segunda-feira, 5 de outubro de 2009

REPUBLICANOS AO PAÇO, PORQUE MATAM A REPÚBLICA.


Competiria aos Republicanos de verve e verdade, não só condenarem as palavras afrontosas de bispos reaccionários e monárquicos, mas, sobretudo, denunciarem com veemência os corruptores da República, estes, são bem piores que todos aqueles bispos e outros monárquicos.

Calar a desagregação da República, hoje, porventura tão podre, como a monarquia caquéctica – com o vício genético da corrupção e da luxúria - que caiu em 1910, é ser cúmplice e cooperador na traição feita pelos vilões que tomaram o poder nas repúblicas, e destronaram todos os princípios republicanos pelos seus interesses ilegítimos e egoístas, embora, enroupados por palavras de verdadeiro recorte literário, mas repletas de cinismo e hipocrisia.

É tempo dos sinceros republicanos - os descamisados - e os seus aliados denunciarem todo o chiqueiro em que vivemos, e deixaram-se de tretas, palavras grandiloquentes, com construções gramaticais excelsas, mas que vivem sempre do mesmo desejo, de se colocarem à sombra da gamela dos poderes, e, melhor, do Poder.

República, onde, há corruptos e velhacos à solta pode ser tudo, mas nunca uma República. As repúblicas europeias estão podres, doentes, e entre elas temos a da grande França, a da desgraçada Itália e a Portuguesa, e, curiosamente, estes duas últimas suportaram uma ditadura fascista.

A honrada comemoração do centenário e da implantação da República seria denunciar e combater os vilões republicanos, e não zurzir sobre bispos reaccionários e abjectos, que, apesar de tudo, têm muitas e legítimas razões de queixa da 1ª República.

Competiria ainda aos defensores da República pedirem desculpa, por alguns excessos cometidos, de um modo generalizado, na 1ª República, contra o clero, pelo simples facto desses concidadãos serem padres, o que, nunca pode ser tolerado, ou tolerável.

Poderiam com justiça os republicanos considerarem com objectividade que a Igreja Católica, enquanto Instituição, foi em Portugal colaboracionista na 1ª República com a reacção monárquica, como o foi com o salazarismo, e ainda grandes dignitários dessa mesma Igreja foram apoiantes do grupo terrorista, assassino e de ladrões do ELP, pós 25 de Abril 74.

Todavia nada disto legitima qualquer juízo sobre um padre individual, sem que se faça prova inequívoca dos seus comportamentos ilegítimos ou ilegais. No primeiro caso terão de ser combatidos no plano das ideias, apesar da assimetria da luta, e no caso do comportamento ilegal devem ser julgados pelos tribunais normais, que, obviamente, têm de sair primeiro do estado cataléptico em que jazem, por todos os partidos terem lá o seu quintal.

Por tudo isto:

REPUBLICANOS AO PAÇO!

BASTA DE EMBUSTE, HIPOCRISIA, IGNOMÍNIA E VERBO PASTOSO. A PALAVRA DEVE SER FERA, PORQUE A HORA O EXIGE. A REPÚBLICA PRECISA DE SER SALVA PELA DEMOCRACIA DO POVO QUE AOS MILHÔES SE ABSTEM E VOTA NULO E BRANCO NO ACTUAL SIMULACRO DE ELEIÇÕES JUSTAS, DEMOCRÁTICAS E LIVRES, PORQUE, NESTE FAZ-
DE-CONTA, Só PODEM SER OUVIDAS, EM CONDIÇÕES DE EFICÁCIA, AS MENSAGENS SUPORTADAS POR MILHÕES DE EUROS E A BENÇÃO DA COMUNICAÇÂO SOCIAL, PRÉ-FORMATADA PELO PODER ECONÓMICO-FINANCEIRO DOS PODEROSOS E DA SUA REPÚBLICA, A ACTUAL, A DELES - OS MONARQUICOS E A OLIGARQUIA -ONDE, A MAIORIA PASSOU DA CONDIÇÃO DE CONCIDADÃOS A SÚBDITOS.

REPUBLICANOS RECONSTRUAMOS A REPÚBLICA, ATRAVÉS DA DIGNIFICAÇÃO DA DEMOCRACIA DO POVO. POVO QUE EÇA DE QUEIROZ DEFINIU COM LUMINOSIDADE.


andrade da silva

Republicano da plebe, do 3º Estado, embora do seu estrato superior, de acordo com o seu status económico-financeiro e segundo as definições dos economistas dos tempos que passam.



4 comentários:

Antonio Morais disse...

Concordando com a generalidade lembro que confundir A Sta Madre Igreja com Padres e Bispos, apaga da história personalidades como, entre outros, o Bispo do Porto, Padre José Felicidade Alves, Padre Alberto Neto, Padre Resina, cujas práticas me faziam ir à missa aos Jerónimos e à Capela do Rato...para ganhar algum alento na luta contra a escuridão e a mentira.
A.Morais

andrade da silva disse...

Caro Antonio Morais
Concordo e quis salvaguardar esse aspecto a Instituição é um todo, e esse todo institucional apoiou o regime anterior. A Igreja como comunidade de crentes não.

Reconheço o papel dos que na Igreja Católica têm seguido a Cristo,amigo dos pobres e ofendidos, por estes padres e bispos que seguem a Cristo tenho a maior consideração e amizade. Reconheço-os e conheço alguns nestes tempos como o bispo resignatário de Setubal D. Martins e o bispo das Forças Armadas D.Januário, e mesmo o actual Cardeal de lisboa que além de culto, parece ser um bispo moderado.

Embora tendo deixado a prática religiosa nunca reneguei aos bons principios que no seu seio aprendi, como o de amar o próximo como a si mesmo, e, porque sempre houve grandes padres devemos repudiar os excessos de todos os tempos contra os sacerdotes católicos ou outros.

Agradeço muito o seu oportuno comentário, porque tenho a mais sincera e elevada consideração e respeito pelos sacerdotes que refere.

Muito obrigado partilhe connosco as sua memórias, muito grato lhe ficaremos.
abraço
asilva

Fernanda disse...

Gostei de ler o que disse o António Morais. Sou católica, procuro na medida do possível ser justa e também frontal. Somos humanos. Fernanda Neves

andrade da silva disse...

Cara Fernanda

Não precisaria, julgo, de o afirmar, mas tenho pelas práticas religiosas positivas e que falam e ensinam o amor e a paz o máximo respeito e consideração, e procuro, como sei e posso, ter a prática que a alguns crentes falta, e até nestas duas últimas semanas de luto contactei de um modo muito interior com a realidade que nos transcende, mas, como sabe, nada calará a minha indignação e revolta pela colaboração que o Cardeal Cerejeira, entre muitos outros, deu a Salazar, como as sessões de tortura mental a que fui sujeito em dois cursos de cristandade, através da exploração visual de imagens da siflis para condenar explicitamente o sexo, e, ainda, o cónego Melo existiu, isto é, na instituição há o bem e o mal, como na comunidade de crentes há muitos que blasfemam.

Se assim não fosse, por exemplo, como seria possível que num país de Católicos, com 9 milhões de habitantes, haja um milhão/ ano de animais abandonados?

Quão a Bélgica é diferente desta bárbarie, porque um imperador fez respeitar a dignidade dos cães, respeitando-os,ou seja a força do exemplo de cima.

Este e muitos outros sinais obrigamn a muita catequese e evangelização.

abraço e muito obrigado. Mande os seus poemas, e post. Partihe connosco as suas vivências, e divulgue este blogue como espaço de completa liberdade

asilva