
A PRIVATIZAÇÃO DO ESTADO E ESTADO MAIS AMIGO PARA OS PORTUGUESES, MAS COMO?
Ponto Prévio
“ Depois da brutalidade das medidas propostas pelo governo, no dia em que o País protesta contra a austeridade toda a cólera parecia dever dirigir-se ao governo, mas é importante não deixar de questionar o que pretende o PSD, e sublinhar que o ministro do FMI Ernani Lopes está de acordo com estas medidas: agravamento dos impostos e redução dos salários e das prestações sociais, o que com o seu grande amigo do bota abaixo Medina Carreira vinha a propor sem qualquer criatividade. A receita adoptada é já antiga, sempre tem sido assim”.
A QUESTÃO
Mas nisto da Escolha e da privatização do Estado, ainda não entendi, como o direito de escolha universal da escola ou do Hospital pode ficar mais barato ao Estado, se uma diária de internamento, por exemplo, no Hospital da Luz, era a preços de 2008 de 250 €/dia, para além dos custos médicos e clínicos.
Não será que se está a falar de um SNS residual para a maioria que ganha em média 600€ e de um serviço de qualidade participado pelo estado para os de mais posses?
Obviamente que pessoalmente sendo um homem de Abril, preocupa-me a qualidade e o financiamento dos serviços públicos, e não sou um cego defensor da gratuitidade, mas antes tem de se arrumar a casa e conhecer muito bem a natureza da despesa, pelo que me parece mau sinal o PSD querer começar a cortar pela saúde e a escola, o que, aliás, o PS vem fazendo de um modo INCONSTITUCIONAL.
Mas com tudo isto nasce no meu espírito a dúvida se o PSD de Passos Coelho não estará na sua fase Edipiana, com uma necessidade obsessiva de matar o duplo pai social-democrata – Sá Carneiro/ Cavaco da Silva – para ficar com a mãe liberal?
De qualquer modo, o que se está a passar em Portugal, a propósito destes temas e da discussão do Orçamento Geral do Estado, é um completo escândalo. Então, para além do PS e PSD não existem muitos outros portugueses representados pelo PCP, BE, CDS e milhares e milhares de independentes e trabalhadores com as suas representações sindicais e empresários com as suas associações, conquanto estes possam confiar melhor neste governo ou num do PSD e, ou outras combinações liberais, que os trabalhadores?
Numa altura de tão grave crise não competiria ao governo negociar um programa de acção plurianual, procurando a máxima convergência entre todos? Não seria esta atitude própria de uma melhor democracia?
andrade da silva