sábado, 9 de novembro de 2013

MÃE PARTISTE HÁ 3 ANOS.




Foi naquele Verão de S. Martinho. No teu velório ouviu-se a música da tua e da nossa festa de outro tempos -o nosso S. Martinho.


O verão veio de novo, e junto ao teu cemitério, lindo, por sinal, cheio de flores como adoravas, haverá  de novo a nossa festa. Vais gostar.

A Fátima colocou-te as nossas flores e ás 19 vai falar de ti ao vosso Deus, na Igreja da Nazaré. Falo de ti ao cosmos, onde resides como uma MULHER-MÃE e AVÓ.

Estás no cosmos  entre nós, e  é o que mais importa.

Um beijo de todos nós.

 Até sempre!

Nós

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CARTA AO GRÃO-CAPITÃO - POVO PLEBEU DE PORTUGAL.



Gente da minha gente, gente da Liberdade.

Reflictam um pouco. O mais profundo narcisismo e totalitarismo está em negar ouvir e considerar o que o outro diz, esta recusa arrogante, assumida em termos do eu individual, ou pior, de um eu que é um tudo colectivo não é humildade nenhuma, mas é um exacerbamento infinitamente grande do mais doentio e patológico narcisismo e soberba, como o estuda a psicopatologia.

Apesar de tudo e já quase exausto digo uma vez mais, outra vez ainda que:

A Grande estratégia é uma resposta politica, social e moral VAH (VIVER ABRIL HOJE>CONSTRUIR O Futuro, para mudar profundamente Portugal e a Europa na defesa e aprofundamento da Democracia representativa e participativa; na defesa e aprofundamento da dignidade humana; na defesa e aprofundamento do desenvolvimento sustentado económica, social e ecologicamente, como ousamos pensar, embora pareça que a amnésia para esta grande e gloriosa vitória do pensamento e da alma de Abril seja a nota  mais dominante.

Para alembrar  recordo, também o fazemos aos defuntos, mas esta grande estratégia, ainda, será um dia vista, perante as pequenas e retóricas estratégicas, como a que seria necessária nesta encruzilhada.

 A unidade estratégica não se faz dizendo eis aqui o caminho- vamos por aqui, sigam-no, sobretudo, quando se tratam de velhas estratégias. Como o grande poeta José Régio recorda há outro, milhões de portugueses , 5 milhões que dizem: só sei que não vou por aí, porquê?

A grande estratégia não é pegar em pequenas estratégias que nos têm conduzido a este presente- passado e levar ainda mais gente para este presente-passado.

 A grande estratégia será um VAH que conduza Portugal e a Europa para um Presente-Futuro.

 Estas palavras serão caladas neste presente-passado, como o foram nas tertúlias anti-fascistas e no PREC, neste, com o resultado evidente de que a chamada esquerda do MFA, reunir,reunia-se, com um coordenador que só sabia fazer pontos de situação, sem nenhuma visão estratégica, sem nenhuma estratégia e, por isto, enquanto, o geopolítico Mário Soares no 25 de Novembro 75 tinha um triângulo politico consistente formado  por Kissinger/ Carlucci; Alemanha e ele, e um Exército: Vasco Lourenço/ Eanes e o Vice-CEME que distribuiu armas ao PS, através de Edmundo Pedro,  os outros, por completa falta de estratégia, tinham como comandante das tropas um otolo, (contracção de oh-tolo! )  sem nenhum comando alternativo e muito menos revolucionário, e como medida de resistência ficar em casa debaixo da cama, era um bom destino/ intestino, e, então, como sempre também havia retórica, canções e pequenas estratégias, que têm sobrevivido

Resumindo e concluindo nada de novo, as pequenas estratégias, o mesmo modo de fazer as coisas, mantêm-se, insiste-se nos mesmos procedimentos e os resultados são os mesmos. Por exemplo, porque se faz na função publica uma greve pura e simples, sem olhar a  quem é quem, porque se não recorre aos conhecimentos do tailorismo e se junta à greve uma manifestação de indignação e raiva, com sinais expressos disso e uma quebra na produtividade significativa, e, assim, cai o argumento de que não se fez greve por causa do dia de vencimento que se perde etc. etc?

Todavia, isto ultrapassa a estratégia dos velhos sindicatos, logo, como pensam sempre do mesmo modo, fazem as coisas do mesmo modo, com o reconhecimento público, embora cínico, de Morais Sarmento. Mas porque não ousam inovar? 

E também  porque o VAH é uma proposta de inovação para uma grande estratégia com o objectivo  da constituição de um projecto Nacional para 6 milhões de vitimas, com uma liderança nacional com mulheres e homens humanos reais e concretos, sublinho estas condições, que amam os outros humanos concretos e não as  suas metamorfoses ficcionadas, honestos, competentes, inteligentes e sábios irá para o cesto do lixo, como uma utopia anti-qualquer coisa, ou uma mera asneirada, qualquer coisa.

