quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CARNAVAL DE LOBOS.



Num país longínquo, na estratosfera, está tudo doido, andam todos a brincar a um triste e perigoso Carnaval, andam uns senhores a administrarem a coisa publica, como se fossem reis e donos de toda a riqueza nacional, ao serviço dos fidalgos e dos burgueses de que são amigos, que se corrompem uns aos outros, mas, obviamente há piores e mais eficazes padrinhos, só que esses vivem em países em que há petróleo para tudo, neste outro, de que falo, nem batatas já existem.

Neste país instituiu-se um regime que tem o pior do monárquico, a sobranceria, a pré-destinação e a consideração de que para além dos nobres, dos burgueses e do clero, só existe o “pagode” que é um pouco abaixo do 3º estado nas monarquias modernas, e o pior de uma república, - a coisa pública seria da comunidade de todos os cidadãos, quem o diria? - o desejo esquizofrénico de uns plebeus se igualarem ao Rei, como, um outro, dos seus penhascos grita, a propósito de uns certos alguns.

Nesta país falam-se de negociações que são uma verdadeira peça de Carnaval, fala-se de pântano, como se fala de milhões roubados ao erário público para beneficio dos mesmos de sempre, fala-se de crise, e diz-se para os desgraçados a pagarem, sem beliscarem os ricos, e sem se dizer que este país exíguo já perdeu a independência, como hoje, o diz uma pavoa empertigada, mas que outros dizem há séculos, que depois de um Rei imberbe, que endoidou, ter partido para uma batalha num Al qualquer que de quibir se vergou. Uma verdade escondida por certo nevoeiro de falácia.

Neste país, um dia, a juventude que dava o sangue em guerras longínquas quis pôr termo à ditadura que matava a nação, e dava cobertura a meia dúzia de famílias que alimentavam o totalitarismo e tudo sugavam. Àqueles jovens filhos ínclitos da Nação e da República, foi-lhes cortado o passo pelos serventuários do estrangeiro que receberem milhões para sabotarem a libertação, e de todo o dinheiro se aproveitaram para a boa gestão das suas contas e dos seus apaniguados, aterrorizando o pagode que carros de combate dos fascistas vizinhos invadiriam as colmeias de comunistas, mas que os demais corriam risco, se não dessem cabo da rapaziada comunista que quereria fundar um exército de libertação, o que, só poderia acabar numa ditadura comunista – como esta ficção, parece-me, por vezes vivida, mas é próprio dos sonhos, segundo Freud que estes tenham uma parte real e outra onírica, o que, será o quê, neste meu pesadelo ? - e a parte da Igreja reaccionária abençoou os ateus que, em conluìo e sob a bandeira reaccionária, queimaram na fogueira inquisitorial a esperança e a fé. Venceram.

Só que depois reuniram-se em conclave com todos os vampiros, e logo traçaram o guião de todo um cenário trágico- cómico que só pode acarretar um mau Carnaval, um Carnaval fúnebre, um Carnaval de lobos, um desastre para a Pátria, mas o pagode, entretanto, vive a leste disto tudo, pensam que vivem no país da Alice das maravilhas, mas quando acordarem, se acordarem deste pesadelo, logo verão que só há cinismo e mentira em qualquer anunciação de Bom Carnaval, pois o que se quer é que o pagode se lixe e que o país caía exangue, e mais se curve perante o estrangeiro.

O Carnaval vai continuar até um funeral da Pátria. Mas onde está todo o povo? Será que o país desta gente está toda no WC?

Haverá bons Carnavais nas antecâmaras da morte? Mas se o tal pagode quiser, sabe-se lá porquê, fazer um Carnaval “à là séria”, como será?.

Por vezes penso, como seria triste e desgraçado, se um dia acordasse e o meu país de Abril tivesse alguma coisa a ver com este submundo que, em pesadelo acordado, vislumbrei. Penso que isso nunca será possível, porque um povo que um dia, num 25 de Abril próximo, venceu, jamais pode ser vencido, porque como se dizia na canção, como a gaivota queremos voar, porque como ela somos livres.

Brinco, imagino loucos cenários, mas somente CHORO e SINTO LUTO PELA LIBERDADE, PELA DIGNIDADE, mortas num país distante e muito estranho que amo, mas que me é ESTRANGEIRO. Sou já um estrangeiro de mim mesmo. Grito:

NÃO MATEM O PAÍS LIVRE EM ABRIL NASCIDO.

Andrade da silva 4 Fevereiro 2010

PS: Só por mera coincidência em Portugal reuniu o Conselho de Estado para estudar o Futuro da Nação, e os que concordaram com OGE, para 2010, desentenderam-se por causa das transferências financeiras, para a Madeira, minha querida terra, onde, reina, o rei da reinação, mas também do arbítrio, João Jardim, que fez hoje 67 anos, e desejou-nos um Bom Carnaval, mas qual e quando?

