sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

01 - LIBERDADE E CIDADANIA * Salvar vidas ou o capital?

Frei Betto
(Escritor e assessor de movimentos sociais)


Adital

O melhor Papai-Noel do mundo mereceram 523 instituições financeiras europeias quatro dias antes do Natal: 489 bilhões de euros (o equivalente a R$ 1,23 trilhão), emprestados pelo BCE (Banco Central Europeu) a juros de 1% ao ano!
Curiosa a lógica que rege o sistema capitalista: nunca há recursos para salvar vidas, erradicar a fome, reduzir a degradação ambiental, produzir medicamentos e distribuí-los gratuitamente. Em se tratando da saúde dos bancos, o dinheiro aparece num passe de mágica!
Há, contudo, um aspecto preocupante em tamanha generosidade: se tantas instituições financeiras entraram na fila do bolsa-BCE, é sinal de que não andam bem das pernas…
Quais os fundamentos dessa lógica que considera mais importante salvar o Mercado que vidas humanas? Um deles é este mito de nossa cultura: o sacrifício de Isaac por Abraão (Gênesis 22, 1-19).
No relato bíblico, Abraão deve provar a sua fé sacrificando a Javé seu único filho, Isaac. No exato momento em que, no alto da montanha, prepara a faca para matar o filho, o anjo intervém e impede Abraão de consumar o ato. A prova de fé fora dada pela disposição de matar. Em recompensa, Javé cobre Abraão de bênçãos e multiplica-lhe a descendência como as estrelas do céu e as areias do mar.
Essa leitura, pela ótica do poder, aponta a morte como caminho para a vida. Toda grande causa - como a fé em Javé - exige pequenos sacrifícios que acentuem a magnitude dos ideais abraçados. Assim, a morte provocada, fruto do desinteresse do Mercado por vidas humanas, passa a integrar a lógica do poder, como o sacrifício "necessário” do filho Isaac pelo pai Abraão, em obediência à vontade soberana de Deus.
Abraão era o intermediário entre o filho e Deus, assim como o FMI e o BCE fazem a ponte entre os bancos e os ideais de prosperidade capitalista dos governos europeus - que, para escapar da crise, devem promover sacrifícios.
Essa mesma lógica informa o inconsciente do patrão que sonega o salário de seus empregados sob pretexto de capitalizar e multiplicar a prosperidade geral, e criar mais empregos. Também leva o governo a acusar as greves de responsáveis pelo caos econômico, mesmo sabendo que resultam dos baixos salários pagos aos que tanto trabalham sem ao menos a recompensa de uma vida digna.
O deus da razão do Mercado merece, como prova de fidelidade, o sacrifício de todo um povo. Todos os ideais estão prenhes de promessas de vida: a prosperidade dos bancos credores, a capitalização das empresas ou o ajuste fiscal do governo. Salva-se o abstrato em detrimento do concreto, a vida humana.
O espantoso dessa lógica é admitir, como mediação, a morte anunciada. Mata-se cruelmente através do corte de subsídios a programas sociais; da desregulamentação das relações trabalhistas; do incentivo ao desemprego; dos ajustes fiscais draconianos; da recusa de conceder aos aposentados a qualidade de uma velhice decente.
A lógica cotidiana do assassinato é sutil e esmerada. Aqueles que têm admitem como natural a despossessão dos que não têm. Qualquer ameaça à lógica cumulativa do sistema é uma ofensa ao deus da liberdade ocidental ou da livre iniciativa. Exige-se o sacrifício como prova de fidelidade. Não importa que Isaac seja filho único. Abraão deve provar sua fidelidade a Javé. E não há maior prova do que a disposição de matar a vida mais querida.
A lógica da vida encara o relato bíblico pelos olhos de Isaac. Este não sabia que seria assassinado, tanto que indagou ao pai onde se encontrava o cordeiro destinado ao sacrifício. Abraão cumpriu todas as condições para matar o filho. Subjugou-o, amarrou-o, colocou-o sobre a lenha preparada para a fogueira e empunhou a faca para degolá-lo.
No entanto, inspirado pelo anjo, Abraão recuou. Não aceitou a lógica da morte. Subverteu o preceito que obrigava os pais a sacrificarem seus primogênitos. Rejeitou as razões do poder. À lei que exigia a morte, Abraão respondeu com a vida e pôs em risco a sua própria, o que o forçou a mudar de território.
Se não mudarmos de território – sobretudo no modo de encarar a realidade -, como Abraão, continuaremos a prestar culto e adoração a Mamom. Continuaremos empenhados em salvar o capital, não vidas, e muito menos a saúde do planeta.


