segunda-feira, 24 de novembro de 2008

05 - POEMÁRIO - No cais da solidão




A chaga aberta dói e sangra tanto,
ainda que no tempo passem anos!...
Do chão do nada, a custo já levanto
a safra de aflições e desenganos.

No peito, o coração, teimando, bate!...
Teimando, bate, bate, e não se cansa!
Nem dor nem desalento o sonho abate
dos cravos desta pátria em esperança!...

Dos fastos e desastres, a memória
de um povo erguendo a pátria à dimensão
da gesta humana em páginas de História!...

E neste cais de outono e solidão,
que fado nos impede agora a glória
de ousar no pátrio chão mais um padrão?



José-Augusto de Carvalho

24 de Novembro de 2008.
Viana * Évora * Portugal

2 comentários:

Marilia Gonçalves disse...

Tem o Poeta razão! é urgente Erguer Portugal dentro das nossas fronteiras, as mais antigas de Europa como País!
O Brio a descobrir aquém-mar!!!
Aqui e agora!

Marilia Gonçalves

José-Augusto de Carvalho disse...

Grato, Marília, pela apreciação.
Abraço.
José-Augusto