quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CIDADANIA POLITICA RESIDUAL






Há coisas que não devem ser caladas, para bem de quem quer construir o futuro, embora, pareçam  maldições para os coveiros das gentes.

E uma delas, urgente e imperativa, é que, infelizmente, a cidadania  politica, com alguma expressão de eficácia,   está quase reduzida às agendas de 5 ou 6 secretários-gerais, de 5 ou 6 partidos, que também tentam controlar os movimentos de protesto dos chamados indignados, acampados  etc.  que só têm em  comum,  por ora, o dizerem que isto está mal.

Se não sairmos deste imbróglio, através da destruição construtiva do velho, este,  guiado pelo princípio da morte e não da vida, vamos ir parar ao Inferno, e, no Inferno de uma qualquer ditadura, ou tragédia, há sempre lugar para alguns serem heróis, mas a maioria serão VÍTIMAS PASSIVAS E SILENCIOSAS, OU SILENCIADAS.

E é exactamente esta maioria de 9 milhões e 500 mil portugueses  que precisa de se salvar, libertar,  mas como cerca de 5 milhões se abstêm, e os outros  mais de 4 milhões limitam-se a referendar as politicas traçadas por um meia dúzia de secretários-gerais e seus estados-maiores, com o apoio de um número de militantes activistas que não deve ultrapassar as duas centenas de milhar, a tarefa não é fácil.

 É um quase-impossível, e, assim, falece esta pobre democracia e  se prontificam para o martírio, entre 8 a 9 milhões de portugueses, cordeiros, matérias ou imateriais, feitos, desta deriva antidemocrática em que vivemos há mais de três décadas.

andrade da silva

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