
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PORTUGAL CORRE ATRÁS DE BALÕES

sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
TÃO CEDO PARTIRAM DESTA VIDA

quarta-feira, 23 de junho de 2010
PORTUGAL É TÃO BONITO!....

URGENTE !!!

E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas,
se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso
condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à
desmoralização, à infância, a ignorância crapulosa, à
desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um
rico?
ALMEIDA GARRETT

Filipe : PARABÉNS DOUTOR!

segunda-feira, 21 de junho de 2010
05 - POEMÁRIO * N' "A jangada de pedra"
sexta-feira, 18 de junho de 2010
ALERTAN+5

Porque a moral é tão leve poucos a têm, a maioria deixa por outras mãos mais largas que a deixam cair, como lixo no canto mais próximo e porco da cidade, e, assim, vai com a nossa cidade e com Portugal.
É imoral que se diga que a base da sociedade e da economia são os valores, o padrão de comportamentos, o que de um modo muito claro e até parece com convicção diz Ernâni Lopes, todavia nem na economia, nem na politica e muito menos na sociedade se verifica esse comportamemto ético.
Desde logo seria preciso falar-se verdade aos portugueses, o que, não acontece, poderia ser muito embaraçoso para gentes diferentes, denunciarem com elevado moral o que está a acontecer que é a chinização da economia mundial, isto é, trabalho sem direitos, trabalho escravo e sujeito a regime semi- militar com uma jornada diária de 12 horas. Este regime de trabalho é claramente fascista, facto que cria dificuldades e embaraços aos capitalistas e a outros que querem fazer compreender o que não o é. Todavia os trabalhadores chineses levantam-se contra este estado de sítio: alguns através do suicídio, choro-os; outros lutam, espero que vençam.
Outra imoralidade é o facto de uma grande plêiade de autores que não são comunistas, como muitos dos comentadores do jornal I, do Mundo Diplomatique e de El País, diagnosticarem a actual situação que: favorece os bancos que saquearam o estado e dele recebem benefícios; em que se destrói os serviços públicos, fingindo que é possível transferir para o sector privado a defesa das causas nobres que ao Estado e ao serviço Público competem realizar e, ainda ,como diz Larent Cordonnier que esta crise que não tem fim à vista é o período, em que os acrobatas das finanças vão fazer uma travessia com lucros, enquanto, os trabalhadores e os pensionistas vão pagar um alto preço que remeterá muitos para a exclusão social e a miséria.
Mas também é imoral não se dizer que o nosso consumo ameaça a vida na terra. Em termos de consumo não somos tão pobres como isso, através do crédito bancário temos 5 milhões de automóveis, um por cada dois habitantes, mais telemóveis do que portugueses, o maior consumo per capita em plasmas das últimas gerações, para não se falar dos automóveis de alta cilindrada e grande consumo para estradas, onde, não é possível andar a mais de 120km/ hora. É preciso dizer que os mais de 300 mil milhões de euros da nossa dívida externa, é sobretudo devida aos empréstimos pelos bancos aos privados e ás famílias.
É ainda imoral não se dizer com toda a clareza que Portugal está a empobrecer de um modo muito grave. Setecentos mil portugueses emigraram na última década e muito deles são os nossos licenciados, isto é, estamos a perder massa crítica que faz avançar os países.
Mas também quão leve é a moralidade, quando se fala que é preciso apoiar a agricultura e a produção, e se dá a 800 agrários um subsidio de 17500 € /mês sem nenhuma obrigação de produzirem um grama do quer que seja.
A leveza da moral também permite que sem qualquer contradição se fale do valor capital do mar, quando em Pedrouços se destruiu uma escola de marinhagem, para dar lugar a um departamento da fundação Champalimaud. Um dos curadores da fundação é o próprio Presidente da República.
Tão leve é esta moral politica que não diz com toda a verdade que o Banco Central Europeu, como guarda avançada da Alemanha e da França, prepara-se para ser dono quase por completo,por força do endividamento externo, da Grécia, Portugal e Espanha.
A leveza insustentável desta moral esconde que Portugal está parado, são milhões de pensionistas, centenas de milhar de desempregados e de muitos outros milhares que por absentismo ou doença por aí circulam, e, que, portanto é preciso produzir mais e melhor, mas o quê, para quê e para quem?
É preciso haver mercado de trabalho, e entender que o nosso consumo tem de ser moderado e ecológico. A terra não aguenta tanto lixo, com todo o lixo que produzimos assassinamos os solos,os rios, os mares. O nosso padrão de sociedade e desenvolvimento é de morte e não de vida, amor e felicidade.
Ora no quadro de verdadeira imoralidade, injustiça social, corrupção, exploração e saque dos fundos do estado em que vivemos, não será possível mobilizar o país para nada, e como todos sabem isto, atinge-se o cúmulo da desonestidade intelectual e moral, porque a verdade, como todos os que desejam um Portugal e uma Europa prósperas, reconhecem é que é preciso mudar de politica,para uma outra que não permita ao capitalismo selvagem e aos banqueiros governarem contra os interesses dos países e dos seus povos.
ETERNIDADE

