segunda-feira, 22 de maio de 2017

DIREITO ASSERTIVO: PREGUIÇAR, NÃO DAR SEMPRE O SEU MÁXIMO. MAS O COUÇO INTERPELA-ME


Já o fiz até às 11h.

Vou continuar.

Este fim de semana foi de encanto, dever, dor. Esta segunda feira começa radiosa.

LUMINOSIDADE!

Segunda feira radiosa, apesar de andar esquecido por muitas Câmaras do Alentejo, o que ,o povo das lutas da Revolução não consentirá lá muito , o facto de não ter ido ao Couço neste 25 de Abril, sei-o ,agora, deveu-se, afinal, a uma dada decisão normal da junta, que não me parece a mais justa para grande parte do Povo, mas não à boca vil e ordinária de um verme que eu teria ido pedir batatinhas ao PSD, quando peço para todos os que fazem gestão danosa e odiosa um julgamento SEVERO!
À Junta peço desculpa e a outros por este mal-entendido, e estou sempre disponível para estar junto do povo em todas as circunstâncias.

E o poder autárquico grande conquista de Abril deverá ser justo. VIVA O POVO PORTUGUÊS DAS FREGUESIAS, ALDEIAS E CIDADES

AMIZADE!

Fui a Odemira depois de uma viagem matinal, com inicio na camioneta para Portimão às 7h 30, naveguei por todo o Alentejo, cheguei a Odemira abracei o meu camarada sargento Martins. É um grande militar e homem.

DOR!

Odemira terá população, não vi ,mas vi um grande quartel da GNR e um tribunal para quê? Os seus beirais estão cobertos de ninhos de andorinhas, será o seu objecto?

ENCANTO!

Enquanto escrevia estes pensamentos num jardim, em frente ao restaurante Tarro, muito, caro, mas onde havia gente, o Pedro, de 6 anos, fazia gestos de quem nadava, interpelei-o . Então na terra podemos nadar, ou voar e andar?
Pedro: podemos fazer as três coisas
Eu - Como ?
Pedro: pela Magia!
Eu: Grande resposta. És muito inteligente!
Eu: Mostrando-lhe o texto que escrevia, pergunto-lhe, porque não há gente em Odemira?
Pedro: porque a terra é pobre!
A mãe chama o Pedro vão partir, mas ele ainda me diz- gostei muito de falar contigo, pergunta-me donde sou e que idade tenho. Informa-me que o avô tem 69 anos de idade. Digo-lhe adeus e à sua mãe que ele é muito inteligente e que olhem para os ninhos de andorinhas no tribunal - ENCANTO!

O BELO, POR VEZES, EXISTE.

COISAS!.....






domingo, 21 de maio de 2017

05 - POEMÁRIO * O Manifesto do Homem


Canto Revelado

O Manifesto do Homem






Eu nunca quis a paz do medo e das afrontas.

Nem caridade eu quero ou quis por alimento.

Eu quero e sempre quis que me prestasses contas

pelas manhãs por ti vestidas de cinzento.



Não quis nem quero ser a fome que aborrece

a mesa do teu lar --- arfante de iguarias…

Não quis nem quero ser a renúncia que tece,

prostrada, a contrição das noites e dos dias.



É tempo de ir além do medo do teu leito, 

mofando-te num caos de insónias e pavores

em gargalhadas de fatal assombração…



É tempo, neste chão, de facto e de direito,

tu seres como eu sou, eu ser como tu fores,

do berço do principio ao termo do caixão.







José-Augusto de Carvalho
Alentejo,

sexta-feira, 19 de maio de 2017

LUTO E IMENSA DOR: SER MILITAR DE PORTUGAL - DE PÉ|





Falamos do nosso 2º Comandante, tenente-coronel Nascimento ( o nosso querido e estimado “ zé da Fisga” ,tinha um passo de 5 léguas, parecia feito de aço, engano) no dia 25 de Abril 74.

Um militar estrito, um homem bom, um militar de quem gostávamos muito , pessoalmente, muitíssimo ,tantos foram os meus relativos excessos de tenente instrutor que consentiu. E de facto deveria ter-me feito alguma critica técnica. A coisa podia dar para o torto, mais para o torto, houve feridos na instrução militar, mas a coisa poderia ter sido pior, embora ,a instrução fosse a que considerava absolutamente necessária para ir à guerra e regressar inteiro. Confirmei-o no terreno, na guerra, mas na instrução fiz grupos de detenção à frente no treino das emboscadas com muito TNT pelo meio. -os meus pelotões eram os jacarés , não havia obstáculos à progressão. Uma instrução à comando, embora, com boina castanha -uma instrução dura, suavizada pela camaradagem.