 
 
[Frei Betto é escritor, autor de "Sinfonia Universal – a cosmovisão de Teilhard de Chardin” (Vozes), entre outros livros.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

QUASE- MANIFESTO: RE – NASCER!



                                                         ( nova publicação da parte referente aos idosos)

   “ Nota I,  30 Janeiro 2012:
Desde 2008 que ando a falar, a quem me  ouve, poucos - coisas - das necessidades  especificas para cada ciclo de vida, nomeadamente dos idosos.
 Aquando do nascimento e morte do Movimento Nova Esquerda redigi um parágrafo sobre os idosos, e se esse movimento não tivesse morrido tão precocemente, teria apresentado uma moção de estratégia sobre as necessidades dos cidadãos, num quadro dos ciclos de vida.
Retomei este assunto, através do lançamento da ideia de se criarem redes de apoio social de proximidade, num conceito muito simples 10, 15 pessoas de uma dada localidade reúnem-se e estudam um método de ajudar alguém da vizinhança que esteja em situação de necessidade alimentar, e, ou médica, e ou  psicológica ( solidão),  porém,   esta ideia  foi combatida por muitos, por  mero preconceito ideológico , e por  se desenquadrar de um certo modo de ser solidário a uma dada esquerda –um verdadeiro  e inumano disparate. Felizmente,para alguns perdidos há muita gente a praticar estes muito nobres actos de solidariedade.
Todavia, as solidariedades cruzadas existentes no terreno  não têm conseguido evitar a morte dos idosos, a fome de muito outros e o suicídio de alguns desesperados.

Como a psicologia estuda o desespero pode levar a comportamentos hetero- destrutivos, como a fazer revoltas, mas também a auto-destrutivo –o suicídio.
É pena que os jogos de intrigas  e de pura desumanidade não tenham permitido  ouvir  muitos outros apelos e este. É mesmo  trágico e mais grave, porque estas pessoas, como os liberais, acreditam piamente, alienadamente, numa mentira.
Como todos os que querem um Mundo justo, luto e lutarei contra o crime que se abate sobre o pobre, e esse chama-se o totalitarismo dos ricos e poderosos, mas luto e lutarei contra toda a supressão da liberdade que torne todos num  bando de desgraçados, objectos feitos às mãos de ditadores e burocratas, por exemplo, o fascismo mitigado, travestido, no seio das contradições da democracia e do humanismo está a desbravar caminho
Como dizia, neste quase manifesto, é preciso mudar de paradigma político, para um que ainda não existiu, e que defenda a democracia com democracia, a Dignidade humana do nascimento até à morte e o desenvolvimento económico nas suas vertentes:  social, civilizacional - a liberdade, a tolerância, o amor, a moralidade e o respeito pelo real concreto e não por um qualquer pensamento  esotérico, ou abstracto-formal ou mitológico.
Sei qual o meu caminho - o amor a PORTUGAL E AOS PORTUGUESES. Sei quem são os inimigos - todos os que não respeitam o homem concreto seja ele:  operário, intelectual, idoso, doente ou empresário justo e empreendedor.
Infelizmente,  também sei que as lágrimas dos crocodilos, o ódio ao homem concreto, convencem mais concidadãos que a verdade pura e nua, o discurso directo, e eis a razão porque em Portugal nunca  houve uma comunidade universal de cidadãos livres.”
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                            Texto do QUASE-MANIFESTO

PELA DIGNIFICAÇÃO DA DEMOCRACIA, O DESENVOLVIMENTO E A DIGNIDADE
 Nota: Esta proposta emerge do núcleo essencial da pessoa HUMANA -  A DIGNIDADE -que deve ser construída por todos, muito para além de todos os condicionamentos temporais, espaciais, rácicos, ou outros de qualquer natureza,  só exclui o pensamento inumano e os seus cavaleiros do Apocalipse
 DEFENDO UMA POLÍTICA DO CURSO DA VIDA, PARA O DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA DO NASCIMENTO ATÉ À MORTE- UMA POLÍTICA PARA O MILÉNIO DA PAZ E DA LIBERDADE.
………
Numa perspectiva estratégica o Estado deve lançar um novo sector de actividades multidisciplinares para os cuidados de saúde e actividades de ocupação dos tempos livres dos idosos.


