terça-feira, 16 de dezembro de 2008

URGE CORRER A CORJA DO PODER!


O presente artigo, por gentileza do blog "O CACIMBO" e da autoria do Capitão de Abril, Álvaro Fernandes, é transcrito na íntegra e na sua versão original.
Não é meu hábito usar de transcrições ou cópias de trabalhos de colegas (não consigo entender o termo concorrência, quande se trata de defender a DEMOCRACIA, A CIDADANIA, A LIBERDADE E A JUSTIÇA), mas, até pelas forma e intenção, muito próximas das nossas, não resisti a mostrar aos mais incautos ou descuidados, que todo o nosso envolvimento, esforço e princípios, vão no caminho correcto. E mais, não estamos sós!
Isto reforça e muito, tudo quanto tem sido escrito pelo Andrade da Silva (também um valoroso Capitão de Abril), pelo José-Augusto de Carvalho (também Gabriel de Fochem) e pela dedicada Companheira Marília.
Deixo, pois, há vossa apreciação, o texto que se segue.
Jerónimo Sardinha


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Nos idos de 1974/75, (após meio século de ditadura) dizia frequentemente que havia tantos partidos de esquerda em Portugal quanto o número de faculdades das universidades portuguesas – que eram bem poucas – mas chegavam para elevar à potência “n” os preciosismos e divergências entre a interpretação mais correcta dos textos de Engels, Hegel, Marx, Lenine + Mao, Estaline, Che, e uns quantos aprendizes de feiticeiro herdados do Maio 68 francês.

Entre eles, encontramos hoje os mais ilustres dirigentes europeus, a começar pelo presidente da respectiva comissão de burocratas bruxelenses e o respectivo séquito … citar nomes, para quê? Basta verem quem são e lerem o respectivo curriculum.

Nessa (já longínqua época do Século passado) fazia-o por dever de ofício – em que era obrigado a interpretar no briefing militar da manhã – as opiniões e posições dos mais genuínos, legítimos, válidos, revolucionários, capazes, prometedores e consequentes salvadores da pátria orfã de El-Rei Sebastião.
Incluindo, evidentemente, fascistas refugiados e apoiados no e pelo Franco (ainda vivo) e a restante cambada alemã que o jornalista Gunter Wallraff tão bem descreveu (e provou) no livro “A descoberta de uma conspiração - A acção Spínola”, Livraria Bertrand, 1976.

Para quem nunca o leu, vale a pena procurarem no alfarrabista mais próximo de…a Assembleia da República, o Palácio de São Bento, a Biblioteca Nacional, etc.
Permitam ver-me obrigado a recordar estes episódios recentes da nossa História contemporânea; pela simples mas suficiente e necessária razão de explicar como chegámos aqui:

Após o período de transição em que o Movimento das Forças Armadas cumpriu o programa que o levou ao golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, restaurou a Democracia e entregou o Poder aos partidos políticos, a mais não temos assistido do que:

- A transformação dos partidos em clientelas corruptas, ávidas do poder a qualquer preço:

- Incluindo a alteração de leis que lhes permitam roubar à ganância e safarem-se sempre; com os tais “parafusos” que foram introduzindo no código penal e do processo penal, e lhes permitem sempre anular factos provados, ou protelar o trânsito em julgado até o processo criminal prescrever;

- A terem sacado e metido ao bolso os fundos europeus que era suposto ajudarem ao desenvolvimento e modernização de Portugal;

-A criarem uma rede mafiosa entre os titulares de cargos políticos e os administradores das holdings que controlam as empresas do betão a os bancos da D. Branca, que saltitam de ministro, secretário de Estado, e administradores com salários, indemnizações e reformas milionárias – mesmo que nada tenham feito a não ser abrir falência em pouco tempo – mas tudo, tudo, tudo, à custa de quem trabalha e paga impostos que lhe levam um terço do que ganham.

Em resumo a realidade indesmentível é a que descrevi.

Perante isso, o que tem feito o eleitorado? Votar sistematicamente nos partidos que são responsáveis pela realidade em que vivemos. Os portugueses gostam de ser roubados e explorados indecentemente. Gostam de continuar a votar sempre no mesmo PS e PSD + CDS que mantêm o Poder desde que a Democracia existe em Portugal. E os rouba escandalosamente, conseguindo atirar o país para a cauda da Europa e bater os recordes do fosso entre ricos e pobres, sendo estes 20% da população.

Não têm vergonha das vossas opções enquanto (ainda) vos permitem votar?

E, para terminar, voltando ao primeiro parágrafo:

Quando é que “as esquerdas” – como agora se intitulam – resolvem de uma vez por todas unir-se, criarem um partido capaz de vencer as eleições e dar o devido tratamento à cambada que nos (des)governa) há mais de 34 anos?

Espero a vossa resposta em tempo útil.

De outra forma… ainda sabem o que significa ir ver Braga por um canudo? Espero que não seja necessário lá chegar…

Álvaro Fernandes
15 de Dezembro de 2008

3 comentários:

Marília Gonçalves disse...

URGENTE!

o Interesse Superior do Povo de Portugal, o fim do seu atroz sofrimento e exploração, Obriga a Consciência sa Esquerda a encontrar um ponto de Unidade que possa e consiga que um outro Governo, venha a dirigir os caminhos de Portugal!
Apelo pois à esquerda que sofreu com os 48 ANOS de Fascismo, para de sua enérgica vontade fazer a trincheira que impeça o caminho tão adiantado da opressão e da repressão!
adiante AMIGOS COMPANHEIROS CAMARADAS
EM frente por Portugal e contra os abusos vampirescos do Capitalismo!
O POVO SOFRE E TEM FOME!!!
ADIANTE
Marilia Gonçalves

Jorge disse...

Completamente de acordo com o post, assim como o que diz a senhora Marília.
No entanto, como lidar com uma esquerda caviar, inconsequente (não sofreu com os 48 anos de fascismo) aliada de última hora ao contra revolucionário Alegre desejoso de protagonismo para alimentar o desmedido ego. A cobertura estrondosa que mereceu da comunicação social é significativa do que pretende na realidade esta esquerda. Também significativos são os ataques permanentes ao PCP e a sua desilusão por este não ter participado num golpe que mais não visa que dar suporte ao PS.
Cumprimentos

zigoto disse...

O debate está aberto e, todos juntos,haveremos de encontrar as forças, a oportunidade e o método de enviar a corja para o sítio que lhe cabe e de onde nunca devia ter saído.