 Tornamo-nos nisto, e faz pena, porque tão grandes capitães- generais tivemos nas rotas dos descobrimentos, e em 1383, em 1640, em 5 de Outubro de 1910, em 25 de Abril 1974, e  fomos grandes com aquela gente. Espantosamente todos têm em comum uma grande característica não eram burocratas, mas  ínclitas  gerações,  e é uma ínclita geração que o VAH procura.  É estratégico.

Que se erga um novo e grandiloquente conceito geopolítico para estes tempos e que a musa antiga descanse, porque lhe faz falta alguma nova força para ousar caminhos novos, também já Raimond Aron anunciava, como sociólogo, o desemprego intelectual de hoje, a Idade Média dos ranchos de intelectuais desempregados, disse-o, nos anos 50; já Barrington More Júnior, por essa altura, denunciava o pensamento único de hoje. Eram sábios, não eram estrategas e tiveram razão, mas eles somente produziram conhecimento fundamental, não eram gente da acção. Todavia, o que faz falta, é fazer a osmose entre conhecimento fundamental, sábio e humanista e  a acção libertadora

abraços

andrade da silva


05 - POEMÁRIO * Interrogação



Dize-me, petiz,
em segredo ouvido,
por que te sorris
assim divertido?

E que rouxinol
tens tu na garganta,
que as noites encanta
e inunda de sol?

Que certeza mora
nos teus olhos puros
de luz madrugada?

Ou tu és a aurora
rasgando futuros
na noite fechada?


José-Augusto de Carvalho
In Vivo e desnudo
Editorial Escritor
Lisboa,1996

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

02 - O ESTADO DA NAÇÃO * Há um barco rumando a nenhures!



Estive a reler o período da nossa História definido como Regeneração. Como todos sabemos, e também assim no-lo confirma Houaiss, no seu Dicionário da Língua Portuguesa, regenerar significa efectuar nova organização em, reorganizar, etc.

Agora, não valerá a pena deter-me no que li, mas, tão-só, deter-me na palavra regeneração, no seu significado e no modo como se perfila e me exige que a pondere nestes nossos tempos de hoje.

Com o decorrer dos tempos, com as sempre nefastas intromissões da rotina, com as influências dos incautos ou impreparados, etc., as degenerescências instalam-se, gradualmente. E é isto que reclama a regeneração.

É saudável parar para avaliar cada troço do caminho percorrido. Fazer, afinal, aquilo que os mareantes designam por correcção da rota.

Os condutores da marcha, aqueles a quem incumbe determinar as escolhas do caminho adequado, são os mesmos de quem Fernando Pessoa nos fala no seu poema O Mostrengo quando coloca na boca do piloto da nau estas palavras decisivas: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer o mar que é teu...»

Confiar nos condutores da marcha significa uma delegação de um poder e não uma sujeição. O condutor de uma marcha não é uma autoridade arbitrária sobre os demais, é uma capacidade, capacidade que deve ser avaliada a todo o momento. Sabemos que errar é humano; e também sabemos ser humana a decisão de corrigir esse erro. Se bem que também seja humano, insistir no erro é atitude pouco inteligente e sempre prejudicial. Daqui se extrai a meridiana conclusão de ter de ser substituído quem não cumpre a tarefa que lhe foi confiada. E quando o erro não é corrigido ou quando o condutor da marcha não é substituído devido à sua inépcia, aqueles que abandonam um barco sem rota ou à deriva fazem-no porque não têm poder para alterar a situação, restando-lhes assumir a sua indisponibilidade de continuar a caminhar para nenhures.

Que trágico é olharmos um barco navegando rumo a nenhures!



José-Augusto de Carvalho
28 de Outubro de 2013.
Viana*Évora*Portugal

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

FASCISMO FANTÁSTICO





Muitos não escrevem nada; muitos não dizem nada, calados que nem mudos: muitos outros não aparecem em lado nenhum; e muitos outros ainda dizem se... todavia com ou sem esses "ses", muitos ficarão onde sempre estiveram em nenhures, nos hojes, amanhãs e pela eternidade adentro.



E estão bem no novo fascismo fantástico, em que os escravos já nem são alimentados pelos seus senhores, e se resistirem ao trabalho escravo por um ano sem comerem, serão feitos deuses, e, então, jamais precisarão de comer - O PORTUGAL DO FASCISMO FANTÁSTICO: ser escravo, trabalhar sem comer, provisoriamente, por um ano, e no futuro OGE, logo se verá, se alguém sobreviveu.