VI - APOSENTAÇÃO E VELHICE:

Este período da vida está completamente esquecido por toda a humanidade e governos, apesar dos países ocidentais serem cada vez mais países de idosos, estes, têm sido escondidos, e nem sequer foram, ou são objecto, ao nível das ciências de investigação médica, de adequado estudo.

Assim, aumentou-se a esperança de vida, mas descurou-se por completo a ocupação física, intelectual e recreativa dos idosos, e pouco se fez quanto à investigação das doenças degenerativas crónicas e incapacitantes quer físicas, quer sobretudo neurológicas, em que a doença de Alzheimer e outras tornam a vida dos idosos e dos seus familiares num verdadeiro inferno, face à quase inexistência de apoios institucionais condignos e, ou domiciliários, tornando os custos com os doentes idosos dependentes insuportáveis para a maioria das famílias na ordem de 1500 €/ mês, preços de 2010. Preços que serão superiores se na família não houver um parente com uma disponibilidade de quase 24h/dia.

Ora este abandono é desumano e indigno, pelo que deve ser combatido, criando-se redes de apoio domiciliário aos idosos, de turismo sénior, lares, centros dia, e ainda aumentando a rede de cuidados paliativos, médica, psicológica e de enfermagem a estes cidadãos, como aumentando significativamente as taxas de comparticipação nos remédios de tão elevado preço, como são os da Alzheimer.

Considerando, ainda, toda a desorganização do sistema de reformas e da segurança social do fascismo deve ser garantido aos idosos que trabalharam nesse período uma pensão de reforma igual ao salário mínimo de uma forma generalizada, desde que na família nenhum descendente directo aufira mais que 4 ordenados mínimos, cerca de 2000 €, limite definido por alguns economistas corno o limiar da pobreza para um agregado familiar de 3, 4 pessoas.


VII -
FONTE DE SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA DESTA
POLÍTICA


Esta politica é nacional, universal e pode corresponder ao mais elevado desenvolvimento da sabedoria, e do humanismo a que um humano e uma sociedade podem aceder, e a todos deve mobilizar: estado, câmaras, empresas, organizações sociais, recreativas, profissionais e aos cidadãos em geral.

Considerando a virtude Universal do amor e da sensibilidade como os pilares fundadores da natureza humana vislumbra-se que estas políticas, teriam corno financiamento para além do 0GE, o realizado através de um FUNDO DA CIDADANIA SOLIDÁRIA PARA O DESENVOLVIMENTO
E MANUTENÇÃO DA DIGNIDADE DA VIDA DO NASCIMENTO À MORTE., com as seguintes fontes de receita:
…….

Contribuintes voluntários todos os particulares que quiserem disponibilizar parte do seu rendimento, vencimento ou do reembolso do seu IRS, que terá a respectiva dedução no IRS. Seria feita uma intensa campanha junto das pessoas e dos sindicatos para a compreensão desta medida.
……….
Ainda construirão receitas do fundo as contribuições dos jogos da santa casa da misericórdia, em percentagem a negociar, doações e verbas das câmaras municipais que comparticipam obrigatoriamente com % do seu orçamento.
Nos concursos públicos das empresas, em igualdade de circunstâncias técnicas será um critério preferencial de selecção o contribuir com maior verba para este fundo; nos apoios a conceder aos cidadãos em igualdade de circunstâncias terão preferência os que contribuem para o fundo, através de doações de parte do seu vencimento, critério que só será considerado para os que auferem rendimentos ou vencimentos superiores a 3 salários mínimos

0 Fundo será constituído por um sindicato de bancos liderado pela CGD e gerido por um representante da Segurança social, associação de municípios, provedoria de justiça, um representante de cada central sindical, um representante da comissão de liberdades e garantias da Assembleia da Republica, um representante da CIP e um representante da instituição santa Casa da Misericórdia. A supervisão da actividade deste fundo cabe a Comissão de Economia da Assembleia da República.

PARA QUE CONSTE FICA MAIS UMA VEZ   DITO.
Andrade da silva 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

IDOSO PERDIDO! CONSCIÊNCIA CIDADÃ AUSENTE.


