segunda-feira, 24 de outubro de 2016

REVOLUÇÃO NO ALEMTEJO- A REFORMA AGRÁRIA.!





Nota: Correctamente, nos idos de 1900, o Alentejo de hoje , chamava-se e, bem, ALEMTEJO. Alemtejo define uma geografia cultural, física e humana próprias.

REVOLUÇÃO NO ALEMTEJO - UM GRANDE E HERÓICO FEITO, MUITO,  DA MULHER ALENTEJANA.

Amigas e amigos

Depois de anos encalhado na RTP2, pela persistência de Margarida Metelo e também da minha parte, estivemos sempre sozinhos nesta luta, como já é hábito, vai para o ar, quinta-feira, dia 27 Outubro, pelas 22 e 55, o 1º episodio de um Programa sobre a Reforma Agrária inteira, um 2º episódio e, último, será em 3 Novembro no mesmo canal e à mesma hora. Neste episódio respondo a uma entrevista não preparada, ou seja, não fazia a menor ideia sobre as perguntas.

As 22H 55 é uma hora, muito, muito, interessante, pois foi exactamente a essa hora,  que, em 24 de Abril 74 , chefiando uma equipa de assalto, na Escola Prática de Artilharia, Vendas Novas, composta ainda pelos tenentes Henrique Pedro e Sales  Grade - este, por minha decisão, em cima do acontecimento, sem hesitação, substituiu outro tenente que não se apresentou no seu posto combate, - se iniciou a tomada da 1ª e, muito decisiva, unidade para o MFA.


                         25 Abril 74 Escola Prática de Artilharia , Vendas Novas. EPA  abraço  a Almada.



Neste programa fala, entre outros, um dos trabalhadores agrícolas, pioneiro nestas acções -  o Joaquim Pedro do Escoural.


                                                               Joaquim Pedro do  Escoural



Espero que seja um DOCUMENTO Histórico, sei que foram ouvidos trabalhadores, latifundiários, técnicos e também me ouviram, e nada mais sei.

Em nome da História passem a palavra


abraço

andrade da silva

PS:
É um programa da RTP2, de Margarida Metelo. Só apareço numa entrevista no 2º episódio, em 3 Novembro. Desejo que seja um documento histórico, onde, naturalmente vai aparecer bastante ódio contra os MFA e o seu contrário, e, talvez, muitas imprecisões e outras coisas que desconheço quer actos dos trabalhadores  quer de militares e outros. Não conheço o programa. Não  desempenhei nenhum  papel na sua produção. Vou vê-lo, como qualquer outro telespectador.

Se não se iniciar a 3ª Guerra Mundial, ou não se estiver a prender o Pedro Dias, agora, dito semanas, o programa  não deverá sofrer qualquer percalço.... coisas....


3 comentários:

Diclinda Baudouin disse...

Obrigada pelo texto, pela tua participação no programa, pelo teu amor à mais linda conquista da revolUção de ABRIL. A REFORMA AGRÁRIA!!!

GiaSantos disse...

Vou ver com atenção.
Luzia

andrade da silva disse...

Amigas
Da minha parte, como do MFA, fomos meros companheiros de caminho totalmente empenhados daquela Revolução éramos militares e não agricultores, mas aprendemos muito com a sabedoria do povo e emprestamos o que tínhamos e lutamos para se defender a dignidade, sobretudo a dignidade do povo, e das mulheres, de facto as mulheres eram as maiores vítimas quer pelo trabalho, quer pelos interditos culturais e sociais, como a Maria José Maurício fala no seu livro estórias de Abril. Uma obra a ler.

Todavia a revolução no Alentejo começou antes da Reforma Agrária comissões de moradores, melhoramentos e acções culturais etc. etc. Abraço e beijinhos
joao