terça-feira, 15 de junho de 2010
quadras filosóficas de António Aleixo
Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um Mundo novo a sério.
Porque será que nós temos
na frente, aos montes, aos molhos,
tantas coisas que não vemos
nem mesmo perto dos olhos?
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão
Uma mosca sem valor
Poisa c'o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.
Morre o rico, dobram sinos;
Morre o pobre, não há dobres...
Que Deus é esse dos padres,
Que não faz caso dos pobres?
Eu não sei porque razão
certos homens, a meu ver,
quanto mais pequenos são
maiores querem parecer
Quando os Homens se convençam
Que à força nada se faz,
Serão felizes os que pensam
Num mundo de amor e paz.
Quantas sedas aí vão,
quantos brancos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!
Se os homens chegam a ver
Por que razão se consomem,
O homem deixa de ser
O lobo do outro homem.
Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.
O Homem sonha acordado,
sonhando a vida percorre...
e desse sonho dourado,
só acorda quando morre.
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

Domingo,
verão,
sol.
No quarto, penumbra,
silêncio,
temperatura primaveril.
Nu, como nasci,
que prazer!
Oiço uma rádio FM.
Um pequeno-grande Mundo:
feliz,
de Paz.
Não há lutas pelos poderes,
não há ódio.
Tranquilidade.
Mas... Mas...
Para além da janela
fica o mundo real,
o único e eterno mundo.
O tempo voa.
O real concreto objectiva-se.
Um relâmpago atinge o meu olhar,
negramente,
vejo uma criança famélica.
Ela é a África, a Ásia e parte do meu país.
Num ápice o torpor escoa-se,
descontei este tempo de luz,
Pisei o solo.
Há dor e sangue...
Mas amanhã, ao romper da alva,
farei amor contigo -
Mulher!
Contra o amor nada pode.
Vida!
Amo-te.
domingo, 13 de junho de 2010
ALERTA N+6

