
A Dra. Ferreira Leite é uma personagem de má memória que hoje surge como a Anja S. Gabriel, para nos salvar do Purgatório Dantesco do neo-liberalismo a que, um desvio e desvario do PS de Sócrates & Santos Silva & Lello & Companhia, nos conduziram, só que com a Dra. Ferreira Leite daríamos o pequeno passo que nos separa do Inferno neo-liberal.
É preciso combater com vigor a convicção sem sustentabilidade do Sr. Louçã, de ser o D. Sebastião da política portuguesa, não o é, porque até isso seria trágico. O BE está a beneficiar conjunturalmente de um certo desnorte dos socialistas de esquerda que através de um processo de condicionamento clássico, aplicado magistralmente à política do aqui e agora, fizeram a sua transferência de votos automática e anti-natura para o BE, o mal menor, e também pela ignorância em relação a outras formações da esquerda extra-parlamentar, a que os socialistas de esquerda e, nomeadamente, segundo a minha opinião, os apoiantes da Nova Esquerda, e, esta própria, deviam dar a mais cuidada atenção.
Eis o retrato da contradição de Ferreira Leite contra Ferreira Leite, para além do lapsus de linguagem da ditadura a termo certo, segundo Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 28 de Agosto de 2009.
«Assim, se chegar ao Governo, a Dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a Dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra Dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças Dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19%; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a Dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a Dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde, o desagrado dos alunos com a ministra da Educação Dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros.
No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".»
Sim! Ética e comportamento honesto para quê? Para morrer pobre e só?
De facto o que está a dar é o que sempre deu: prometer e não cumprir, dizer hoje com convicção, o que se nega amanhã com a mesma convicção.
Seja como for, este comportamento é ingénuo e santo, é próprio das crianças nas idades precoces do estádio pré-operatório, em que a contradição não existe e se caracteriza pelo egocentrismo e por um estádio de desenvolvimento moral muito primário, o da unilateralidade, sem qualquer capacidade de descentração. Se isto é o comportamento normal numa criança até porque a maturidade do seu sistema nervoso não permite outro comportamento, ao nível dos adultos, e sobretudo dos políticos, é uma muito grave anomia, a pedir uma terapêutica muito forte, a administrar pelos cidadãos no momento do voto.
PORTUGAL!
asilva