Também fui ferido , tenho a marca, estive sempre na 1º trincheira e ia atropelando o “zé da fisga”, quando,  desvairadamente,  no polígono de tiro da EPA, conduzia, sem carta, um jeep para evacuar um ferido grave - MY GOD! “ José da Fisga” fugiu da frente da viatura que não ia com intenção de parar...coisas ..e o meu Major não me trucidou, entendeu o meu desespero, desesperado. Recordo o instruendo ferido que durante todo o trajecto, cheio de peripécias, até ao Hospital da Estrela, espantosamente, preocupava-se mais com a minha aflição do que com ele - espantoso - que rapaz!

Mas em 25 de Abril o nosso Tenente coronel tinha de ser detido, porque, como Militar estrito, lutaria de armas na mão contra nós. Julgo que tentou desarmar- me. Todavia, depois de detido dizem que escreveu uma carta honesta a dizer os porquês do seu comportamento. meramente militar -a cadeia hierárquica é para se respeitar. 

Porém o processo que se seguiu foi injusto para ele- afastou-se um grande militar, porque estava num posto de comando, e outros, mesmo apoiantes convictos do fascismo, ficaram, e vieram ocupar lugares de destaque para queimarem jovens militares de Abril, empurrando alguns para o suicídio - uma causa e NÃO a causa. Somos muitos e tantos  os injustiçados pela Instituição Militar e pela politica, que bastantes vezes alianeia e instrumentaliza o povo- comportamento contra a LIBERDADE, que todos os covardes e eunucos consentem -são cúmplices.( credo, cruzes, dizer esta verdade -maldito seja !)

Agora, voltamos a falar do nosso tenente -coronel , o nosso camarada José Franco viu-o, há 3 anos no IASFA de Oeiras debilitado; tinha falado comigo em 2004, compreendendo todo o processo de Abril, depois da noticia da sua doença, através de uma nossa camarada e colega a antiga tenente-   a Ana Mota, fui saber o que se passava, e recebi a informação que ele já partiu para o Cosmos .

Meu amigo, meu comandante chegámos tarde. Aquele abraço. Da minha parte peço, volto a pedir-lhe desculpas pela parte que me cabe ,e por todos os que emudeceram e não deviam.

Meu comandante, em sentido e continência, com um abraço e uma lágrima : TODOS PARTIMOS.NUNCA O ESQUECEREI -UM GRANDE MILITAR, UM GRANDE HOMEM que gentes não olhando, nem sendo de Abril, o INJUSTIÇARAM

UMA LÁGRIMA... ATÉ SEMPRE . EM CONTINÊNCIA MEU COMANDANTE -MAJOR ( será sempre para mim o meu Major ) NASCIMENTO!

andrade da silva
tenente




quinta-feira, 18 de maio de 2017

IDE E ESCUTAI - A NOSSA HISTÓRIA VIVA.



A Câmara Municipal do Seixal convida-o(a) para a apresentação do livro Memória e Vida em Tempos de Abril – Estórias de Liberdade e de Libertação, de Maria José Maurício, que se realiza no dia 20 de maio, às 16 horas, no Fórum Cultural do Seixal.

Apresentação a cargo de Carlos Mateus. Participação do capitão de Abril Andrade da Silva e representante da editora Colibri.

Animação com Mário Barradas.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

EIA MARCELO - O NEGADOR.O RELATIVISTA.O SÁBIO! SÓ MARCELO!







"terça-feira durante o 14.º Encontro da Cotec - Portugal, em Matosinhos.

http://www.msn.com/pt-pt/noticias/newsvideo/tr%c3%aas-avisos-de-marcelo-ao-governo-e-%c3%a0-oposi%c3%a7%c3%a3o/vi-BBBcXm2?ocid=sf"

O NEGADOR. nega o mérito, logo Viva o lixo!

O RELATIVISTA: Somos todos responsáveis pelo " gamanço dos Bancos" Pudera! Somos todos irmãos metralha -que rica vida nos descobriu D. Marcelo.! Julgava que éramos pagadores de notas ao fisco. Engano???????....

O SÁBIO: O Deslumbramento Cega e a Negação Mata - Que sorte a nossa!

A DIVINDADE-  O TRÊS EM UM:

Não é Santo, não é rei ,como supus D. Marcelo I D. Pedro I Renascido. 




ELE é, como dizem, Deus - omnisciente, omnipresente, onde, houver uma TV. Dizem também que vai construir em Belém a capelinha das aparições televisivas - UM ESPANTO- MARCELO !

Concordo com o sábio - NÃO AO DESLUMBRAMENTO . Será fatal!

Mas que importa se todos estão mui contentes....

Coisas!..

Porém ,todavia, contudo quando Deus não é Deus ou Deusa dizer e contradizer todo o afirmado, é um sintoma de um dado estado de desenvolvimento, ainda muito precoce, da inteligência ( Piaget).... but... Engano??????

