terça-feira, 26 de agosto de 2008

A (IN)SEGURANÇA INTERNA


Regresso ao local do crime, a propósito da promulgação pelo Sr. Presidente da República das novas leis de segurança interna, propostas e aprovadas pelo PS sozinho na Assembleia da República.

Que tanto mal as maiorias absolutas fazem!... Será mesmo que “ o poder absoluto, corrompe absolutamente”?...

O cargo de secretário-geral nos termos em que está definido e com os poderes que detém e tipo de nomeação não seria necessário à segurança interna.

É um cargo de mera segurança politica-polocial para os governos em sobreposição com o SIS, sabe-se lá para quê. Mas a questão da segurança política, em termos policiais, dos Governos não é uma característica dos estados democráticos.

Todavia o mais grave é que as actuais oposições louvarão este cargo, quando estiverem no poder e o usarem contra quem tanto o aplaude, ou seja, o pai deste monstro, o PS, os dirigentes do PS.

O PS nunca aprende nada, ou seja, não aprendeu nada com os casos de Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues etc.

O que interessaria era resolver a insegurança interna que tem a haver com a ineficácia da prevenção do crime, com mais policias em gratificados do que em serviço de rua. Ineficácia na investigação, grande número de crimes não são resolvidos. Ineficácia no julgamento e punição dos crimes.

Neste triângulo há falta de uma politica eficaz e eficiente em termos penais para o julgamento e a dissuasão dos crimes. Há uma elevada protecção aos criminosos, e falta de atribuição de meios, sobretudo legais e tecnológicos às polícias, bem como, não há a supervisão da qualidade da prestação dos serviços de polícias e juízes.

Há crimes de extrema violência que em tudo fazem lembrar comportamentos satânicos, com mortes com tortura grave, do tipo do filme "Os sete pecados mortais", que parece que nem à imprensa chegam, e que, aparentemente, apesar dos muitos indícios à vista, não tem sido possível chegar aos criminosos.

O que é preciso fazer de um modo essencial para a segurança dos cidadãos fica de fora, ou como dizem os magistrados e nós, enquanto não houver policias que previnam, investiguem com eficiência e leis e juízes e regimes prisionais adequados ao perfil dos crimes, somos todos candidatos a vítimas da onda de bandidagem.


andrade da silva

1 comentário:

José-Augusto de Carvalho disse...

Meu prezado Andrade da Silva, mais uma vez aplaudo a actualidade das temáticas abordadas.
Efectivamente, esta chaga da insegurança, à semelhança das demais que nos afligem, é provocada pela política inadequada imposta pela maioria, sempre e sempre gorando os anseios do Povo-País.
Abraço.
José-Augusto