
terça-feira, 30 de novembro de 2010
POVO-SIM. POVO-NÃO.

domingo, 28 de novembro de 2010
A QUESTÃO PRESIDENCIAL
A questão presidencial não se pode reduzir a um discurso literário de crítica ou análise psicológica à pessoa do candidato Cavaco da Silva. Posto o assunto ao nível do discurso literário, embora criativo, como faz Daniel comete-se grave erro, porque, na minha opinião o núcleo duro do facto é completamente outro.
A questão essencial e nunca abertamente discutida é como se formou e com que objectivos: nacional e europeu uma candidatura alternativa e ganhadora à de Cavaco. Esta é a questão política central, isto é, onde está o cidadão mobilizador, impoluto, suprapartidário, com chama, força para mudar o país e dizer na UE que o rei vai nu.
Criticar Cavaco sem contribuir para uma alternativa vencedora é deixar a cidadania desarmada, é fazer literatura e não política. É mera retórica por mais criativo e interessante que seja o texto, como é o dos 5 Cavacos.
A estratégia das presidenciais tem sido, na minha opinião, errada, à esquerda e à direita, isto é, ao nível do todo Nacional, da totalidade dos cidadãos e da cidadania global, não se tem centrado na grandeza e riqueza cognitiva, politica, intelectual, nacional, histórica e moral dos candidatos, mas sim em factores conjunturais como dinheiro para fazer a campanha, a publicidade e a máquina dos grande partidos. A continuar assim dificilmente teremos um Presidente de todos os Portugueses e que leve Portugal a desenvolver-se na justiça e num paradigma democrático participativo.
A questão não é retórica é politica, é a da constituição de alternativas e mais que a crítica a Cavaco por ser ganhador de eleições, tem é de se criticar a ausência de feeling, sapiência, força moral, determinação, grandeza, inovação politica, conceptual e metodológica e substantiva para se produzir uma alternativa ganhadora a Cavaco .
Com o que diz o autor parece que o povo português é o principal responsável por votar em candidatos razoáveis, quando os cidadãos no seu conjunto não formam candidaturas mais sólidas que só serão possíveis, quando estiverem fora da órbita da militância dos partidos nomeadamente dos maiores.
Concluindo o texto de Daniel Oliveira, editado em 25 de Novembro é interessante, literário, mas sem um contributo claro para mudar o quer que seja.
Cavaco é o passado, como o 25 de Novembro 75 também o é, mas que são passados que ensombram o Futuro, e um deles provavelmente será futuro nos próximos 5 anos, para nossa má fortuna e por um tremendo erro estratégico de toda a esquerda ao não promover uma candidatura forte, mobilizadora, emergente da cidadania e não contaminada pelas práticas viciadas dos partidos.
Os partidos são um bem, mas as suas práticas têm de ser saneadas e o comportamento democrático, ético e aberto têm de ser uma regra de oiro a seguir à risca, o que, está muito longe de acontecer.
De qualquer modo, poderia ser bom que neste transe se relessem com alguma atenção os textos de alerta, 23, no seu todo, que foram editados neste blogue, e que balizaram um caminho que se vai seguindo milímetro a milímetro, e nomeadamente os sobre o desastre que refere que vamos parar às bocas famintas e vampirosas do Fundo de Estabilização Europeu e FMI, ( agora Passos Coelho considera o FMI um bom parceiro para governar em parceria, e, assim, se vê de que é capaz esta gente, para governarem) em parte pelo comportamento dócil dos Governos de Portugal, Grécia , Espanha e Irlanda, - bem Santana Lopes, anda a ler este blogue, será? - e relembraria que a luta vai ser longa, dura e desigual por muitos e muitos anos.
Face a este quadro seria preciso à esquerda sair-se de um certo preconceito moral e politico sem sustentação. Os tempos que aí vêm exigem redes organizadas de solidariedade a nível de associações, partido e sindicatos, como, em momento feliz, a Associação de Oficiais das Forças Armadas acaba de lançar, e que venho defendendo há anos, até num quase manifesto sobre a dignidade do nascimento à morte que já apresentei por vários sítios, mas que não foi semente que caísse à terra, ou o vento levasse para melhores terrenos.
andrade da silva
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ainda bem que não há mais!!!!

Os cinco cavacos |
Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos mas todos os cavacos vão dar ao mesmo. O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades de desenvolvimento deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de económico que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete. O primeiro Cavaco foi autoritário. O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos. O segundo Cavaco foi egoísta. O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa. O terceiro Cavaco é vazio. O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros. Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa. O quarto Cavaco não é um estadista. E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem. O quinto Cavaco não tem chama. Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiro-ministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos. Daniel Oliveira /Expresso |
25 Novembro 1975 – 25 Novembro 2010: DIAS DE BREU
"nosso Companheiro Andrade Silva, continua com falhas de computador pelo que me enviou o que se segue
e embora visto do exterior desconheça os responsàveis, declaro em minha alma e consciência que o 25 de Novembro, foi a porta aberta, a tudo o que hoje o povo sofre e foi o inicio do assassinato do 25 de Abril, e o cerrar das Portas que Abril Abriu, com a derrocada dos direitos do Povo de Portugal".
e como diz o velho provérbio português:
Quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro!
Marília
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
GREVE GERAL: VITÓRIA DAS CLASSES MÉDIAS E O ANALFABETISMO POLITICO DO GOVERNO

" Classe média e operariado em luta, e, no mesmo transe, a distinta sociedade burguesa capitalista, estatelada nos seus sofás de veludo e plumas bebe, em copos de cristal, o seu sangue"
terça-feira, 23 de novembro de 2010
GREVE GERAL

segunda-feira, 22 de novembro de 2010
CONTRA-CONTRAREVOLUÇÃO ALERTA N+22 ( FINAIS, A CAMINHO DO TRÁGICO)

A TRAGÉDIA
andrade da silva

Cumprir Abril é ser Abril pra sempre
é ser mais que palavra sementeira
onde se cumpre amor se inscreve grava
uma história nossa companheira
onde cada página é um grito
de Luz beleza Universal
onde o povo se grita
é porque digno
sabe que em si se escreve
Portugal
cumprir Abril é ser do mundo inteiro
aqui à nossa porta paraíso
onde cada palavra é um canteiro
a reflorir sempre que é preciso
cumprir Abril é ser mais do que somos
sangue natural que nos circula
é não ter medo do que um dia fomos
erguermo-nos em Povo altivo e forte
que não se deixa nunca espezinhar
e que em nome da vida enfrenta a morte
com sementeiras de luz no seu olhar!
Marília Gonçalves
domingo, 21 de novembro de 2010
Poema para As Crianças

Se eu tivesse asas crianças
Se eu tivesse asas
crianças
asas de penas leves
em voos
alegres e breves
voaria
para ti.
nos campos negros
da terra
semearíamos flores
pedia a todos os homens
para viver
em paz e amor
mas, como não
tenho asas
só braços
e estas mãos
quero dar-vos
muito carinho
e grande xi-coração.
Ester Pita