A SITUAÇÃO ECONÓMICA E MORAL INSUSTENTÁVEL DE PORTUGAL. SIM, BUT…
Estes últimos dias foram ricos em muitos acontecimentos, todavia sem os esquecer é necessário estabelecer alguma prioridade, e o assunto da insustentabilidade da actual situação da sociedade portuguesa é de facto um assunto imperativo.
Mas antes gostaria de referir, infelizmente umas más noticias, a primeira é que apesar de todas as esperanças em Obama, mesmo depois de receber o Nobel da Paz está a incarnar a personagem de Diabo da morte, com a criação dos seus “drones”, aparelhos não pilotados, para assassinarem supostos terroristas e quem por perto estiver.
Condeno sem nenhuma relutância os movimentos terroristas a Al Qaeda e tenho fortes dúvidas sobre a natureza do Hamas. Todavia é imoral usarem – se métodos do tipo terrorista para os combater. E depois nunca se sabe quando estes “drones” que tornam o abate de pessoas num jogo de computador não acabarão por vir a ser utilizados pelos EUA para outros fins, no assassinato de meros opositores ao Império.
Para além dos “drones”, Obama, recentemente aumentou o arsenal bélico americano com um míssil cruzeiro hipersónico. Devia-lhe ser retirado o prémio Nobel da Paz, está a desonrá-lo.
Também houve no dia 11 de Junho uma cerimónia de homenagem ao Gen. Vasco Gonçalves e as pessoas que estiveram presentes identificam-se politicamente, maioritariamente, com o Gen. do PREC que muitos de nós conhecemos, e que de um ponto de vista da praxis politica foi mais retratado pelas palavras de Casanova, o que, não confirma que Vasco Gonçalves fosse ou não do PCP, ou que estaria a receber recados daquele partido e a executá-los. Simplesmente significa que Vasco Gonçalves esteve nas lutas concretas, como muitos outros militares, em cujo grupo me incluo, mais perto do PCP do que outros, pelo simples facto da ligação concreta do PCP com os reais problemas dos mais desprotegidos ser mais efectiva.
Naturalmente que a família do Sr. Gen. tem todo o direito de exaltarem as qualidades do seu pai e parente. Não podem é fazer parar o seu pensamento e prática politica num antes do 25 de Abril, em que o Gen. Vasco Gonçalves, como muitos outros, em cujo grupo me incluo também depois 72/73, olhávamos como melhor solução para Portugal um modelo de democracia nórdico, e muito menos porque algumas vontades mudaram, porque também os tempos mudaram, não podem é querer mudar os tempos passados. Já passaram e seria desonroso querer forjar um santo tipo Mandela.
Não. Até 2003/2004 o Gen. Vasco Gonçalves numa conversa que teve comigo manteve a mesma posição ideológica, politica e militar sobre todos os acontecimentos militares e civis anteriores. Isto não deve ser mistificado.
A INSUSTENTABILIDADE DO PAÍS OU DO SER?
Quanto à nossa insustentabilidade da situação portuguesa, é evidente que isto iria acabar mal, e ainda pode acabar pior, e quem o avisou em 1º. lugar foi o Gen. Vasco Gonçalves há 36 anos, quando dizia que Portugal vivia acima das suas posses, o que se agravou em muito, nomeadamente com os governos
Naturalmente que a situação é insustentável, porque hoje de um modo generalizado, abrangendo 80% ou mais da população os gastos com bens de consumo de toda a espécie, desde os alimentares, aos plasmas, passando pelos automóveis são excessivos, o que, obriga a um sobreendividamento das famílias, através dos cartões de crédito. Facto que por sua vez leva os bancos e o governo a se endividarem junto da banca internacional para manter um nível de vida, aos portugueses, completamente artificial.
Portugal com a sua baixa produção e produtividade com a quase completa destruição da produção agrícola, pescas e, mesmo, industria, não pode suportar nem os vencimentos médios e muito menos o endividamento externo para alimentar esta apetência consumista esquizofrénica dos portugueses, que os leva a ser dos maiores consumidores de plasmas, altas fidelidades e telemóveis, etc.
Com a destruição de sectores importantes da nossa indústria tradicional, que não foram completamente recuperados por industrias tecnologicamente mais avançadas, com a destruição da agricultora e pescas, dependemos para quase tudo do estrangeiro, mesmo nos produtos que exportamos vai incorporado muita material importado, pelo que feitas as contas à riqueza que entra pelo que exportamos, as receitas do turismo e as remessas dos emigrantes, e o que importamos: energia, alimentos, manufactura, o défice á assustador.
