
terça-feira, 17 de agosto de 2010
DESTAS COISAS!?...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010
VIM DO SUL, A CAMINHO DO NORTE.

Há um outro país que enche o Algarve, alegre, feliz, gastador. São milhares e milhares, com centenas de viaturas audi, mercedes, toyotas, opel, rover etc etc. A marca não interessa, o que mais importa é serem topo de gama, altas cilindradas, faustosos, na ordem dos 30 mil euros e acima.
Toda esta gente é uma expressão clara de que o capitalismo está perdoado. Corrupção, ou quer quer que seja, nada interessam, quando a solidariedade vale zero, e, daqui, resulta a heroicidade dos que desejariam mudar este mundo, para acudir aos 20 a 30% que são sobreexplorados, de acordo com a lei imoral basilar do capitalismo, em prol de 1% dos capitalistas e 9% dos seus testas de ferro, e que são apoiados por uma grande multidão de outros 50% de cidadãos, e, assim, o Mundo vai continuar a rodar, segundo a mesma regularidade. Mas apesar de toda inércia um dia terá de ser diferente.
sábado, 7 de agosto de 2010
AO Capitão Andrade Silva
Por Méritoessa estranha gargalhada
que tem perfume de sal
e arde azul e doirada.
HÁ 35 ANOS - AGOSTO ERA QUENTE

nem a sombra me segura

onde a pedra cicatriza
a minha memória ausente
sei de árvores que partilham
o meu esquecimento verde
a afundar o azul, do oceano que as perde.
Mas sei o hoje preciso!
como laço, como elo
atravessa tempo, espaço
na solidão do apelo
ainda por desvendar.
A clareira aberta a custo
na intempérie dos dias
entre plátanos aéreos
e a sombra da maresia,
vem tornar a trepadeira
inútil na aparência
quando o horizonte alinha
o nosso olhar em paciência.
Fui andando no caminho
na ardência dos meus passos
sem saber até que dia
de encontros, futuros laços
teria que prosseguir.
Caiu-me o dia nos braços
com o sol a querer surgir.
Nenhuma pedra me prende
nem a sombra me segura
enquanto houver tanto verde
no fundo da água escura.
Marília Gonçalves
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
CONTRA-CONTRAREVOLUÇÃO ALERTA N+13 ( PRÉ-FINAIS)

Por muito que se berre contra os queridos lideres dos outros, o mecanismo de relojoeiro, made in salazarismo e na inquisição, como no absolutismo medieval, continuam vivos em Portugal e recomendam-se.
Atingida a liderança, o líder, das várias organizações, neste Portugal, que esqueceu Abril, procura, desde logo, cilindrar, através das várias metodologias disponíveis, a massa critica, e à sua volta medram as ervas daninhas dos eunucos e corifeus , mas isto , não é Portugal, é um meu pesadelo que me leva a sonhar que o país é um pântano, no que na Europa, não estará só, terá a muito boa companhia de Itália. Itália que prova a saciedade que a instabilidade governativa: se não provoca desenvolvimento, também não produz nenhuma catástrofe.
Assim, no Universo, parece haver um país excepcional, mesmo maravilhoso, em que se nomeiam os afilhados e outros incompetentes para os principais cargos da governação da coisa pública, desde que estejam disponíveis para seguirem o chefe nos seus caprichos, não levantarem ondas, e nunca dizerem que não têm meios para cumprirem a missão.
Os que se sujeitarem a este protocolo, terão a cobertura dos escalões hierárquicos superiores que os louvarão, e os manterão no cargo até que os zombies, que são a maioria dos cidadãos, se aborreçam, ou a cordata e servil Comunicação social comece a querer novos protagonistas. Até que tudo isto aconteça os países desaparecem, e os oportunistas, a piolheira, sobrevive a todas as crises e aos fins anunciados.
Nesta terra situada algures no cosmos de marcianos, piig's e coisas afins, nunca ninguém entendeu que a Invernos chuvosos seguem-se Verões intensos, e que nas florestas e terras abandonadas, estas, aos montes, em muitas zonas, um mato forte e exuberante vinga, e que é combustível de alta qualidade para dar cabo de todas as árvores, plantas e animais selvagens que teimam a viver, mas morrerão.
Esta terra desaparece e tarde demais alguns barafustam atribuindo culpas próxima a legislação cuja marca de água é a regressão, aos tempos da ignomínia. Só que nesta terra maravilhosa, situada num lugar improvável, com gente improvável, o País, não arde por causa de um factor desencadeante próximo, embora este exista, mas sim e, fundamentalmente, por uma incúria e incompetência de décadas e décadas que têm sido generosamente premiadas.
Neste panorama de um país a arder, inferno feito, os poderes locais e centrais são responsáveis e culpados, como o são os que devendo atempadamente denunciar a incúria que anunciava a tragédia, só aparecem muito encolerizados, quando nada mais resta que não seja esperar que o inverno chegue, para acabarem os incêndios, e surgirem as calamidades das tempestades.
Felizmente nada disto acontece em Portugal, o que, deve ser um milagre. Os deuses devem de estar loucos, para nos pouparem ao jugo de governos incompetentes e partidos parasitas e oportunistas.
Em Portugal, sim, logo em Março vigorosamente os Partidos alertaram para as medidas preventivas, o que, o governo depois de contar milhares de bombeiros, descansada e tranquilamente enfrenta entre elogios, risos e cumprimentos um verão calmo, sereno, com milhares de bombeiros a apagarem umas fogueiras.
Como podemos ser tão admiravelmente felizes? Que eu saiba só pode ser, por termos os frigoríficos cheios, muitos trapos chineses e os melhores governantes do Mundo, com uma oposição de esquerda esclarecida, oportuna que conhecendo os portugueses fala e age para uns largos milhões e não somente para os crentes, os já conquistados, e, por assim ser, a esquerda cresce vertiginosamente, enquanto o bloco central de interesses mingua a olhos vistos.
My god !- Como é bom imaginar e ver tudo pelo lado da antinomia.
No meu pesadelo, visionariamente, antevejo que, por este caminho o certo, certo, é que nos próximos 10, 20, 100 um milhão de anos continuaremos onde estamos, andando à roda, sempre à roda, dos mesmos dogmas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
CONTRA-CONTRAREVOLUÇÃO ALERTA N+12 ( PRÉ-FINAIS)