" Compreendo que algumas más consciências, e outros muito puros e angélicos, altruístas incondicionais - a estes saúdo-os-, achem as minhas palavras duras, truculentas até, até mesmo, como sou Madeirense, um outro Jardim de outras cores,ou não. Todavia o que me leva a falar assim, não nasce do que povoa a minha alma e coração, porque creio povoadas pelo belo, a música, a harmonia, mas sim o que me obriga a estas palavras é a crueldade do real que me entra pelos olhos adentro e me rouba a capacidade de desfrutar a beleza do baile das estrelas nos céus".


A minha querida mãe, perdida na  confusão do Alzhmeir, e depois, durante sete meses no seu estado de coma profundo, nunca esteve só, porque à sua cabeceira esteve sempre a minha irmã Fátima; um suporte do SNS/ Madeira inestimável e de outro serviço particular  com profissionais humanos, o que,  também  correspondeu a uma despesa mensal superior a mil euros.

Quem não  tem mais de mil /euros mês, ou não tenha a disponibilidade  de tempo e psicológica para tão dura experiência, tem de deixar os seus idosos algures .

No caso da minha mãe, uma idosa de 89 anos, tinha um lugar perdido entre muitos outros idosos perdidos, num andar do Hospital dos Marmeleiros, Monte/Funchal, onde, há décadas foi feliz por ter dado  à luz aos seus filhos, mas neste transe final da sua vida aquele hospital seria uma pré morgue.

Para além da minha mãe idosa,  também  recordo aquele velho que segue à minha frente e procura comer no caixote do lixo, e que lhe dou algo para o saciar e que está perdido, neste Mundo de traços, discursos e berraria, mas berra quem tem pulmões.

Recordo este abandono dos idosos numa das últimas manifestações da Inter, na do seu aniversário, indo  eu num sector de idosos  aquelas vozes dos speakers só falavam de trabalho, salários e emprego, o que, me descontentou, e me levou a dirigir-me ao heróico gritador a pedir-lhe que gritasse contra   as pensões de miséria. 

Falei-lhe várias vezes,  e nada aconteceu, mas sabendo quanto são heróis estes lutadores quando estão com as costas quentes, antes que lhe tirasse das mãos o micro, e fosse  chamado de fascista reaccionário, indignado, mas não heroicamente,  saltei dali, e desta revolta fui dando conhecimento a quem ia encontrando. Disseram-me que devia comunicar à Inter, mas como já antes fiz e a resposta que obtive foi a soberba de um silêncio, nada disse.

Outras centenas de idosos sós, no fim da linha estão condenados à morte por solidão, fome etc., mesmo nas zonas onde o serviço ambulatório do SNS chega, mas o que chega são os cuidados de enfermagem e médicos e não os de higiene, e os alimentares, como tantas vezes já o disse, por conhecimento desta realidade,  através de quem trabalha neste sector do SNS.

Ainda centenas de idosos sós, no fim da linha, também estão condenados à morte e ao sofrimento, porque se tem investido pouco nas doenças das idades mais avançadas: Alzheimer, Parkinson e  cancro ( em cada 3 europeus, um vai ter cancro, ao longo da sua vida). Felizmente parece que agora despontam novas linhas de tratamento, uma já conhecemos,  a da Fundação Champalimaud, mas parece que vai ficar fora do SNS.

Todavia, por estes  idosos que não têm quem lhes dê nenhum apoio, não se levanta nenhum movimento forte de Indignados, até os partidos e as centrais sindicais ficaram gagas com os cortes nas pensões, nenhuma voz com força se levantou contra esta injustiça.

Aquando do movimento dos jovens indignados, conhecendo os duros sacrifícios da juventude, porque sou pai, apelei para que não esquecessem esta condenação à morte dos Idosos. Creio que os esqueceram, não considero um acto justo.

Contudo, o que mais me espantou foi ver Marias da Fonte, já com meia idade, dialogarem com o M12 e não levantarem a necessidade da luta intergeracional, nomeadamente a favor  dos idosos. 

Julgo  que estas Marias da Fonte esquecem os idosos, para parecerem aos jovens, como gente ainda fresca, mas mais não são que uma fraude.

 Dou o meu apoio aos jovens, a eles cabe operarem as mudanças, mas na sua agenda de lutas e aspirações têm de incluir os seus pais, avós e bisavós. A vida de todos é para ser vivida do nascimento até à morte com dignidade, como também já publiquei neste blogue um quase- manifesto, feito em 2009.

Porém, quando morrem alguns de fome e abandono as lágrimas de crocodilo correm, contudo estas situações só poderão ser superadas com outras politicas, mas também com as redes de apoio social de vizinhança, de que tanto tenho falado, e até fui riscado da lista de amigos de alguns pseudo-revolucionários, para quem a solidariedade é um crime contra o Futuro.