Para vivermos de acordo com as nossas possibilidades o défice externo deveria ser zero, como aliás deveria ser a dívida de todos nós. Ora quem deve o carro, as férias, o comer que come, a roupa que veste, o telefone que usa está a viver acima, ou muita acima das suas possibilidades.
Ora isto é óbvio, e quem nos salva e ao mesmo tempo mata, pois não há bons samaritanos, é quem nos empresta o dinheiro, mas quem nos empresta quer reavê-lo com significativo lucro, daí que quando isto não pode ser satisfeito surgem as ameaças e os FMI, e a este imbróglio europeu em que nos meteram não podemos fugir, como Jerónimo de Sousa refere na sua entrevista ao jornal I, (discordo da sua posição e da sua visão quanto às eleições presidenciais, porque nunca 9% dos votos poderão levar qualquer candidato à 2ª. volta, é evidente).
Todavia Jerónimo de Sousa não esclarece muito bem o porque desta impossibilidade de fugirmos ao que a Europa nos reserva, mas, na minha opinião, é muito simples.
Se não nos emprestarem dinheiro temos de viver, nós e o Estado, com o que temos, o que seria um grande estrangulamento, mas o mais grave é que se tivermos de viver de acordo com a riqueza que produzimos, o nosso vencimento médio teria de cair para o actual mínimo, e o mínimo para um nível ainda mais baixo. Deveriam fazer as contas e falarem-nos claro. Não serão estes os trágicos números que Cavaco Silva conhece, mas mantém ocultos.
Mas tudo isto é por culpa da Europa?
Não, obviamente, que não. A questão da insustentabilidade moral é Nacional, cá dentro aumentaram o saque do exterior comandado pela Alemanha e França, mas sobretudo o saque é feito através de um conjunto de empresas multi-nacionais, de que, entre muitas outras, podem referir-se a Sony, HP, Nokia, Nintendo, e as que se vão deslocando para a China, impregnadas de uma cultura organizacional totalmente despida de qualquer respeito pela dignidade humana.
Há mesmo quem diga que em muitas multi-nacionais impera a ideologia nazi, pelos seus proprietários serem admiradores e, ou, sobreviventes do 3º Reich, interessados na instauração do IV. Mesmo que as coisas não vão tão longe o certo é que aquelas empresas exploravam os chineses nas chamadas cidades-empresas, obrigando-os a 12 horas trabalho dia, num regime de produção semi-militar, com um vencimento mês de 100 euros, o que levou a vários suicídios de trabalhadores, chineses, gente habituada à pobreza e à crueldade.
Porque o dinheiro que circula em Portugal não corresponde a nada, a sua garantia é a União europeia, se saíssemos da EU cairíamos a pique numa miséria inimaginável, por isto, temos de aguentar e perceber que se não produzirmos para consumirmos e exportarmos, estaremos sempre em maus lençóis, e neste trágico quadro lá nos vão safando os 700 mil emigrantes, sobretudo jovens licenciados e qualificados que nos deixaram, diminuindo a pressão social, mandando divisas, mas também deixando o país mais pobre em massa critica.
Todavia o termos de ficar na EU vai-nos obrigar a fazer muito para que Portugal mude, o que não acontecerá com o PS e PSD, mas também a uma grande aliança com o Povo Espanhol, Grego e o Francês, apesar dos franceses estarem a ser poupados, para que a Europa mude e não se fascisze, o que, ainda pode ser mais difícil.
Vivemos numa grande ilusão que pode acabar numa grande tragédia, conquanto aqui não se façam profecias de fim de século, do Bandarra ou de Nostradamuz. Tudo são cenários probabilísticos, alertas que em vezes anteriores com maior ou menor intensidade se verificaram, e que, agora, espero que se evite o desastre, e um dos modos de o fazer, é desinquietar os espíritos, porque muitos como os que morrem nos jogos de computador do Sr. Obama, só dão por isso, quando já lhes vai um bracito pelo ar.
13 junho 2010
Andrade da silva
PS: Há dois anos que o blog avenidadaliberdade da A25A foi suspenso para se reestruturar. Agora como Costa Martins já está morto e enterrado e a A25A homenageia o Primeiro-ministro que Costa Martins serviu é tempo de ressuscitar o blogue.
Um grande viva às sardinhas, ao tinto, às lindas mulheres de Portugal que só têm um grande defeito, não acharem que eu… enfim… Quanto peno… mas amo-vos, e ao conjunto Deolinda que são padrinhos da marcha de Benfica e uma grande banda, a cujo parto assisti.