domingo, 10 de maio de 2009

13 - REFLEXÕES DE G.F. * «Abaixo a distracção!»

Através dos meios ditos de comunicação social, chegam, ao meu «monte», notícias e mais notícias e comentários e mais comentários às mesmas notícias.
É uma fartura de «louvar a Deus»!
Da política ao futebol, dos pimbas da música aos da banca, que sei eu!...
Vivemos este tempo que tudo nivelou por baixo, tão por baixo que se compraz em enveredar por subterrâneos. Por vezes, parece que os vários tempos do Tempo se assemelham às consabidas três fases dos impérios: ascensão, apogeu e queda.

Como toda gente, herdei o saber do tempo dos meus pais e avós. E com essa riqueza de saber, preparei-me como pude para enfrentar o meu tempo e dele perspectivar o tempo futuro. E é aqui que as dificuldades surgem, neste preciso momento em que este hoje é de angústia e o amanhã é uma aflitiva incógnita.

Ensinaram-me a respeitar valores então considerados de todos os tempos. Ora esses valores, hoje, estão a ser questionados na prática quotidiana.

Bem sei que estão sempre em mudança os tempos e as vontades, mas evolução e degradação têm significados diferentes e provocam também situações diferentes. E também sei que a evolução e a degradação não aparecem por geração espontânea.

Exactamente por tudo isto, daqui do meu «monte», eu grito:

«Abaixo a distracção!»

Antes que seja tarde de mais...

Até sempre!

Gabriel de Fochem

3 comentários:

andrade da silva disse...

Caro Augusto

Acompanho-o no seu apelo, todavia, porque ando por Lisboa e vejo milhares e milhares de pessoas a dirigirem-se às Catedrais do Consumo,como a novissima "Dolce vida" fico mesmo a pensar que já é tarde, e que a "malta" está mesmo distraída. Esperemos que as masmorras não voltem de novo, que não passem a haver outra vez milhares de réus políticos, mas... os tempos são cinza-chumbo...
asilva

José-Augusto de Carvalho disse...

Boa noite, meu prezado Andrade e Silva!
Antes de tudo o mais, os meus agradecimentos por ter dispensado um pouco da sua preciosa atenção a este meu escrito.
Entrando na matéria objecto da nossa reflexão, creio bem que a situação que vivemos foi habilmente preparada, necessariamente por quem sabia muito bem como se desviam os povos dos seus anseios e legítimas aspirações.
A acção será, cogito eu, desmontar a patranha e recolocar a utopia no imaginário de todos nós.
Claro que todas estas questões terão de ser faladas e debatidas em eventual encontro aí em Lisboa; ou aqui em Viana, para o qual disponibilizo a minha casa, desde já.
Grande abraço.
José-Augusto

andrade da silva disse...

Caro Augusto

Obrigado pela disponibilidade. Um dia nos havemos de encontrar e esperemos que muitos, entretanto façamos fazendo o que podemos e devemos.
abraço
asilva