CONVITE


Montmartre


Montmartre, santuário natural
como sua gente,
que nem sabe o que sente;
Algo superior,
Vindo do interior.

Filipe Papança



CONVITE


Caro amigo:

Na terça- feira, dia 9 de Fevereiro, às 19h30, vou dar uma palestra no Palácio Galveias sobre:
A matemática, a poesia e o Ensino Militar
Aparece e divulga
Com amizade,

Filipe Papança

CARAS Amigas e amigos aceitem o convite.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

INTERROGAR A HISTÓRIA, OS SEUS QUÊS.






RESPOSTA URGENTE E BREVE À PERGUNTA DA MARÍLIA, abaixo postada.




Tinha um post feito para editar sobre Liberdade de Expressão e Democracia, onde, iria abordar a pergunta da Marília, todavia até às 20 horas não sabia que o executivo da TV, presente no almoço, a que se refere o jornalista Mário Crespo, era o Director da SIC, logo um superior hierárquico do jornalista, facto que altera um pouco análise ao caso.

Todavia uma resposta urgente àquela pergunta leva-me a intervir, para dizer que se todas as perguntas são legitimas, é absolutamente necessário compreender que as respostas ao FUTURO, ESTÃO NO FUTURO.

Quanto a Hitler, PORQUE NASCEU DE UM DADO CONTEXTO OU PARTIDO, como já fiz notar no texto que escrevi sobre a violência, a maldade está disseminada intersticialmente por entre a natureza humana, portanto, nenhuma interrogação ao passado, criando relações causais entre personagens e partidos, é, na minha opinião, resposta para hoje. A realidade deve ser analisada na sua complexidade e mobilidade, não há nenhum facto no passado que dê uma resposta para o aqui e agora e para o Futuro.

O passado tem de ser analisado para melhor entendermos o presente e o Futuro, mas o que será este, é o que a partir de agora construirmos, pelo que a pergunta de qual o partido de Hitler, não acrescenta nada à construção do Futuro.

Hitler é um subprotudo da decadência de toda a Alemanha, provocada pela humilhação a que a Europa arrogante a submeteu. Os Grandes responsáveis pela emergência de Hitler são os países Europeus vencedores, depois a cumplicidade de milhões de alemães, o partido foi o nacional-socialista, como podia ter sido outro qualquer, e tê-lo-ia sido noutra circunstância, se, entretanto, Hitler não tivesse sido o polarizador do descontentamento naquele momento e pertencesse àquele partido. Interessa pensar que os ditadores emergem mais por força das conjunturas nacionais e internacionais, do que por força de partidos que não tenham uma matriz e uma prática totalitária reiterada.

Não há respostas fáceis na História. O Futuro é uma nova construção que se faz sem esquecer o passado, mas em que este não é nunca uma fatalidade e muito menos um monstro estático, obviamente, que podemos chegar a situações mais totalitárias que as do passado, mas os protagonistas vão agir e agem de modo diverso, é preciso olhar em redor. Quem cometer erros grosseiros também vai ter dificuldade em ser o homem do leme, numa eventual e trágica passagem da democracia para o totalitarismo, outra será a personagem, porque quem a isso se propuser na vigência da democracia não passará, por mais frágil que esta seja. Um eventual futuro Ditador ainda estará encoberto, este ainda não é o seu tempo. O mais importante é evitar a criação as condições objectivas e subjectivas que possam provocar a sua emergência.

Andrade da silva

uma só linha de Pergunta assinada pela Marília


O Hitler e o Mussolini de que partidos surgiram?
Quem responde? Marília

O Fim da Linha


Este artigo vê aqui a luz do dia, porque o Mário Crespo viu interdita a sua publicação no Jornal de Notícias. Não só foi interdito, como cessou a colaboração que regularmente vinha mantendo. Esta é a DEMOCRACIA que temos e a LIBERDADE que nos espera.
Não brilhamos pela novidade, pois foi denunciado no Telejornal da SIC e assumido pelo próprio.
Daqui endereçamos os nossos respeitos pela atitude corajosa e frontal do Conselho de Redacção daquele Canal e do seu Presidente.

Ao Mário Crespo diremos tão sòmente, que este espaço estará sempre ao seu dispôr.

E, se alguns "AMIGOS" que nos espreitam o quiserem encerrar, como já aconteceu a outros congéneres, avancem. Todos nós vimos de um tempo em que isso era normal e corrente. Só o mandante era mais astucioso e inteligente. Haverá motores internacionais e livres que nos acolherão.


Jerónimo Sardinha






O Fim da Linha

Terça-feira dia 26 de Janeiro.

Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).
Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça.
Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.

Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.

É banal um jornalista cair no desagrado do poder.
Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos.

Isto é mau para qualquer sociedade.
Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.

Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.



Trabalho de pesquisa da autoria do
Coronel Andrade da Silva

Jerónimo Sardinha
2Fev10

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coerência Governamental









queira comparar as datas dos dois despachos!