terça-feira, 26 de maio de 2009

PONTES ABERTAS PARA A BOA GOVERNANÇA E A ACTUALIZAÇÃO DA DEMOCRACIA: UM APELO AOS MEUS CONCIDADÃOS (I)


Diz a arquitecta Helena Roseta que a decisão do cidadão Manuel Alegre de ficar no PS, deixa todas as pontes abertas para negociações à esquerda, podia ter dito portas, só que todas as portas abertas podia gerar tempestade, logo, semanticamente, pontes é coisa mais sólida.

Quanto a esta perspectiva poderia ser uma realidade, se o militante Manuel Alegre se tornar num líder emergente e combativo no interior do PS, o que não foi no país, disposto a alterar a correlação de forças e a natureza viciada do aparelho de poder no interior do partido.

O aparelho do PS é o que é, há muitos, muitos anos, mas hoje persegue outros, como ontem perseguiu o secretariado do PS, onde, coexistiam Jorge Sampaio, António Arnaud e outros que, como alguns deles revelam, na Visão de 21 Maio, foram apelidados de traidores, mas como diz o poeta, mudam-se o tempos… ou, como dizem os cientistas tudo é mudança , e, ainda bem que assim é, acrescento, como cidadão com alguma opinião.

Todavia a visão da arquitecta pode ser mais uma ilusão, porque não se vê, se o Secretário Geral do PS, Sr. Eng Sócrates, tiver como assessor para a ideologia o Sr. Dr. Santos Silva e para o desaforo o Sr. Lelo, como isso seja possível. Mas há sempre alguém a ver milagres, desde do princípio do outro século, mas, seja como for, o que é preciso, fundamental mesmo, é clarificar do que se está a falar.

No meu caso falo claramente:

- De um novo modo de fazer política assente na verdade, na recta intenção, nos valores e espírito de Missão, e não na retórica e no marketing político, suportado por aparelhos partidários verticais alicerçados nos interesses de clãs que, através de um centralismo fechado, impõem a vontade dos dirigentes a todos os outros níveis que se habituam a filtrar a informação dissonante, bem como, todo o pensamento divergente. Todavia em democracia os partidos, de um modo particular, deveriam privilegiar na organização, a adocracia: objectivos colectivamente definidos, identificação com os objectivos, autonomia e responsabilidade individual, supervisão. Com uma gestão de porta aberta e do “ andando por todo o lado e contactando directamente com os cooperadores/ eleitores/militantes ( experimentei este tipo de gestão na muito rígida instituição militar, com êxito - auto e hetero-avaliado- ao nível dos meus vários comandos)

- De Combater a imoralidade dos salários e dos rendimentos de ofensa à maioria dos trabalhadores e, de um modo inaceitável, aos que precisariam de trabalhar séculos para obterem os rendimentos de um mês, dos magnatas;

- De Combater a corrupção que é intersticial. Está presente em todos os aparelhos partidários e outros, em todas as instituições e organizações, mesmo na que tem como dever combatê-la, a justiça, que não funciona em Portugal, nem contra os poderosos, nem contra os marginais, só funciona nas coisas mais laterais e contra os que não têm recursos, para contratarem os advogados dos grandes escritórios.

- Da miséria, dos guetos e da exclusão social e da sua superação, através de politicas de segurança social proactivas, não assistenciais, nem promotoras de subsiodependência

- Da arrogância politica e empresarial;

- De promover o restabelecimento dos direitos de quem trabalha, e, de um modo essencial e determinante, o próprio direito ao trabalho, conciliando sempre trabalho e vida familiar ( isto, é, uma necessidade para a sobrevivência do nosso modo de vida que corre um real perigo de ser submetido por outros em franca expansão).Neste capitulo o estado perante as debilidades do sector privado e das crises a que a má gestão empresarial e a desregulação da esfera financeira têm acarretado, deve de intervir na defesa do emprego e no combate ao desemprego ilegal, pelo que sem descurar as dificuldades dos empresários, não pode considerar os sindicados como uma força hostil;

-De restabelecer a autoridade democrática do Parlamento, combatendo a sua governamentalização, e criando a ética do deputado que responde perante os eleitores pelos programas sufragados, pelo que, não pode por ditadura partidária votar contra os programas votados e a sua consciência, sem nova audição dos eleitores, ou sem ser fora de um contexto moral, ou de emergência que o justifique e a consciência aceite;

- De Fortalecer o prestígio e o mérito das instituições e dos servidores do estado: funcionários públicos, professores, policias e militares, com a criação da carta dos deveres éticos e deontológicos do Servidor Público que deverá ser definido com a grandeza e a utilidade social e humana que tal função comporta. O Servidor Público terá de ser dos melhores trabalhadores, entre os melhores;
.....

(continua)


asilva maio2009

2 comentários:

Anónimo disse...

Não cultives a fraqueza

Vive o fraco na fraqueza,
o bom na sua bondade,
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.

Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.

Educa a tua vontade
faz-te firme em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.

Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
(Francisco Miguel Duarte)

andrade da silva disse...

"QUEM DA LUTA FICA FORA
NESTE JOGO (da LIBERDADE E DA DIGNIDADE ) NUNCA MEDRA".

MAS COM TANTA GENTE A SE EXIMIR, A PROTEGER, PORQUE É SEMPRE MAIS SEGURO ESTAR DEBAIXO DE TECTO QUANDO O GRANIZO CAI, DIFILCILMENTE, CARNEIROS E ESCRAVOS FEITOS, VENCEREMOS NA ALVORADA.
ABRAÇO
asilva