Seja como for, porque há falta de solidariedade e de relações de vizinhança nas cidades, acaba de morrer na zona de Benfica uma idosa por uma doença de coração, e a sua irmã acamada por fome, com a irmã morta ao lado, e neste caso, como em muitos outros, matou-as o desinteresse público, mas nós todos, os seus vizinhos que nem olhamos para as suas caras.É sempre mais fácil dar 2 kg de arroz ao Banco Alimentar, do que fazer algo a quem  está próximo de nós.

Como tenho gritado há muita gente, idosos e outros, mesmo jovens, que estão fora de qualquer tipo de rede de apoio, estão SÓS E CONDENADOS À MORTE, SE OS SEUS VIZINHOS OS ESQUECEREM.

Infelizmente coisas... coisas...

andrade da silva

domingo, 29 de janeiro de 2012

UMA EXPLOSÃO DE AMOR!



Hoje Vou esquecer tudo:

a alucinação


a alienação


a injustiça social

a insensibilidade


o incumprimento eleitoral

a miséria

o totalitarismo

a crueldade

a tragédia

a catástrofe




 para que caminhamos, a Europa e, nós, no seu rasto,

 como os novos judeus, objecto da sanha alemã e da

 completa loucura das nossas 

burguesias e burocracias - as snobes e as operárias.





E, vou desejar-vos, amigas e amigos, uma explosão


Solar de Amor.



andrade da silva

sábado, 28 de janeiro de 2012

BOA VIAGEM PELO MONDEGO.


Documentário "Mondego"
Excelente e feito por um português.

Este filme é o seu projeto final do mestrado em Wildlife Documentary Production da Universidade de Salford, onde teve aulas com Sir David Attenborough, Paul Reddish, Niel Lucas e outros nomes da BBC Natural History Unit, Bristol.

O filme foi classificado com uma distinção e o próximo passo é concorrer a festivais desta especialidade na Europa.

Agradece-se que vejam e partilhem o link do filme pois ele precisa de divulgação.

http://vimeo.com/danielpinheiro/mondego
vimeo.com
Final Project of my Masters´s Degree in Wildlife Documentary Production from the University of Salford. Film marked with a distinction. Filmed in Portugal during May/June 2011. A voyage by the Mondego river´s wildlife from the mountains to the sea. Synopsis...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porque não chegam os 10 mil euros ao Aníbal?




"HUMOR INTELIGENTE. 20 valores+, com distinção, louvor e um medalhão,tal e qual... pudera!"

Mas que raio de sorte, o outro dizia que era engenheiro, mas afinal parece que não era.O sr. Presidente  quer dizer que é pobre como o povo, mas ganhava 10 mil/€ mês e tem cerca de700 mil € de poupança, títulos de acções em mais de um dezena de instituições financeiras e empresas e um vasto património imóvel. 

Todavia, é verdade que tem, em termos relativos com  os gestores públicos e outros,  um vencimento muito, muito,  baixo. O sr. Mexia da EDP ganha mais de 3 milhões de euros ano.

 Mas, o Sr.Presidente não disse toda a verdade, porque como tem feito quis  identificar-se  com os 2/3 da população com grandes ou médias dificuldades. Estratégia que tem resultado, mas desta vez falhou, e um dia falhará com o seu alter-ego o D.Alberto João.

Também, foi pena na sua comunicação não ter pedido desculpa por ter usado uma técnica  não legitima , para se identificar com os portugueses, o que, nada tem a ver com o querer eximir-se às dificuldades. 


Porém, tem é de fazer o que deve, e não está a fazer, para que os sacrifícios sejam repartidos por todos de um modo justo e equitativo, e se ultrapassem com  sucesso as dificuldades.


 ISTO, É O SEU DEVER!

andrade da silva

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Portugal e os Portugueses no Cabo das Tormentas/Boa Esperança do Fim destes Tempos"!


Andrade da Silva - "Portugal e os Portugueses no Cabo das Tormentas/Boa Esperança do Fim destes Tempos"!

Este artigo insere-se no projecto de colaboração de Amigos e Amigas da AOFA e o seu conteúdo é da exclusiva responsabilidade do Autor.

http://www.aofa.pt/artigos/Andrade_da_Silva_Cabo_das_Tormentas.pdf