sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MECANISMOS DO EMPREGO / DESEMPREGO



 DESEMPREGO, MOTOR DE PILHAS, PARA O EMPREGO.

O que diz o Nobel da Economia de 2010, faz todo o sentido, se não trabalhar é igual a trabalhar em termos de rendimento, como dirá a psicologia é da natureza humana escolher a opção de menor custo, ou de maior prazer, ou seja, receber o subsídio de desemprego. Mas, neste caso, há menor mestria na ocupação da carreira profissional – a carreira em sentido lato contem ciclos de emprego, desemprego, lazer, actividades familiares etc - pelo que se, se considerarem as expectativas pessoais, motivações, podem as decisões serem bem diversas.

Também aqui nada é universal, ou linear, mas nesta perspectiva e, de um modo muito linear, pode-se concluir que basta valorizar cada vez mais o trabalho, e, se assim for, os seres humanos normais, os cidadãos, vão preferir o emprego, ao desemprego.

Mas a questão não é esta, até porque a nossa protecção social em nada se compara com a americana e a alemã. Todavia desempregar não criará emprego, o que tem criado emprego em várias partes do mundo é erguer um mercado de trabalho Nacional e Regional, etc. e regular o Mercado mundial, insisto, sobretudo, o chinês e asiático em que a factor de trabalho pesa 5% no preço final dos produtos transaccionáveis em todo o Mundo, nomeadamente, na Europa e na América.

Por aquelas bandas são ordenados elevadíssimos, os de 100€ mês, porque ainda há trabalho mais mal pago, apesar de poder ser bom na China, onde, como na Índia há uma sociedade dualista severíssima e inaceitável, que também os chineses contestam, fazendo, apesar de todo o controle, greves e morrendo, e se nada disto for corrigido, como tão ilustrativamente demonstra Thomas Fridman ( jornal I de 9 Dezembro), teremos a chinização da economia e das finanças mundiais e, depois da politica.

Claro, nada é linear, primeiro julgo que é preciso criar mercado de trabalho e trabalhadores competentes para serem titulares dos postos de trabalho deste século.

Pessoalmente sempre defendi : 1 – os despedimentos com justa causa por negligência, indigência e, ou incompetência intrínseca, nestes casos, devem ser o sector da economia social e, ou a segurança social a darem resposta; 2 – melhoria dos processos de gestão e da canalização e aplicação dos investimentos/ amortizações etc, 3 – formação profissional de qualidade para trabalhadores e empresários 4 – regulação mundial no âmbito da concorrência leal, o que, obriga ao cumprimento em todos os mercados de trabalho das leis internacionais do trabalho etc. etc.

E, obviamente, que defendo os despedimentos colectivos em casos de extinção da produção, mas sempre fora dos múltiplos casos de falências fraudulentas, do fecha aqui e abre acolá, até com novos subsídios do estado etc., etc., donde se tiram rendas, e depois se faz o mesmo, abre-se falência etc. etc., e , assim, sucessivamente.

Acresce ainda que os despedimentos em Portugal aumentam o desemprego, sobretudo o de longa duração e as saídas do mercado de trabalho até porque muitos dos trabalhadores despedidos não têm competências para os novos mercados do século XXI.

Logo é preciso reestruturar o mercado de trabalho de um modo global, o que, já devia estar muito adiantado com a aplicação dos fundos europeus ,se estes tivessem sido devidamente utilizados, o que, também não aconteceu. Infelizmente não se fez o que se devia e também não há responsáveis, por todos estes desmandos.



Mas a propósito de crises é também bom ter presente o que outro Nobel da economia, Fridman, disse sobre a teoria do choque.

andrade da silva


9 comentários:

Anónimo disse...

A língua portuguesa é difícil... até para fazer amor!

AMÁ-LA ou AMAR-TE?

O marido, ao chegar a casa, ao final da noite, diz à mulher que já estava deitada:
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que já estava a dormir, com a voz ensonada, responde:
- A mala... ah não sei onde está, não! Usa a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida, hoje eu vou amar-te.
- Por mim, podes ir até Júpiter, Saturno ou até para a p... que te p..., desde que me deixes dormir em paz...

Ester Cid Pita disse...

Eu. No mundo da verdade

MARTA (4 ANOS)
SABES, ESTERINHA ONTEM JANTAMOS COM LUZ DE VELAS!

EU: ENTÃO TIVERAM FESTA?

MARTA:NÃO, FOI A MÃE QUE NÃO PAGOU A LUZ POR CAUSA DA CRISE.

GUILHERME(4 ANOS) O MEU PAPÁ DIZ QUE A SENHORA CRISE TAMBEM VAI LÁ A CASA... MAS AINDA NÃO JANTEI , COM LUZES DE VELAS.