Dix: Nuno Crato, o iluminado mago destas letais e totalitárias fantasias que nunca se praticaram ou praticam nos assombrosos países asiáticos ou africanos das ditaduras sanguinárias que matam milhares, mesmo milhões, Ruanda etc, mas nunca toda a população, ou o 6.000.000 de portugueses do partido estado, considerados excedentários, por outros magos deste universo do fascismo fantástico  como Medina Carreira.

andrade da silva

terça-feira, 5 de novembro de 2013

04 - A MEMÓRIA DOS HOMENS * O remorso de Tomé


O avisado e incrédulo Tomé sabia que a sua terra vivia tempos difíceis. A nostalgia da promessa do pão repartido ameaçava desvanecer-se como uma miragem? A velha Estrada de Damasco perdera também o fascínio de outras eras? Sem memória nem alento, o tempo parara? As legiões estrangeiras impunham a Lei estrangeira. Os vendilhões reverenciavam os opressores e comiam sofregamente as migalhas da mesa da abastança paga pelos impostos que esmagavam o povo sob a divisa trágica: A César o que é de César! Numa ironia obscena, era de César o dinheiro do povo subjugado à Lei opressiva e estrangeira…

Ah, mas os velhos falavam da utopia, segurando nas mãos trémulas os cajados que iam amparando o que restava do alento de outros tempos.

Os meninos já não jogavam ao berlinde nem ao pião; as meninas já não jogavam as sete pedrinhas nem cantavam de roda o jardim da celeste; os adolescentes já não disputavam o espaço com os seus papagaios de papel; as adolescentes já não olhavam para a sombra nem sonhavam ruborizadas com os enleios da puberdade. Já não! Agora, desgraçadamente, os novos absorviam valores estranhos, que os envileciam e descaracterizavam; valores que mais e mais provocavam a sua dependência e a sua pobreza.

Da mesa da abastança estrangeira continuavam caindo as migalhas caritativas. Quem dá aos pobres, empresta a Deus! E assim persistiam, num desafio, os reverenciados esmoleres e os seus indispensáveis mendigos. A caridadezinha dos poderosos impunha-se e esmagava os direitos de um povo!

Por oposição à utopia dos velhos, os novos, formatados pela opressão alienante, acreditavam ter descoberto que as estradas eram só estradas e recusavam-lhes o fascínio do simbolismo duma direcção.

E o mar, ah, o mar!, era apenas o ócio da praia ensolarada e os mergulhos nas ondas que vinham desmaiar docemente no areal. O mar já não era mais a largada nem o regresso! O mar já não era mais o ponto de partida e o ponto de chegada!

E os campos, ah os campos!, eram a faina ultrapassada das searas de pão; eram a labuta ultrapassada das hortas donde vinham as couves e as batatas, as alfaces e o feijão, os espinafres e o grão de bico; eram os perdidos pomares, sempre melindrosos, donde vinham os frutos maduros, suculentos e doces; eram as vinhas imensas dourando ao sol no milagre do vinho a haver; eram os hoje cada vez mais raros animais mansos e os animais bravios numa partilha nem sempre harmoniosa do espaço; eram, afinal, o pão suado e honesto da ceia que a Lei estrangeira e os vendilhões haviam tornado impossível.

Os velhos interrogavam-se: como chegámos aqui? Onde errámos na preparação dos nossos filhos e, por eles e com eles, a construção dos Tempos? Que força impõe um templo de fariseus e de cambistas? Para quando um novo chicote expulsando de vez os vendilhões do Templo da Pátria?

Exausto, o velho Tomé, meneando cabeça, dizia de si para si: de que me serviu ser avisado? De que me serviu ser incrédulo? O meu remorso será sempre não ter deixado a mensagem fundamental: Quem não luta, perde sempre!



José-Augusto de Carvalho
5 de Novembro de 2013.
Viana*Évora*Portugal

sábado, 2 de novembro de 2013

O DINHEIRO DA CORRUPÇÃO JÁ SE EVAPOROU?



FALSO! Existe algum, ainda; amanhã será menos, até ao zero.

Mas ainda existe  em depósitos, casas, carros, jóias, garrafas de álcool nas casas de alterne etc. etc.

  Não está  nos cofres do Estado, mas nas mãos dos gatunos  Os bens estão nos nomes dos, das amantes, filhos, primos, na Suiça etc.

 Obviamente, que existindo a lista dos suspeitos que dizem ser  cerca de 10 mil na área das obras públicas e urbanismo entre autarcas, gerentes de bancos,agentes do imobiliário, se houvesse uma justiça à altura da situação recuperava- se bastante capital, através do arrolamento de bens, e há muito dinheiro vivo por aí, os milhões e milhões de dividendos do BPN, BPP.

 Os gatunos  não escapavam: ou dinheiro; ou prisão por 25 anos, sem liberdade condicional. Esta medida de higiene  dava um resultadão, mas não com esta gente a desgovernar o país.

 Era preciso uma Revolução Moral e politica, simplesmente, simplesmente, feita e liderada pelos mais ilustres e dignos portugueses,  mas também não é certo que existam 10 mulheres e homens inteligentes, justos e patriotas em Portugal, e ..... logo....


andrade da silva