistas estão obrigados a respeitarem os direitos humanos que são uma sua produção.


Preocupado com a dignidade da pessoa humana do nascimento até à morte lá vou apresentando, de tertúlia em tertúlia, propostas, mas quando não as atiram pela borda fora, e aplaudem, mesmo neste caso, nada acontecerá, a não ser a sua ida para o caixote do lixo, muito embora de um modo politiqueiro e descoordenado algumas iniciativas que se tomam aqui e além, seja dos homens dos bares, ou dos bispos tragam algo da essência dessa proposta que em Setembro publicarei neste blogue, o que, já uma vez prometi, mas esperei que os motores deste blogue pudessem fazê-lo levantar deste voo tão próximo do solo, não o consegui, nem quem o lê, terá feito tudo o que podia, e eis-nos, onde sempre nos encontramos. Portugal é assim, a natureza é assim, quem não nasce com o dito cujo, voltado para a lua, só leva com tormenta pela frente.Nada de novo.



andrade da silva



PS:

Fiquei enternecido com a bondade humana, antes de ser manipulada pela maldade humana, manifestada num programa de TV, quando o apresentador pergunta a um rapazinho de 5, 6 anos - se a tua tia ganhar muito, muito dinheiro, estavam em jogo 5.000 euros, o que lhe pedes? Doce e maravilhosamente a criança respondeu um gelado. Fiquei maravilhado e penso que os seus pais são maravilhosas pessoas. As maravilhas do Mundo eram 7, também as humanas não devem ser muitas mais.


Hoje fica-se a saber que Passos Coelho depois do tiro nos dois pés, perde votos para o PS. O rotativismo quase-eterno a funcionar. A esquerda ainda não entendeu que enquanto o PS e o PSD, penhorando os anéis mantiverem os frigoríficos cheios, dinheiro emprestado para a prestação do carro, da casa e para o lixo-luxo chinês e muitos euros para a manicura, o brandy e outros consumos tais, o rotativismo mantém-se. O que deve fazer a esquerda demonstrar que a seguir vão os dedos e que a factura vai ser paga pelos filhos e netos dos concidadãos actuais, com 30 - 40 anos, e pelos idosos doentes.