Ester Pita

andrade da silva disse...

Há uma parte inicial do texto ue a segiur refiro que não foi publicada e que já pedi à nossa amiga Marilia para corrigir.

Parte inicial que falta:

"O que diz o Nobel da Economia de 2010, faz todo o sentido, se não trabalhar é igual a trabalhar em termos de rendimento, como dirá a psicologia é da natureza humana escolher a opção de menor custo, ou de maior prazer, ou seja, receber o subsídio de desemprego. Mas, neste caso, há menor mestria na ocupação da carreira profissional – a carreira em sentido lato contem ciclos de emprego, desemprego, lazer, actividades familiares etc - pelo que se, se considerarem as expectativas pessoais, motivações, podem as decisões serem bem diversas.

Também aqui nada é universal, ou linear, mas nesta perspectiva e, de um modo muito linear, pode-se concluir que basta valorizar cada vez mais o trabalho, e, se assim for, os seres humanos normais, os cidadãos, vão preferir o emprego, ao desemprego.

Mas a questão não é esta, até porque a nossa protecção social em nada se compara com a americana e a alemã. Todavia desempregar não criará emprego, o que tem criado emprego em várias partes do mundo é erguer um mercado.....

andrade da silva disse...

Pois, Pois a crise, poderá começar a chegar de um modo tão malvado à casa de muitos portugueses, mas apesar da fome e do empastelamento do texto, haverá sempre lugar para gente humorada de um ou de outro modo, como o nosso leitor anónimo.
Abraços
asilva

andrade da silva disse...

Obrigado Marília pela pronta reposição do texto. Quem já alguma vez trabalhou em jornalismo conhece estes pequenos aborrecimentos dos empastelamentos, mais fáceis de resolver nos blogues, mas uma grande dor de cabeça se o mesmo escapar ao crivo dos revisores, tarefa que para ser bem sucedida exige um grande esforço e atenção. À sua competência fiquei a dever muitas vezes a produção de textos mais bacteriologicamente puros, agora, por aqui há o corrector automático que ajuda. A minha homenagem a estes profissionais.

Anónimo disse...

ai GENTINHA NOSSO TRISTE PORTUGAL



José Sócrates visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha.


E às tantas, pergunta:


- Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?

Ela responde:

- É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva.
Sócrates, surpreendido:

- E como é que a senhora faz isso?

A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e
liga ao Tony Blair:

- Bom dia, Tony. Tenho um pequeno teste para ti...

Tony, todo educado:

- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste.
Pode perguntar.

- Muito bem, Tony. O teste é o seguinte:
"É filho do teu pai e da tua mãe, mas não é teu irmão nem tua
irmã.
Quem é?"

- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
- Bravo, Tony. Como sempre, inteligente. Até à próxima.

Sócrates fica impressionadí­ssimo. De volta a Portugal, decide por em prática a técnica que aprendeu com a rainha.

Telefona à ministra da educação Isabel Alçada e pergunta:

- Isabelinha, é o Sócrates, companheira. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.

- Tudo bem, pergunta:

- É o seguinte: É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?

- Ah, Sócrates, eu não esperava um teste assim, de repente.
Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?
- Sem problemas. Até logo.
Ela de seguida liga para o Cavaco Silva, já que ele tem fama de inteligente.

Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:


- Ora bolas Isabel, sou eu mesmo, como é óbvio!...
- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado.

E volta a ligar ao Sócrates:

- Sócrates, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
- Muito bem: É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?

E a ministra da educação, vitoriosa:
- Simples!!! Ora bolas, é o Cavaco Silva!!!

- NÃOO, estúpida!!! Tens que treinar mais!!! É o Tony Blair!!!

zé disse...

MEUS CAROS
é missão de palhaço, quanto sacrifício impõe... fazer rir, despertar um instante de boa disposição, mesmo quando ele mesmo a não tem. Mas o riso é contagioso e faz bem!

andrade da silva disse...

Muito Obrigado aos que sem esquecerem as asfixias a que somos sujeitos, no meio da tormenta, sorriem e nos fazem sorrir, aqui, têm o seu lugar.

O Humor inteligente além de nos fazer sorrir, faz-nos pensar e talvez o tal teste de QI, bem como as noticias divulgadas pelo site de wikileaks nos digam que afinal os tais governantes não são tão inteligentes como isso, e são muito pouco escorreitos e mesmo dignos.
obrigado
asilva

Marília Gonçalves disse...

e da burrice deles, nasce a nossa esperança, o esterco foi sempre promessa de boas colheitas
atentos, sempre ate,tos
Marilia