COISAS, SÃO COISAS.... SIMPLESMENTE COISAS, FALTAM AS LOUSAS, PUDERA!...




segunda-feira, 15 de maio de 2017

AINDA O GLORIOSO E ÚNICO 25 de ABRIL 74: O MAJOR NASCIMENTO







" Júlio Rambout Barcelos ( antigo oficial na EPA)  disse:

O comandante da EPA, não conheço, mas o " Zé da Fisga " era boa pessoa. Estive 2 meses como adjunto dele, antes de eu ir para o Grupo de Instrução"

Caro camarada Júlio~

O nosso grande Major Nascimento, 2º Comandante da EPA, no 25 de Abril 74, era um GRANDE MILITAR. Era quem muito respeitávamos mas naquela dia estava contra o 25 de Abril, e era em termos militares o único objectivo perigoso. Ele combateria contra nós por todos os meios, logo, NECESSARIAMENTE, SEM HESITAÇÂO, teria de ser detido e foi, às 22h 55´ da noite de 24 Abril 74, ao som da canção -senha do movimento " Depois do Adeus!", pelo Sales Grade, sob o meu comando - chefe da equipa de assalto ao gabinete do comandante( tenentes: Andrade da Silva. Henrique Pedro e Sales Grade, este, em substituição de um outro muito OP que não se apresentou no posto de combate à hora certa,-coisas... tomei a CRUCIAL decisão de ,em cima da hora, o substituir pelo maior pacifista de qualquer Exército do Mundo).

E se o Grande Major Nascimento tivesse resistido, lutaríamos contra ele com as mesmas armas que tivesse na mão. Dizia-se que tinha um arsenal em casa???? ., Faríamos o assalto à sua casa, depois de libertar a família, à bazucada, se fosse necessário, não podíamos correr riscos... coisas..

Tudo .factos que os dorminhocos de Abril e todos os usurpadores de Abril desconhecem, e querem ignorados, para se fazerem passar pelos "Heroes" de Abril...uma cambada... mas Abril antes de ser dia, foi mil dores, mil partos, mil angústias

Pessoalmente, para mim, o Major Nascimento era até então o único Oficial superior que gramava e ME ENTENDIA na instrução, mas o 25 de ABRIL ERA bem MAIOR que esta Amizade... coisas....
Abril foi muito injusto para com este Major, militar, honesto e competente... coisas...

Todavia, pelos idos de 2000, este Major procurou-me no CPAE, depois de ter falado como Major General Jesus .à altura 2º Comandante da Academia Militar, e vinha-me perguntar se tinha sido traído pelo comandante.

Espantosamente, vinha numa "boa" , e até nos queria reunir a todos. Espantado pelo modo como vinha vestido à "José da Fisga", com mochila às costas, bem disposto e depois de viagens de aventura pelo mundo, contei-lhe a história toda:

Não tínhamos consideração nenhuma pelo comandante. Ele não contava para nós. O Meu Major era um militar de referência e o grande obstáculo militar à nossa acção, por isso, se tivesse reagido utilizaríamos a norma militar de quem ataca, ataca com forças de 3 a 5 vezes superiores. Nós tínhamos previsto usar o valor máximo com tiro de lança granadas se reagisse entrincheirado em casa.
Tínhamos respeito por si , militarmente compreendíamos a sua postura, mas o nosso objectivo - libertar Portugal e acabar com a guerra . não nos permitiam nenhuma hesitação, e sendo eu um dos que fez a ordem de operações para o tomada da EPA, tendo sido meu comandante directo, sabe bem, ou deve saber, o que isso significa.

Julgo, ainda, que no trajecto para o quarto onde ia ficar detido, levando eu a G3 à Ilharga, à Almeida Bruno, tentou desarmar-me, o que, não conseguiu, mas passei logo, a arma da Ilharga para a posição de combate.

Sim! Abril foi muito injusto e cruel para com este militar, um grande militar. Sempre o reconheci e reconheço como tal. È também um grande cidadão, porque COMPREENDEU todo este processo histórico,.

Caro Camarada Júlio Bem-hajas por nos recordar este grande Militar ,o, então ,Major Nascimento, o nosso "José da Fisga" ... tinha um passo de 3,5 léguas... Coisas...

Por Abril e de Abril aquele abraço


asilva




sexta-feira, 12 de maio de 2017

05 - POEMÁRIO * Na magia do Natal


NA ESTRADA DE DAMASCO 

Na magia do Natal 





É o tempo da boa vontade.

Pascem lobos nos prados da aurora.

Do redil, o cordeiro se evade.

A verdade já não se demora.



Um lobito, de orelhas fitando,

o cordeiro divisa à distância.

Sortilégio sem onde nem quando,

o candor comovente da infância



E, felizes, o encontro festejam.

Uma estrela, no céu, rejubila.

Passarinhos, em bandos, adejam

sob a paz que floresce, tranquila.



Fico a vê-los, rendido à magia

deste sonho que aquece o meu dia…





José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 16 de Dezembro de 2003.